Alentejo: Entidade Regional de Turismo prevê Páscoa com ocupação hoteleira superior a 75%

O Alentejo deverá registar uma taxa de ocupação hoteleira “superior a 75%” neste período da Páscoa: pelo menos é essa a perspetiva do presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo.

Lembrando que a região “tem operações hoteleiras muito diferentes”, com locais onde “praticamente a hotelaria estará esgotada” e noutros em que a ocupação rondará os 60 ou 65%, José Manuel Santos espera uma “Páscoa boa”.

Para os resultados, que espera que sejam muito positivos, o presidente da ERT diz contribuírem os “eventos muito bonitos” promovidos na região, como a Semana Santa no Crato e a Páscoa em Castelo de Vide. “Temos de mostrar ao país que no Alentejo há excelentes eventos pascais, porque também para muito público isso atrai mais fluxos turísticos”, garante.

Por outro lado, e com o objetivo de captar procura turística para a Páscoa e incentivar viagens de curta duração, a ERT lançou, pela primeira vez, uma campanha de publicidade em Espanha dirigida às regiões fronteiriças da Extremadura (Badajoz, Cáceres e Mérida) e da Andaluzia (Sevilha e Huelva). Trata-se de uma campanha “multimeios”, com presença em centros comerciais e com “uma forte componente digital e de rádio”.

A campanha, que tem como conceito criativo “Mais além, sem ir mais longe”, tem em vista um “mercado de proximidade”. “É um mercado onde o Alentejo está a construir um posicionamento muito forte, mas ainda há milhares e milhares de espanhóis que não conhecem o Alentejo. Está aqui mesmo ao pé, os espanhóis vêm muito ao Alentejo neste período pascal, mas queremos que venham mais”, diz José Manuel Santos.

Entretanto, e já a pensar no verão, a ERT irá avançar em maio com uma campanha destinada ao mercado nacional. “O verão não é garantido e temos também de promover o Alentejo no verão e, portanto, temos pela frente um ano exigente”, remata o responsável.

Campomaiorenses voltam a rumar à Ermida da Enxara na Páscoa: “sem tradições, a vida não é nada”

Os campomaiorenses voltam a mudar-se de “armas e bagagens” para o campo, durante os próximos dias, para cumprir, um ano mais, a tradição pascal da romaria de Nossa Senhora da Enxara.

A previsão é de que a grande maioria das pessoas se comece a reunir junto à ermida a partir de quinta-feira, na véspera da Sexta-Feira Santa, para ali permanecer até segunda-feira, feriado municipal em Campo Maior, fazendo da Enxara uma verdadeira “segunda habitação”, assegura João Pedro Carrilho, da comissão de festas.

“Nesses três ou quatro dias, a Enxara é uma segunda casa. As pessoas levam fogões, levam micro-ondas, tudo o que se possa imaginar. É uma casa autêntica: desde tendas, há pessoas que têm autotendas, é uma segunda casa mudada”, confirma.

E porque sem tradições “a vida não é nada”, defende João Pedro Carrilho, é importante que os jovens possam dar continuidade à romaria, com os mais novos, até ao momento, a juntarem-se sempre à festa. “Nós tentamos puxar alguma juventude para que a tradição da Páscoa e da festa de Nossa Senhora de Enxara se mantenham por muitos e longos anos, para que as tradições não morram, porque se não se faz, acaba por morrer tudo. E é uma maneira de darmos algum ânimo e vida à Eremida”, diz ainda o responsável, que assegura que cabe aos campomaiorenses dar continuidade à festividade criada pelos seus antepassados. “Cabe-nos a nós agora mantê-la viva e tentar passar, e tentamos passar para a malta mais jovem, para se poderem divertir, para poderem coabitar na Ermida da Enxara”, remata.

De recordar que as festas em Honra de Nossa Senhora da Enxara tiveram o seu início oficial na noite do passado sábado, com a tradicional procissão entre a Igreja de Ouguela e a Ermida.

