Jornadas de Pediatria de regresso a Évora em maio

A Associação de Pediatria de Évora promove, nos dias 21 e 22 de maio, as XXII Jornadas de Pediatria de Évora, que terão lugar no Hotel Vila Galé, em Évora, sob o tema “Cuidar com Ciência”.

A iniciativa conta com o apoio institucional da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central e dirige-se a Médicos Especialistas e Internos de Pediatria, Médicos Especialistas e Internos de Medicina Geral e Familiar e Enfermeiros de Saúde Infantil e de Cuidados de Saúde Primários

Estas jornadas têm como objetivo promover a atualização científica e técnica de médicos e enfermeiros na área da Pediatria, reforçar a articulação entre a Pediatria Hospitalar e a Medicina Geral e Familiar e divulgar boas práticas clínicas e orientações atualizadas no diagnóstico, tratamento e seguimento do recém-nascido, da criança e do adolescente.

Exposição “BLASPHEMIA” patente em Arronches de 11 de abril a 3 de maio

A exposição “BLASPHEMIA: A Média-Arte Digital na Reinterpretação do Património”, do artista Pedro Henriques, é uma mostra artística que utiliza ferramentas digitais contemporâneas para reinterpretar elementos do património cultural e religioso.

Em Arronches, esta exposição vai estar patente, na Galeria do Convento de Nossa Senhora da Luz, um espaço central para a dinamização cultural do município, entre os dias 11 de abril e 3 de maio.

Biblioteca Itinerante de Marvão assinala o Dia Internacional do Livro Infantil e a Páscoa

A Biblioteca Itinerante de Marvão assinalou, de forma doce e criativa, o Dia Internacional do Livro Infantil e a Páscoa, com uma atividade inspirada na obra “A fábrica de chocolate do Sr. Coelho”, dirigida às crianças das Ludotecas do Concelho.

O Dia Internacional do Livro Infantil comemora-se a 2 de abril, data do nascimento de Hans Christian Andersen, para destacar a importância da leitura e dos livros na infância.

Trabalhos de gestão de combustíveis desenvolvidos na rede primária de Arronches

No seguimento das intervenções do género que já se têm efetuado anteriormente, o Município de Arronches voltou a promover trabalhos de gestão de combustíveis na Rede Primária de Faixas de Gestão de Combustível, uma infraestrutura estruturante no âmbito do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, conforme estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 82/2021, de 13 de outubro, na sua redação atual.

Estas intervenções de silvicultura preventiva, integradas no planeamento de serviço público do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, decorrem no cumprimento das orientações técnicas aplicáveis à gestão de combustíveis e incluem operações como desmatação, desramação e controlo de densidades, promovendo a redução da carga combustível e o aumento da resiliência do território.

Os trabalhos em curso, atualmente na área de freguesia de Mosteiros, encontram-se a ser desenvolvidos pela Brigada de Sapadores Florestais da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, continuando depois na freguesia de Esperança, de acordo com o planeamento definido para a Rede Primária.

A autarquia, através do presidente do Município, João Crespo e do coordenador do Gabinete Técnico Florestal e Proteção Civil, Nelson Velez, encontra-se a acompanhar todo o processo para garantir o cumprimento do enquadramento legal e normativo em vigor, tendo estado no terreno na manhã desta quarta-feira, dia 1 de abril, na companhia de Filipe Cuim, líder da Brigada de Sapadores Florestais, afeto ao Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.

O Município de Arronches reforça a importância destas intervenções estruturais na prevenção de incêndios rurais e apela à colaboração de todos os munícipes no cumprimento das obrigações legais de gestão de combustíveis.

Elvas: eucaristia e procissão esta segunda-feira à tarde na Capela da Ajuda

Amanhã, em Segunda-feira de Páscoa, 6 de abril, pelas 16 horas, realiza-se a já habitual eucaristia, na Capela da Ajuda, em Elvas, seguida de procissão.

