Roncas d’Elvas com atuação na despedida da primeira edição da Feira da Páscoa

A primeira edição da Feira da Páscoa em Elvas chegou ao fim esta segunda-feira, 6 de abril, na Praça da República.

No último de 12 dias do certame promovido pelo Município de Elvas, a animação musical esteve a cargo do grupo Roncas d’Elvas.

Apesar de algum vento e da chuva que caiu ao fim da tarde, o público não deixou de marcar presença na Praça e de aplaudir a apresentação do coletivo pertencente à associação Arkus.

Município de Campo Maior prepara projeto para continuar com recuperação do património amuralhado da vila

Depois das obras de requalificação da fortaleza e das muralhas de Campo Maior, levadas a cabo há alguns anos a esta parte, há ainda trabalho a fazer nesta área.

Nesse sentido, a Câmara Municipal tem vindo a criar um plano de ação para que, no âmbito daquilo que é a Rota das Fortalezas Abaluartadas da Raia, possa dar continuidade a este trabalho de recuperação do seu património amuralhado.

“Nós estamos agora a criar o plano de ação para aquilo que é uma rede de fortalezas da Raia, projeto que, coincidentemente, tem Elvas como concelho: um projeto de grande monta que vai do Alentejo até ao Algarve e onde nós colocámos aquilo que ainda nos falta fazer do ponto de vista do património”, explica o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha.

“Temos as nossas muralhas, aquilo que remanesce ainda por executar, já colocadas nesse plano de ação, que está agora a ser devidamente identificado. Nos próximos meses, com certeza que virão avisos e nós, com os projetos já devidamente feitos, continuaremos a recuperação do património que começámos há anos atrás”, diz ainda o autarca.

De recordar que foi em 2021 que Campo Maior inaugurou as obras de requalificação da fortificação abaluartada, após a recuperação de 1.600 metros de muralha, projeto que contou com um investimento na ordem dos cinco milhões de euros. Por recuperar encontram-se ainda estruturas como os Baluartes do Cavaleiro e de Santa Maria.

Elvas celebra Dia do Combatente e recorda Batalha de La Lys na sexta-feira

O Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes assinala na sexta-feira, dia 10 de abril, os 108 anos da Batalha de La Lys e o Dia do Combatente, numa cerimónia que reúne entidades militares e civis.

“Temos o nosso plano organizado de modo que a cerimónia se celebre no Jardim do Monumento de Homenagem aos Combatentes da Primeira Grande Guerra Mundial, junto às Portas de São Vicente. Terá início por volta das 11 horas, decorrerá de uma forma muito simples, com a atribuição de condecorações e testemunhos de apreço aos sócios mais antigos e haverá certamente algumas alocuções relativas ao dia”, revela o presidente do núcleo, o sargento-mor José Miguêns em entrevista à Rádio ELVAS.

As comemorações deste Dia do Combatente, e terminada a cerimónia mais formal, prosseguem com um almoço-convívio que irá reunir sócios e amigos do núcleo.

Atualmente, o Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes é liderado por uma comissão administrativa, depois de não se terem apresentado quaisquer listas a sufrágio, no passado mês de dezembro. “Tive que convocar novas eleições e nestas novas eleições, que decorreram no passado dia 6 de março, houve uma lista”, avança José Miguêns. “Só que esta lista não correspondia totalmente a uma direção, sendo que foi, por assim dizer, dentro dos elementos que formava esta lista, constituída uma comissão administrativa do núcleo. Sendo a única lista, foi eleita a nova comissão administrativa do núcleo”, acrescenta.

A José Miguêns juntam-se António Canhoto (sócio apoiante, sem formação militar), enquanto vice-presidente da comissão administrativa, Luís Castanho (secretário), José Camponês (tesoureiro), Guilherme Guerra (1.º vogal) e Paulo Galego (vogal suplente).

A entrevista completa a José Miguéns sobre a cerimónia de sexta-feira, a nova comissão administrativa do núcleo e todo o trabalho desenvolvido, não só em prol dos sócios, mas também da comunidade em geral, para ouvir no podcast abaixo:

Secretário de Estado da Cultura em Fronteira: “Atoleiros é o símbolo da inteligência e resistência da nossa identidade”

As comemorações da Batalha dos Atoleiros contaram ontem com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que destacou o profundo significado histórico deste marco para a soberania portuguesa. O governante sublinhou que celebrar esta vitória é, acima de tudo, um exercício de cidadania e de reconhecimento das raízes que definem Portugal como país independente. “Acho que é um dia muito importante na consciência cívica e no sentimento de pertença e identidade a um Estado-nação como é Portugal”, afirmou, associando o sucesso militar à capacidade estratégica demonstrada em 1384.

Nuno Álvares Pereira, em 6 de abril de 1384, tinha 23 anos

Para o Secretário de Estado, a resistência em solo alentejano foi o alicerce necessário para tudo o que a nação viria a conquistar nos séculos seguintes, desde a língua até à projeção global. “Nós não seríamos, ou podíamos não ser, efetivamente, aquilo que somos, com a língua que temos, que levamos ao mundo os nossos poetas maiores e aquilo que contribuímos para a democracia no mundo e para a Europa, sem estes momentos cruciais e primordiais da nossa história”, explicou Alberto Santos. O governante referiu-se à “dupla batalha” entre Atoleiros e Aljubarrota como o símbolo máximo da preservação da identidade nacional durante a crise de 1383-1385.

Alberto Santos enalteceu ainda o heroísmo das tropas lideradas por Nuno Álvares Pereira, que conseguiram inverter uma desvantagem numérica através da astúcia e do patriotismo. “Foi o caso aqui de Atoleiros, em que poucos venceram muitos por força da sua inteligência, mas também do seu amor à pátria e da sua capacidade de resistência em momento difícil”, concluiu. A presença do Ministério da Cultura nas celebrações reforça a importância de manter viva a memória destes episódios que, segundo o governante, são fundamentais para compreender o Portugal de hoje e o seu papel na história europeia.