Em fim de semana da Páscoa, Torneio da Malha “João Brioso” disputou-se na Ajuda

A sétima jornada do 30° Torneio da Malha do Concelho de Elvas “João Brioso” disputou-se, na tarde do passado sábado, 4 de abril, em pleno fim de semana de Páscoa, na Ajuda.

A competição de seniores masculinos foi ganha por Nuno Conceição, da freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, com oito derrubes; nas senhoras por Cláudia Conceição, da mesma freguesia, com quatro derrubes; em veteranos triunfou Manuel Fernandes, de Vila Boim, com cinco; e em Sub-13 por Artur Martins, de São Vicente e Ventosa, com dois.

Estiveram presentes o presidente da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso, Amadeu Martins, e José Laço, membro daquele executivo.

A oitava ronda do Torneio Concelhio da Malha vai disputar-se na tarde do próximo sábado, 11 de abril, no campo de jogos da Calçadinha, freguesia de São Brás e São Lourenço.

A competição é organizada pela Câmara Municipal de Elvas em parceria com as Juntas de Freguesia do concelho, a CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo e a Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Juventude de São Vicente e Ventosa.

Praça de Touros de Santa Eulália recebeu mais uma edição do Festival Taurino “Memorial José Tello Barradas”

Depois de profundas obras de requalificação, promovidas pela Câmara Municipal de Elvas, a praça de touros de Santa Eulália acolheu na tarde do passado sábado, 4 de abril, a quinta edição do Festival Taurino “Memorial José Tello Barradas”.

Em praça estiveram os cavaleiros João Moura Caetano, João Ribeiro Telles, Duarte Pinto, Miguel Moura e Francisco Cortes (praticante) e ainda o matador Nuno Casquinha.

As pegas estiveram estar a cargo dos Forcados Amadores de Arronches, liderados pelo cabo Manuel Cardoso, e os Académicos de Elvas, capitaneados por Pedro Curião. Foram lidados seis toiros, três da ganadaria Sesmarias Velhas do Guadiana e três da ganadaria Santa Ana.

O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Comendador José Rondão Almeida, marcou presença neste festival taurino, cujos lucros reverteram para a Associação de Assistência de Santa Eulália.

Campo Maior despede-se da romaria da Enxara em dia de celebração do feriado municipal

Em feriado municipal, os campomaiorenses despedem-se esta segunda-feira, 6 de abril, ao final do dia, de mais uma edição da tradicional romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara.

Estes têm sido dias de muito convívio, com miúdos e graúdos a desfrutarem do bom tempo, sempre em plena harmonia com a natureza.

Rodrigo Carrilho, jovem que confessa gostar muito de passar estes dias na Enxara, revela que ruma até à zona da ermida com a família quase desde que nasceu, há já 18 anos. Ainda que outros jovens prefiram acampar com os respetivos grupos de amigos, para Rodrigo, viver a Páscoa no campo só faz sentido ao lado da família. Ainda assim, revela que estes dias são passados também de acampamento em acampamento, em convívio com os outros campistas.

Defensor desta tradição, e para que, de hoje para amanhã, não venha a morrer, Rodrigo garante que esta será transmitida por si, no futuro, quando for pai, aos seus filhos. “Passando sempre de geração em geração, de pais para filhos, de avós para netos, esta tradição nunca irá morrer, pois isto é muito importante para as gentes de Campo Maior”, diz ainda.

Desta feita, e face ao ano passado, mais gente quis estar no campo por esta altura: “Este ano o tempo ajudou muito, então o pessoal também decidiu vir acampar. No ano passado esteve um bocado mais vazio devido à chuva, mas este ano, sim, o pessoal decidiu vir acampar e acho que é excelente vir passar aqui estes dias no campo com a família e amigos, a beber e a comer”, remata Rodrigo. A festa termina na tarde desta segunda-feira, com missa seguida de procissão, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Enxara.