No próximo sábado, 4 de abril, haverá garraiada com música ao vivo, pelas 21 horas. No domingo de Páscoa, dia 5, às 16 horas, realiza-se a Missa da Ressurreição. Duas horas mais tarde haverá garraiada e às 22 horas baile com os Bellota Trompetera. Na Segunda-Feira de Páscoa, feriado municipal em Campo Maior, realiza-se uma Missa de Ação de Graças, pelas 16 horas, seguida de procissão, em honra de Nossa Senhora da Enxara.

EntrePalcos volta a levar “A Menina do Mar” ao palco do Centro Cultural de Campo Maior

Depois da estria no domingo, no encerramento da programação do Mês do Teatro de Campo Maior, a “A Menina do Mar”, uma produção do grupo de teatro do Município “EntrePalcos”, liderado por Ana Diabinho, voltou a estar em cena no auditório do Centro Cultural da vila, esta segunda-feira, 30 de março, no âmbito do “Mês da Leitura”.

Dirigido aos alunos do pré-escolar do concelho e baseado no livro infantil homónimo de Sophia de Mello Breyner Andresen, o espetáculo conta a história de uma menina que vive no mar e tem curiosidade sobre o mundo da terra. Um dia, conhece uma rapariga e nasce uma amizade entre elas que, apesar de pertencerem a mundos diferentes, aprendem a importância da descoberta, da saudade e da amizade. 

Celebrações do Domingo de Ramos em Elvas mobilizam comunidades paroquiais

As celebrações do Domingo de Ramos decorreram com grande adesão nas várias comunidades paroquiais de Elvas, assinalando o início da Semana Santa com momentos de fé, tradição e envolvimento das crianças da catequese, de acordo com a Unidade Pastoral de Elvas.

Na Igreja do Salvador, as crianças da catequese foram protagonistas na bênção dos ramos, realizada no Adro da Sé. Após este momento simbólico, teve lugar a habitual procissão até à Igreja do Salvador, recriando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e envolvendo a comunidade num ambiente de recolhimento e devoção.

Também em Santa Luzia, a data foi vivida de forma intensa, com a realização de uma Via-Sacra pelas ruas do bairro. A iniciativa reuniu fiéis de várias idades e culminou com a eucaristia vespertina do Domingo de Ramos, reforçando o espírito comunitário e a reflexão própria deste tempo litúrgico.

Destaque ainda para a participação ativa das crianças da catequese nos dias que antecederam a celebração. No sábado anterior, os meninos do 3.º ano dinamizaram uma Via-Sacra muito especial, cujos textos foram integralmente escritos pelos próprios, num exercício de fé, criatividade e envolvimento pessoal com a mensagem da Paixão de Cristo.

Na Boa-Fé, os mais novos também tiveram um papel central nas celebrações. As crianças da catequese participaram na bênção dos ramos e integraram a procissão que percorreu as imediações da Igreja do Senhor da Boa-Fé. A jornada terminou com a eucaristia dominical, vivida com grande participação da comunidade.

Estas celebrações evidenciam “o papel fundamental das crianças e jovens na vivência da fé e na dinamização das tradições religiosas, reforçando os laços entre gerações e mantendo viva a identidade espiritual das comunidades locais”, assegura a Unidade Pastoral de Elvas.

“Uma História, Mil Criações” foi mote para atelier infantil na Casa da Cultura de Elvas

O Município de Elvas, através dos seus serviços educativos, promoveu o atelier infantil “Uma História, Mil Criações”, integrado na programação da Feira da Páscoa, na Casa da Cultura. A iniciativa foi pensada para proporcionar às crianças uma experiência simultaneamente lúdica e pedagógica, centrada na narração de uma história envolvente.

Durante a atividade, os mais pequenos participaram de forma ativa, sendo incentivados a interagir ao longo do desenvolvimento da narrativa. Este momento revelou-se importante para estimular a imaginação, a capacidade de escuta e a expressão criativa das crianças, promovendo um ambiente participativo e dinâmico.

Após a história, os participantes criaram o seu próprio coelho de Páscoa, num clima de entusiasmo e criatividade, recebendo ainda um doce simbólico alusivo à época. Com esta ação, o Município de Elvas reforça o seu compromisso com a promoção de iniciativas educativas de qualidade e com a valorização das tradições pascais junto do público infantil.

