Portalegre Gaming Fest regressa com mais consolas, videojogos, cosplay e talento local em destaque

Foto: Manobra Principal (Facebook)

O Portalegre Gaming Fest está de regresso ao Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre (CAEP), nos dias 9 e 10 de maio.

Depois de uma primeira edição de sucesso, no ano passado, durante a qual a associação Manobra Principal conseguiu reunir cerca de 1.200 visitantes, o evento volta a oferecer aos amantes dos videojogos e da cultura pop um conjunto de iniciativas, como torneios, demonstrações e as mais diversas atividades interativas.

Destacando, desde logo, a apresentação de jogos criados por estudantes de Portalegre no decorrer do festival, e não tendo dúvidas de que estes serão “dois dias fantásticos”, Bruno Azeitona, presidente da associação, revela que, desta feita, estarão disponíveis para o público “ainda mais consolas retro, máquinas de arcade e de realidade virtual”.

“O primeiro festival correu muito bem, tivemos muita gente, muita gente de fora, tivemos muitas consolas retro e agora claramente passámos para o nível 2. Vamos ter algumas curiosidades, vamos ter jogos criados por estudantes locais, estudantes da Escola Mouzinho da Silveira e estudantes do Politécnico que criaram os jogos e vão apresentá-los lá. Na edição anterior tivemos apenas um e agora vamos ter sete”, avança o responsável.

No decorrer do evento, que promete ser uma verdadeira “viagem no tempo para muitos”, o público poderá desfrutar de consolas desde os anos 70 até às mais recentes. “Vamos ter torneios, muitos jogos novos, muitos jogos antigos. Acho que vai ser uma partilha de emoções a todo o nível”, assegura Bruno Azeitona.

Sendo este um festival para toda a família, para além das consolas e dos videojogos, não ficarão de fora os mais tradicionais jogos de tabuleiro: “É um festival para todas as idades, é um festival para toda a gente, porque lá está, os jogos de tabuleiro também puxam muita gente, assim como os torneios de xadrez, e vai ser muito giro”.

Outra das grandes apostas do Portalegre Gaming Fest recai sobre o cosplay, isto é, a prática de vestir e interpretar personagens de jogos, filmes ou séries, que acaba por dar sempre um “ambiente totalmente diferente ao evento”. “Temos aqui algumas inscrições e vamos ter personagens totalmente diferentes, do mundo do anime, dos videojogos e de filmes, em que cada um encara a sua personagem, o seu herói, digamos assim. É muito giro e já no ano passado, quando lançámos o festival e o formulário para quem se quisesse inscrever, nunca pensámos em ter alguém e tivemos cerca de 20 cosplayers”, recorda o presidente da associação.

À semelhança do que aconteceu no ano passado, a entrada no festival volta a ser gratuita. Tanto no dia 9 como no dia 10, o evento vai abrir portas às 10 horas e encerrar às 20 horas.

Conheça o programa completo do evento:

Apesar dos “desafios” que enfrenta atualmente, a dança continua a ser “refúgio e terapia” para muitos

Celebra-se hoje, 29 de abril, o Dia Internacional da Dança, data instituída pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO no ano de 1982. Neste dia celebra-se esta arte e procura-se mostrar a sua universalidade, além das barreiras políticas, étnicas e culturais.

De acordo com Letícia Garcia, professora de dança em Campo Maior, que lembra que a dança pode ser “um refúgio” ou até “uma terapia” para muitos, esta é uma arte que, atualmente, enfrenta “muitos desafios, até mesmo com a questão da juventude”. “Temos hoje os meninos muito mais parados, sedentários e agarrados aos telemóveis e isso também se tem notado um pouco ao longo destes anos: a diminuição de alunos de faixas etárias mais jovens”, assegura. Por outro lado, a professora defende que a dança é para todos sem exceção, independentemente da idade, desde que exista “essa vontade”.

Em Campo Maior, Letícia Garcia é a responsável pelo Projeto de Formação de Dança Oriental do Município, com aulas apenas destinadas ao sexo feminino, no Centro Cultural, às quintas e sextas-feiras, entre as 18 e as 20 horas.

A professora, que implementou também recentemente na vila aulas de Dança Oriental para mães e filhas, permitindo que “usufruam de uma aula divertida, que cria momentos de partilha entre elas”, revela que aceita novas alunas ao longo de todo o ano. “Eu normalmente permito a entrada de alunas ao longo do ano. Tento, de certa forma, ir enquadrando quando a aluna entra na turma, fazendo um acompanhamento mais próximo”, remata Letícia Garcia.

De recordar que, de forma a assinalar este Dia Internacional da Dança, o Centro Cultural de Campo Maior acolheu, no passado domingo, 26 de abril, o I Encontro “Passos que Unem”, com a participação de grupos e escolas dos mais variados estilos de dança da região.

Futebol de formação: “O Elvas” junta 40 equipas no “Elvas Cup Gold Energy”

“O Elvas” Clube Alentejano de Desportos (CAD) promove, nos dias 30 e 31 de maio e 6 de junho, a primeira edição do “Elvas Cup Gold Energy”: um torneio de futebol dedicado aos escalões de formação, a ser disputado nos campos António Semedo e Pedro Barrena do Estádio Municipal.