Elvas: Vigília Pascal volta a reunir comunidade num dos momentos mais significativos do calendário litúrgico

A celebração da Vigília Pascal, na noite do passado sábado, 4 de abril, voltou a reunir a comunidade de Elvas num dos momentos mais significativos do calendário litúrgico, marcado pela esperança, pela expectativa e pela fé inabalável na Ressurreição. Numa noite carregada de simbolismo, os fiéis reuniram-se na espera daquele que há-de ressuscitar, mantendo viva a chama da confiança e da renovação espiritual.

Ao longo da celebração, o silêncio e a contemplação deram lugar à luz, numa passagem que traduz o coração da mensagem pascal: das trevas para a vida nova. Esta espera vigilante, feita de oração e de comunhão, reforça o sentido de esperança que atravessa toda a Vigília, lembrando que, mesmo nos momentos mais difíceis, a fé permanece como alicerce firme da comunidade.

Um dos elementos centrais desta celebração foram os círios pascais, sinal visível da presença de Cristo ressuscitado. Este ano, destacaram-se também como símbolo de unidade, sendo iguais em todas as comunidades, numa expressão concreta de comunhão e pertença a um mesmo caminho de fé. Mais do que um simples elemento litúrgico, o círio tornou-se assim um sinal de que, apesar das diferenças, todos caminham juntos na mesma luz.

“À comunidade um sentido agradecimento pela forma calorosa e generosa como acolheu os Padres Genitório e Tomé. Nesta sua primeira Semana Santa enquanto sacerdotes da nossa Unidade Pastoral, foi evidente a proximidade, a dedicação e o empenho com que viveram cada momento, integrando-se plenamente. Uma palavra de reconhecimento aos Padres Genitório e Tomé pelo modo como se envolveram nesta caminhada pascal, demonstrando disponibilidade, espírito de serviço e uma profunda entrega à missão. A sua presença trouxe renovação e esperança, fortalecendo os laços entre todos”, diz a Unidade Pastoral de Elvas.

Nesta Vigília Pascal, “mais do que uma celebração, viveu-se um verdadeiro testemunho de fé e de unidade. Uma noite onde a esperança brilhou mais alto, lembrando que a Ressurreição não é apenas um acontecimento, mas uma certeza viva no coração da comunidade”.

Oliventinos cruzam o Guadiana para passar o dia na Ajuda portuguesa

A zona da Ajuda não atrai apenas quem escolhe acampar durante toda a quadra; é também o destino de eleição para muitos que atravessam a fronteira apenas para passar o dia em família. Entre os visitantes, destaca-se um grupo vindo de Olivença, aproveitando os dias de festividade em Espanha para desfrutar das margens do rio.

“A gente não tem férias, só tem hoje e amanhã. Vimos aqui passar o dia com a família porque, como não trabalhamos, aproveitamos a oportunidade”, explicou um dos visitantes oliventinos, sublinhando que Olivença fica alí ao lado, o que facilita estas deslocações. A escolha do local não é por acaso, sendo elogiado pela facilidade de acessos e pela hospitalidade: “Aqui está-se bem, o caminho para o carro é bom e é um bom sítio para estar”.

O grupo, que varia habitualmente entre as cinco e mais pessoas, mantém vivo o espírito da confraternização ibérica através da comida e da bebida. “Comemos de tudo: carne, omeletes… estamos a fazer um bocado de lume para assar a carne e acompanhar com uma “cervejinha” e um vinho”, referiu o entrevistado, que transporta tudo o que é necessário numa geleira para garantir a frescura dos produtos durante o dia.

A ligação à margem portuguesa do Guadiana é, para muitos destes oliventinos, profunda e geracional. “Conheço isto desde sempre. O meu pai é de Elvas, tenho família aí e, por isso, estamos habituados a vir aqui”, concluiu, demonstrando que a Ajuda continua a ser um ponto de união onde as raízes familiares superam as divisões geográficas, especialmente durante a celebração da Páscoa.