Câmara de Elvas avança com substituição dos relvados sintéticos nos campos Pedro Barrena e António Semedo

O Município de Elvas aprovou os projetos de execução e a abertura do procedimento para a substituição dos relvados sintéticos nos campos Pedro Barrena e António Semedo, bem como a abertura de procedimento para a empreitada de requalificação do espaço exterior da Escola Básica nº1 de Santa Luzia. Um investimento de mais de meio milhão de euros.

Foi igualmente aprovado o estudo prévio para a reconstrução da guarita no Forte da Graça e para a reabilitação da Escola do 1.º Ciclo na freguesia rural de São Vicente e Ventosa, reforçando o investimento municipal em equipamentos educativos e património histórico.

No domínio da manutenção urbana, o executivo deu luz verde ao projeto de conservação da rede viária, incluindo ações de corte de ervas para 2026, e autorizou a abertura de procedimentos para diferentes empreitadas nesta área.

De acordo com a autarquia, “estas intervenções refletem a continuidade do investimento municipal em infraestruturas, manutenção urbana e qualificação do espaço público, com impacto direto na melhoria das condições de vida da população e na valorização do território”.

Via-sacra pública em Elvas na noite desta quarta-feira une “lugar de morte” a “lugar de salvação”

Após o seu início no Domingo de Ramos, as celebrações da Semana Santa, em Elvas, prosseguem na noite desta quarta-feira, 1 de abril, com a já tradicional Via-Sacra pública, entre o Pelourinho, junto à Igreja das Domínicas, e o Santuário do Senhor Jesus da Piedade.

Este, que é um dos principais eventos que antecedem o Tríduo Pascal, lembra a irmã Maria de Fátima Magalhães, celebra-se há já muitos anos na cidade: “começou com um pequenino grupo de jovens, nos anos 80, à volta da Igreja da Nazaré; depois foi subindo da Igreja da Sé para a Nazaré; depois da Igreja da Sé para a Piedade e, já há muitos anos a esta parte, desde o Pelourinho, ou da Igreja das Domínicas, como se costuma dizer, até à Igreja do Senhor Jesus da Piedade”.

Esta Via-Sacra, com um “grande significado” para a irmã, tem início num local onde “se castigavam e enforcavam as pessoas”. “Para mim, o Pelourinho, por muito bonito e clássico que seja, é um lugar de morte, de sofrimento, de castigo”, assegura Maria de Fátima Magalhães. Por outro lado, o Santuário da Piedade é um “lugar de salvação”. “Temos a imagem do Senhor Jesus da Piedade à nossa espera, num lugar que não é de sofrimento, de castigo, nem de morte, mas um lugar de vida e que gera vida quando nos ajoelhamos e pedimos ao Senhor Jesus da Piedade que nos dê um pouco da sua bondade, um pouco do seu amor, um pouco da sua ternura e um pouco da sua vida para sermos vida junto dos outros”, assegura a irmã.

Com o mundo em guerra, o grande propósito desta Via-Sacra será rezar pela paz. “Basta lembrar o Teerão, a Palestina, Israel, o Líbano, basta lembrar tantas situações de conflito em tantos países. Quando Cristo vem anunciar a paz e o amor, os homens, passados tantos anos, continuam a fazer guerra e cada vez mais com métodos mais sofisticados. É uma ocasião para nós nos perguntarmos se realmente Cristo está a encher a nossa vida, porque se Cristo estivesse a encher a nossa vida e fosse a sede onde iríamos beber todos os nossos valores, o homem hoje não faria guerra: sentar-se-ia à mesa e, pelo diálogo, pela democracia, pela cidadania, haveria de encontrar soluções para resolver as grandes questões mundiais”, garante a irmã.

Durante a via-sacra, refere ainda Maria de Fátima Magalhães, pretende-se rezar, não só pela paz nos territórios em guerra, mas também pela “paz nas famílias e no coração” de cada um. “Se os homens tivessem sentimentos de paz, sentimentos de perdão, não fariam a guerra. Portanto, pedimos sobretudo ao Senhor Jesus da Piedade, a Jesus morto e crucificado numa cruz, que ressuscitou por nosso amor, que nos conceda o dom da paz. ”Portanto, a grande intenção desta nossa caminhada noturna será rezar pela paz”, acrescenta.

