Prova de orientação dos Jogos do Alto Alentejo em Campo Maior com a participação de cerca de 120 pessoas

Campo Maior recebeu ontem, 26 de abril, uma prova de orientação integrada na 24.ª edição dos Jogos do Alto Alentejo, promovidos pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

A iniciativa desafiou os cerca de 120 participantes de todas as idades, aos quais se juntou a vereadora Paula Jangita, a percorrerem as ruas da vila num percurso urbano, onde o objetivo principal passou por encontrar diferentes pontos no menor tempo possível. A atividade, que podia ser realizada individualmente ou em grupo, combinou exercício físico com a descoberta do património local.

Para adaptar o desafio aos vários níveis de experiência, foram disponibilizados mapas com diferentes graus de dificuldade: o percurso assinalado a verde correspondeu a um nível mais acessível, o amarelo apresentou uma dificuldade intermédia e o vermelho destinou-se aos participantes que procuravam um desafio mais exigente.

Inserida na programação dos Jogos do Alto Alentejo, esta prova voltou a promover hábitos saudáveis, ao mesmo tempo que incentivou a participação da comunidade numa experiência dinâmica e divertida.

A prova, que contou com o apoio na organização da Associação Desportiva e Recreativa dos Amigos do Atletismo de Avis, contou com a participação de representantes de vários municípios do Alto Alentejo, nomeadamente Avis, Portalegre, Marvão, Sousel, Nisa e Monforte, reforçando o espírito de convívio e partilha entre os diferentes concelhos envolvidos nesta edição dos Jogos do Alto Alentejo.

Monforte terá novo hotel de cinco estrelas: investimento é de cerca de 16 milhões de euros

Um novo hotel de cinco estrelas vai nascer na Herdade da Fadagosa, em Monforte, num investimento estimado em cerca de 16 milhões de euros.

O projeto desta unidade hoteleira, de acordo com o presidente da Câmara de Monforte, Miguel Rasquinho, encontra-se a “marinar há cinco ou seis anos”. “Mas é um investimento que efetivamente vai avançar: já foi pedida a licença de construção, portanto, o processo está resolvido na nossa Divisão de Obras e agora, como costumo dizer, é colocar as máquinas no terreno e avançarmos com esse investimento”, acrescenta o autarca.

Prevendo-se, com esta nova unidade hoteleira, a criação de “algumas dezenas de postos de trabalho” em Monforte, Miguel Rasquinho explica ainda que este não será “um hotel qualquer”. “É um hotel com muita qualidade, de uma gama superior, ligado aos cavalos e, enfim, à vida rural e, portanto, penso que será mais um sucesso igual àqueles que já temos aqui no concelho”, remata o edil.

Este novo hotel ficará situado na entrada de Monforte, próxima do IP2, na ligação a Estremoz.

Milhões ao Vento de Abril e Projeto de Formação de Música em noite de celebração da liberdade em Campo Maior

O Projeto de Formação de Música do Município de Campo Maior deu início, na noite de 25 de abril, ao programa de animação integrado nas comemorações da Revolução dos Cravos. A atuação, que decorreu na Praça da República, marcou o arranque de uma noite de celebração, música e evocação da liberdade.

De seguida, subiu ao palco o projeto Milhões ao Vento de Abril, que levou até Campo Maior um repertório único recordando uma das datas mais marcantes da história de Portugal.

Futebol: Sub-14 de “Os Elvenses” conquistam Liga de Prata da Associação de Futebol de Portalegre

A equipa sub-14 do Clube de Futebol “Os Elvenses” venceu, no passado sábado, 25 de abril, a Liga Prata da Associação de Futebol de Portalegre (AFP), depois de golear o Estrela de Portalegre por 7-0.

O jogo que ditou a conquista foi disputado no Campo António Semedo, em Elvas, com a equipa elvense a dominar todo o encontro.

No final da partida, a conquista da Liga de Prata foi celebrada por jogadores e equipa técnica.

“Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest” reúne a melhor gastronomia de Portugal e Espanha em Campo Maior

A Quinta dos Pavões, em Campo Maior, será ponto de encontro entre sabores e tradições, na primeira edição da “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest”, evento que apresentará ao público mais de 30 propostas gastronómicas e que contará com a participação de oito chefs, entre sexta-feira e domingo, de 1 a 3 de maio.