No primeiro fim de semana disputam-se os jogos dos escalões de Petizes, Traquinas, Sub-10 e Sub-11, enquanto para 6 de junho está marcada a competição de Sub-12.

De acordo com o presidente do clube, João Pedro Ruas, este não é mais, ainda que com outro nome, que o regresso de uma prova que “O Elvas” organizava quando ainda não havia Mundialito. “No fundo é o regresso de um torneio que já existia há alguns anos por direções anteriores, que era o Torneio Internacional ‘Cidade de Elvas’, que depois deixou de ter calendário porque passámos a ter aqui na nossa região o Mundialito. Este ano, sabendo que não ia acontecer o Mundialito e também porque era uma das nossas ideias, da nova direção, quisemos arranjar calendário, uma data boa para que pudéssemos voltar a fazer um torneio, porque Elvas, com as nossas condições e com a nossa localização, merece ter um bom torneio”, diz o dirigente.

Ainda assim, e para já, o torneio não irá ter uma componente internacional. “Vamos ter só equipas portuguesas de diferentes associações: da Associação de Futebol do Algarve, de Lisboa, de Setúbal, de Évora, de Castelo Branco”. “Queremos que seja uma grande edição, mas para já que não seja com demasiadas equipas, para que não corra mal e que possamos depois, nos próximos anos, então, passar a ser internacional”, explica João Pedro Ruas.

Neste “Elvas Cup” vão participar 40 equipas, incluindo de grandes clubes como Benfica, Sporting e Braga. Explicando que a direção de “O Elvas” pretende dar oportunidade aos seus atletas de competirem “contra atletas de outras associações, para conhecerem outras realidades”, o presidente destaca outras equipas que também vão disputar a prova, como o Lusitano de Évora, o Juventude de Évora, o Atlético de Reguengos, o Paderne e o Benfica de Castelo Branco. “Tivemos entretanto um contacto do Farense e vamos ver se ainda é possível encaixar o Farense”, revela ainda.

A expectativa é que a prova reúna, entre os três dias de competição, meio milhar de atletas e mais de duas mil pessoas, entre staff e familiares dos jovens futebolistas.

A entrevista completa a João Pedro Ruas para ouvir no podcast abaixo:

“7 Maravilhas da Dança de Elvas” em exposição no Forte de Santa Luzia

A exposição “7 Maravilhas da Dança de Elvas” vai estar patente no Forte de Santa Luzia entre hoje, 29 de abril, e 31 de maio, numa iniciativa que pretende revisitar e celebrar algumas das mais marcantes edições do Festival da Dança, evento que ao longo dos anos se afirmou como uma referência cultural no concelho.

A inauguração, aberta ao público, acontece na tarde desta quarta-feira, pelas 17h30, no Forte de Santa Luzia e convida os visitantes a lembrar as coreografias, atuações e grupos que marcaram anteriores edições, desde a dança contemporânea ao ballet, passando pelas danças urbanas, orientais e performances infantis, refletindo o crescimento e a evolução do Festival da Dança enquanto espaço de expressão cultural e artística.

Promovida pela Câmara Municipal de Elvas, a mostra reúne registos fotográficos e momentos emblemáticos de diferentes participações, estilos e coletividades ligadas à dança que passaram pelo festival, evidenciando a diversidade artística e o impacto deste evento junto da comunidade.

“7 Maravilhas da Dança de Elvas” pretende, assim, prestar homenagem aos bailarinos, professores, associações e entidades que têm contribuído para o sucesso desta iniciativa, valorizando o papel da dança na promoção da cultura, da inclusão e da participação intergeracional.

Estratégias de intervenção no património edificado em debate em Elvas

Elvas recebeu esta terça-feeira, 28 de abril, a segunda sessão das Jornadas de Reabilitação Integral do Património em ambos os lados da Raia (RIPAR 2026), uma iniciativa promovida pelo Colégio Oficial de Arquitetos da Extremadura (COADE) e pela Secção Regional do Alentejo da Ordem dos Arquitectos (OASRALT), dedicada à valorização e preservação do património arquitetónico transfronteiriço.

O encontro decorreu no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) e reuniu profissionais e instituições de Portugal e Espanha, num espaço de reflexão e partilha de conhecimento sobre estratégias de intervenção no património edificado.

A sessão de abertura contou com a presença do vereador Sérgio Ventura, em representação do Município de Elvas, que deu as boas-vindas a todos os participantes e destacou a importância da cooperação transfronteiriça na salvaguarda e valorização do património comum. O autarca desejou ainda que os trabalhos decorressem de forma profícua e que esta jornada contribuísse para o reforço da colaboração entre os profissionais e instituições dos dois lados da fronteira.

Participaram igualmente na abertura a presidente da OASRALT, Cláudia Alexandra de Oliveira Calado Gaspar, e o bastonário do COADE, Manuel Cabalgante Gallardo.

O programa incluiu apresentações técnicas, análise de casos reais, partilha de metodologias aplicadas à reabilitação patrimonial e visitas guiadas a obras de especial interesse, promovendo o intercâmbio de experiências e boas práticas entre especialistas portugueses e espanhóis.

A iniciativa contou com a colaboração da Câmara Municipal de Elvas e do Ayuntamiento de Olivenza, afirmando-se como um importante momento de cooperação ibérica e de valorização do património construído no contexto raiano.