De acordo com o padre Ricardo Lameira, esta é uma tradição que ao século XVI. “Porém, já no século V se falava um pouco disto. Apesar de não estar nos Evangelhos, os santos e os grandes mestres da vida espiritual acreditavam que Jesus Cristo, depois de ter ressuscitado, antes de aparecer à Maria Madalena, apareceu à mãe”, adianta.

“Se Maria teve que sofrer tudo por amor da humanidade e manter-se firme e de pé, então a Igreja acredita, não sendo nenhum dogma, logicamente, tendo raízes na Bíblia, apenas na devoção popular, que Jesus apareceu, depois de ressuscitar, a Nossa Senhora. Foi a partir daí que apareceu aquela que é a antífona própria de Nossa Senhora do Tempo da Páscoa”, explica o pároco.

Esperando que muitos se juntem a esta celebração, o pároco lembra ainda que a Páscoa é celebrada durante os próximos oito dias da mesma forma que o é neste domingo.

A organização destas cerimónias religiosas é da responsabilidade da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso.

Procissão da Ressurreição este domingo de Páscoa

As celebrações religiosas da Semana Santa, em Elvas, terminam, neste Domingo de Páscoa, dia 5 de abril, com a Procissão da Ressurreição que se realizou ao princípio da tarde, tendo início ao meio-dia.


À semelhança da Procissão do Mandato e da Procissão do Enterro do Senhor, também a da Ressurreição é promovida pela Santa Casa da Misericórdia de Elvas

Comer borrego no campo em Domingo de Páscoa: tradição ainda se cumpre entre algumas famílias de Campo Maior

A romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara, que chega esta segunda-feira, 6 de abril ao fim, conta, neste Domingo de Páscoa, com momentos de muita animação: uma garraiada, durante a tarde, e um baile, à noite, com os Bellota Trompetera.

Para quem faz, por estes dias, do campo a sua segunda habitação, o importante é conviver e desfrutar do ar puro do campo.

Fátima Fonseca, que revela que o marido, sendo elvense, gosta tanto ou mais do que ela destes dias na Exanra, cumpre a tradição de se mudar de “armas e bagagens” para junto da ermida, por esta altura do ano, desde sempre. “Há 56 anos, que é a idade que eu tenho: toda a vida viemos para aqui nesta semana”, garante.

Quando questionada sobre aquilo que acabou por ter de levar para o campo, para poder, com a família, passar estes dias da melhor forma possível, Fátima garante levar basicamente tudo aquilo que tem em sua casa: “temos máquina de café, fogão, braseiras debaixo das mesas, para não termos frio à noite, temos camas, temos lençóis, temos casa de banho, temos tudo”.

Hoje, e como manda a tradição, o borrego não falta à mesa da família de Fátima, confeccionado até das mais diversas formas possíveis: caldeirada, ensopado e assado de borrego. “O borrego é o que sabe bem no domingo de Páscoa”, garante.

Padre Ricardo Lameira apela ao fim da “guerra das palavras” em Domingo de Páscoa

Neste Domingo de Páscoa, em que se celebra a ressurreição de Jesus Cristo, o padre Ricardo Lameira defende que ninguém se pode ficar pelas celebrações e apela ao fim da “guerra das palavras”.

“A celebração tem que ter um sentido. Quando eu olho para Cristo e quando eu me ajoelho aos pés do Crucificado, eu tenho que pensar que me estou a pôr aos pés também de todo o povo que sofre. E são tantos povos a sofrer neste momento. Não há quase um país que não tenha uma guerra”, diz o pároco.

Se noutros países se vivem “guerras de armas”, em Portugal, diz Ricardo Lameira, enfrentam-se “guerras de palavras”. “Não há nada que ninguém faça que não seja descortinado: descortinado por todos e criticado por muitos. E este não é o sentido, nem humano nem cristão. Por isso o Papa Leão XIV, neste ano, sugeriu que o grande sacrifício da Páscoa, da Quaresma, fosse o jejum das palavras ferozes, que é muito difícil, mas é muito mais edificante do que não comer doces ou não beber café”.