Foi à mesa, com “boa comida e umas guitarras”, entre amigos, que Vítor Canhão, proprietário da Quinta dos Pavões, teve a ideia de organizar este evento. “Como tenho a estrutura, tenho o conhecimento e tenho uma grande paixão pela gastronomia do Alentejo, pensei em fazer um festival gastronómico, em que se juntasse boa comida, uma boa mesa e uma boa guitarra para desfrutarmos”, começa por explicar o mentor do evento.

Com Espanha logo ali ao lado, e tendo em conta a boa gastronomia dos dois lados da fronteira, o evento, com um vertente ibérica, dará destaque tanto às mais diversas iguarias portuguesas como espanholas. “Vamos ter o bom presunto Pata Negra, vamos ter o bom chouriço, o bom paio e vamos ter as nossas sopas de cação, o cozido de grão, vamos ter o ensopado de borrego. Vamos ter tudo do melhor para receber bem e para que os nossos visitantes saiam daqui deliciados”, diz Vítor Canho.

No evento, participam, para além de outros cozinheiros convidados, quatro chefs portugueses e quatro espanhóis. Entre as presenças já confirmadas estão as dos chefs Carlos Matos, Manuel Garcia, Christina Sá Marquez, Ricardo Elvas, Padilla e Fernando Estudillo.

Para além da oferta gastronómica, o evento faz-se também de música ao vivo, com destaque para as tradições locais, como as Saias de Campo Maior, as Roncas de Elvas e as Pedrinhas de Arronches. No evento participam também diferentes produtores locais com stands.

Permitir que as pessoas possam desfrutar, entre amigos, de boa comida, ao som de boa música, é o grande objetivo do evento, que abre portas, na sexta-feira, 1 de maio, ao meio-dia, uma hora depois da sessão de inauguração, com a presença de João Manuel Nabeiro e a esposa, Amélia Nabeiro, como “convidados de honra”.

“Vamos ter parque de estacionamento para toda a gente e podem comprar o bilhete, através das nossas plataformas digitais, ou no dia, porque também vamos lá ter bilheteira”, diz ainda Vítor Canhão.

O evento vai funcionar, nos três dias, entre o meio-dia e as 22 horas. O preço dos bilhetes é de 40 euros por dia, se comprados previamente (aqui). Adquiridos no local, acrescem cinco euros. Crianças até aos 12 anos não pagam.

A entrevista completa a Vítor Canhão sobre a “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest” para ouvir no podcast abaixo:

Câmara de Elvas vai investir mais de um milhão na recuperação do Paiol de Santa Bárbara

A Câmara de Elvas vai investir mais de um milhão de euros na recuperação do Paiol de Santa Bárbara. O investimento a ser feito naquele que é o maior dos paióis de Elvas foi aprovado na reunião do executivo da passada quarta-feira, 22 de abril.

De acordo com o presidente da Câmara, Rondão Almeida, a recuperação do património castrense, que viria a contribuir para a classificação de Elvas como Património da Humanidade, tem vindo, desde 1994, a ser uma das “grandes preocupações” do município. “Não foi por acaso que este tipo de trabalho resultou em que, em 2012, a própria UNESCO nos classificasse como Património da Humanidade. Mas ainda há muito, mas muito, para fazer, principalmente nos panos de muralhas seiscentistas, e agora chegou a altura de iniciarmos esta grande obra”, adianta.

Há “mais de 80 anos desativado”, o Paiol de Santa Bárbara, diz o autarca, “está numa fase de degradação”. “Ninguém olhou para ele, mas nós aprovámos mais de um milhão de euros para recuperar este grande elemento, para que o possamos juntar a todo o outro trabalho que tem vindo a ser feito”, acrescenta Rondão Almeida.

Respondendo aos mais críticos, que dizem que o município “pouco ou nada faz” no que toca à manutenção do património, o presidente da Câmara de Elvas garante que o município “não tem feito outra coisa” e recorda o trabalho levado a cabo ao longo de mais de 30 anos, com as obras levadas a cabo nos fortins, Forte de Santa Luzia e da Graça e na zona dos Quartéis.

Com a intervenção prevista para o Paiol de Santa Bárbara, a Câmara Municipal procura dar mais um passo na recuperação do património da cidade que, “ao fim e ao cabo, representa a memória e o trabalho de quem o fez”. “Por isso, nós hoje em dia sentimos a responsabilidade de o manter para dizer aos nossos descendentes que vão ter a obrigação de continuar a dar-lhe vida”, remata Rondão Almeida.

De recordar que o Paiol de Santa Bárbara, construído perto do Castelo durante a Guerra da Restauração, foi espaço de armazenamento de material de guerra até 1915.