Ao longo da caminhada, aqueles que se juntarem a esta Via-Sacra também terão oportunidade de refletir, nas 14 paragens, sobre os momentos “em que Jesus levou a sua cruz desde o Pretório de Pilatos até ao Monte Calvário”.

A Via-Sacra, esta quarta-feira, tem início às 21h30, na Igreja das Domínicas.

António Candeias é o novo Reitor da Universidade de Évora

António Candeias, Professor Catedrático do Departamento de Química e Bioquímica e Diretor do Laboratório HERCULES, foi eleito Reitor da Universidade de Évora para o próximo mandato 2026-2030, após reunião deliberativa do Conselho Geral da Universidade de Évora, órgão a quem compete estatutariamente a eleição do Reitor.

A reunião decorreu esta segunda-feira, dia 30 de março, no Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora (UÉ), juntando um colégio eleitoral composto por 24 membros que procedeu à votação nos dois candidatos ao cargo: Hermínia Vasconcelos Vilar, atual Reitora, e António Candeias, Professor Catedrático do Departamento de Química e Bioquímica e Diretor do Laboratório HERCULES.
O Colégio elegeu, à primeira volta, como Reitor da Universidade de Évora, António Candeias, com 17 votos. Já Hermínia Vasconcelos Vilar obteve 7 votos, não se registando qualquer voto nulo ou em branco. A tomada de posse da nova equipa reitoral está agendada para o dia 11 de maio de 2026.

Na sessão pública para anúncio dos resultados do processo eleitoral, António Candeias, que assume pela primeira vez a Reitoria da Academia alentejana, dirigiu-se a todos os presentes agradecendo o “voto de confiança”. “É para mim, obviamente, uma grande responsabilidade e uma grande satisfação”. O Reitor eleito começou por agradecer “à Senhora Reitora, Professora Hermínia Vasconcelos Vilar, e a toda a Reitoria, todo o trabalho que têm feito no desenvolvimento da nossa Universidade. Sei que tudo o que têm feito tem sido para bem da própria Universidade”, dirigindo-se, depois, aos estudantes, funcionários, docentes e investigadores “para que o meu projeto, que a partir de agora, é o nosso projeto, seja uma realidade, é preciso que todos se sintam envolvidos nele”.

O programa de ação de António Candeias, intitulado “+UÉ I mais Universidade de Évora (2026-2030)”, traduz-se numa visão concreta: “uma UÉ global, reconhecida pela qualidade pedagógica, científica e cultural; mais simples, ágil, participada e orientada para as pessoas; sustentável e exemplar; e profundamente ligada à cidade e ao território”. E apresenta um “modo fazer”
com proximidade, participação e transparência.

O programa estrutura-se em dez eixos estratégicos, que cobrem as missões centrais da Universidade e os fatores críticos de sucesso institucional. Estes eixos assumem compromissos concretos: reforçar a qualidade e a escala da investigação e da inovação; melhorar o sucesso académico e modernizar o ensino; afirmar o impacto social, cultural e territorial da Universidade;
aprofundar a internacionalização com propósito; colocar inclusão, bem-estar e saúde mental no centro da vida académica; modernizar serviços e governação digital, reduzindo burocracia; acelerar a transição sustentável; investir de forma planeada em infraestruturas e na relação entre a Universidade e a Cidade; valorizar pessoas, carreiras e talento; e construir uma comunicação
institucional forte, coerente e baseada em impacto real.

António Candeias pretende que a “UÉ se assuma como pilar do desenvolvimento, como referência de qualidade, como comunidade viva e como instituição global”. “A Universidade de Évora tem todas as condições para ser uma referência na Ciência, na Cultura e na Formação e um pilar no desenvolvimento do Alentejo e de Portugal – e para o fazer com uma identidade própria, europeia e contemporânea”, afiança.