“É este o sentido sempre novo, mas também sempre antigo da Páscoa e das celebrações da Semana Santa. É preciso meter as mãos no coração de Cristo, nas chagas de Cristo, nas chagas dos homens. E aí sim, celebraremos a nossa Páscoa com Cristo”, remata o padre.

Fanan Brás celebra 37 anos de tradição em acampamento de família na Ajuda durante a Páscoa

Entre as várias tendas que pontuam as margens da Ajuda, a presença de Fanna Brás é já uma visita habitual para a nossa reportagem. Este ano, o campista celebra uma marca impressionante: “Já são 37 anos que fiz este ano, graças a Deus. A minha filha tinha 20 dias quando ela veio para aqui pela primeira vez”, recorda com orgulho, sublinhando que o objetivo é chegar aos 40 anos de tradição antes de deixar o “testemunho aos mais novos”.

O acampamento, que reúne entre seis a sete famílias, totaliza cerca de 25 pessoas que ali permanecem até à próxima segunda-feira. A estrutura é composta por cinco tendas e duas barracas de grandes dimensões, equipadas com tudo o que é necessário para o conforto do grupo. “Temos geradores por causa da arca e do frigorífico, para ter umas luzes à noite e música com duas colunas de som”, explica Fanan Brás, que faz questão de levar a sua própria lenha, “não corto árvore nenhuma do campo, respeito sempre”, para garantir o aquecimento e as brasas para os cozinhados sem depender de terceiros.

A ementa segue tradições familiares rigorosas, começando com a clássica sardinhada de sexta-feira. “Amanhã (sexta) é sardinhada e pimentos, é a minha tradição, não pode comer carne. Para quem não gosta, temos um “arrozinho” de marisco”, revela o campista. Para o domingo de Páscoa, o prato principal é o borrego assado, acompanhado por espargos, enquanto nos restantes dias imperam os grelhados e os convívios pela noite dentro. “O ambiente aqui é impecável, somos uns para os outros e estamos sempre prontos a emprestar o que faz falta aos vizinhos”, conclui, reforçando o espírito de camaradagem que se vive neste retiro pascal.

Maria de Fátima Magalhães: “Deus trouxe ao mundo a lição do amor e da paz, que teimamos ainda em não entender”

Celebra-se hoje, 5 de abril, a Páscoa, uma das festas cristãs mais importantes do ano. Se no Natal é celebrada a vinda de Jesus ao mundo, para reconciliar as pessoas com Deus, na Páscoa celebra-se o milagre da sua ressurreição, depois de condenado à morte e crucificado.  

Lembrando a mensagem de amor e de paz de Jesus Cristo, a irmã Maria de Fátima Magalhães assegura que os cristãos adoram “um Deus vivo e não um Deus morto”; “um Deus que nos pede que impliquemos a nossa vida na mensagem que Ele nos deixou: uma mensagem de paz, de solidariedade, de amor a Deus e ao próximo e de implicação da vida por um mundo melhor”. Esta, garante, é a mensagem da Páscoa,

Defendendo que o mundo “pode ser melhor” de todos assim quiserem, Maria de Fátima Magalhães assegura que “Deus vem ao mundo para dar vida, e vida em abundância, para que sejamos felizes”.

“Desejo uma Santa Páscoa a todos, imbuída deste espírito da morte e ressurreição de Jesus: alguém que, antes que eu amasse, deu a vida por mim. Quando eu era pecadora, deu a vida por mim e jamais desistirá de mim e estará sempre comigo. Quaisquer que sejam os caminhos por onde eu passar, Ele está sempre comigo, está sempre disposto a perdoar. Deus só sabe amar e só trouxe uma lição ao mundo: a lição do amor, a lição de paz, que teimamos ainda em não entender”, remata a irmã.