O Chega critica a realização de uma votação de “braço no ar” em Santa Eulália, com “cerca de 20 participantes”, considerando o processo “pouco transparente e injusto”, e defende que a freguesia merece decisões mais representativas e participadas. Em comunicação remetida à nossa redação, o vereador José Eurico Malhado diz ter estado presente e discorda da forma como o presidente e o vice presidente conduziram a reunião com a população sobre a possibilidade de construção de uma variante que evite o túnel ferroviário da freguesia.
Em Santa Eulália, estiveram vários representantes do CHEGA, desde logo com os eleitos na Câmara de Elvas, José Eurico Malhado e Elsa Dourado; o presidente da Junta de Santa Eulália, José Picado; e o deputado pelo circulo de Portalegre João Lopes Aleixo.
A Câmara Municipal de Elvas promoveu, na tarde deste sábado, 28 de março, aquilo que designou por uma sessão de esclarecimento no Largo do Repuxo de Santa Eulália, para auscultar os residentes sobre a possível construção de uma variante rodoviária à freguesia e assim evitar o túnel ferroviário. A reunião, conduzida pelo presidente da autarquia, José Rondão Almeida, acompanhado pelo vice-presidente Nuno Mocinha, visava apresentar uma solução para os recorrentes problemas de circulação no túnel ferroviário, onde o tráfego de ligeiros é condicionado e são frequentes os acidentes com veículos pesados que ali ficam imobilizados.
Apesar dos constrangimentos logísticos apresentados, a maioria dos quase 50 munícipes presentes manifestou-se contra a nova infraestrutura, temendo o “impacto que a retirada do fluxo de trânsito do interior da localidade” poderia ter na dinâmica da freguesia; Não foi mencionado o aumento de tráfego de viaturas pesadas que hoje se faz por Campo Maior e Degolados que também afetaria a freguesia vizinha de S.Vicente e Ventosa.
Num momento de votação solicitada por Rondão Almeida, a rejeição foi unânime, não se registando qualquer braço erguido a favor do projeto. Perante este “resultado inequívoco”, o Município de Elvas informou que se “comprometeu em transmitir a vontade da população de Santa Eulália à empresa pública Infraestruturas de Portugal”.
O Partido Chega teve vários dos seus representantes no local, desde logo o presidente da Junta de Freguesia, José Picado e os vereadores da oposição na Câmara de Elvas José Eurico Malhado e Elsa Dourado e ainda o deputado eleito pelo distrito de Portalegre, João Lopes Aleixo. O CHEGA deixou a sua opinião sobre a reunião que disponibilizamos noutra noticia neste site.
A Comissão Política Concelhia do Partido Social Democrata (PSD) de Elvas oficializou a tomada de posse dos seus novos órgãos sociais com um jantar comemorativo realizado na noite de sexta-feira, 27 de março, assinalando o início da liderança de Diogo Reis, eleito presidente em fevereiro. A nova equipa dirigente conta com Margarida Coelho de Paiva na vice-presidência, Joana Sequeira como secretária e Paulo Correia nas funções de tesoureiro, sendo acompanhados por um grupo de oito vogais e suplentes que compõem a Comissão Política. Paralelamente, a Mesa da Assembleia da Secção passa a ser presidida por João Carapinha, coadjuvado por Miguel Zagalo e Antónia Chinita, numa estrutura renovada que assume agora os destinos da concelhia social-democrata elvense.
A 43.ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta viveu um momento de profunda emoção este sábado, 28 de março, durante a passagem da quarta etapa por Campo Maior. Antes da subida rigorosa em direção à Serra de São Mamede, a organização da prova e a Federação Portuguesa de Ciclismo prestaram uma homenagem institucional ao Comendador Rui Nabeiro, com a deposição de ramos de flores junto à sua estátua, no centro da vila.
O gesto, que contou com a presença de Cândido Barbosa, presidente da Federação e Ezequiel Mosquera, Diretor da Volta ao Alentejo, serviu para enaltecer o legado de um dos maiores impulsionadores do desenvolvimento da região e do desporto nacional. Rui Nabeiro, fundador da Delta Cafés — marca que continua associada à prova como patrocinadora oficial — foi recordado como uma figura central na história da “Alentejana”, tendo contribuído decisivamente para a longevidade e prestígio internacional que a competição hoje ostenta. No Local esteve o seu filho, chairman do Grupo Nabeiro, João Manuel Nabeiro, o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha e o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo.
O Município de Alter do Chão, integrado no Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos da Valnor, empresa do Grupo EGF, tem vindo a consolidar a recolha seletiva de biorresíduos como um pilar fundamental da sua estratégia de gestão sustentável de resíduos, registando uma evolução consistente desde o início da implementação do serviço, em novembro de 2023, tendo-se tornado já uma referência nacional.
No primeiro ano, a média mensal situavase nas 4 toneladas de biorresíduos recolhidas. Em 2024, esse valor aumentou para uma média de 19 toneladas por mês, subindo para 26 toneladas em 2025 e alcançando, já em 2026, uma média de 27 toneladas mensais – o que representa um crescimento de 42% em dois anos.
No total, foram recolhidas 226 toneladas, em 2024, e 308 toneladas, em 2025. Só nos primeiros dois meses de 2026, foram recolhidas 54 toneladas de biorresíduos, posteriormente enviadas para a instalação de tratamento e valorização de resíduos orgânicos da Valnor, em Avis, onde são transformadas em composto para utilização agrícola.
“A implementação da recolha dos biorresíduos foi um passo importante para um concelho mais limpo e mais sustentável”, sublinhou Francisco Miranda, Presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão.
“Os resultados alcançados mostram que quando o município, população, recolha e sistema de gestão trabalham em conjunto, é possível transformar hábitos e alcançar ganhos ambientais muito significativos. Cada tonelada recolhida e valorizada representa um contributo direto para a economia circular e para uma gestão mais sustentável dos resíduos na região”, sustentou Nuno Heitor, Administrador Executivo da Valnor.
O serviço de recolha, contratado pelo município à empresa SUMA, cobre a totalidade do município, composto por quatro freguesias, e é assegurado através do modelo porta a porta, promovendo a separação na origem e a respetiva valorização dos resíduos orgânicos. No segmento doméstico, a operação inclui a recolha do saco de biorresíduos colocado no interior do contentor verde e o fornecimento de um novo saco, incentivando práticas responsáveis e uma maior adesão por parte da população.
Os contentores são disponibilizados pela Câmara Municipal de Alter do Chão, com soluções adequadas aos diferentes produtores: 7 litros para consumidores domésticos e 120 ou 240 litros para produtores não domésticos, garantindo eficiência operacional e adequação às necessidades locais.
A operação é assegurada por uma equipa dedicada, constituída por um trabalhador e uma viatura de 3.500 kg equipada com plataforma elevatória, permitindo uma recolha segura, regular e eficaz. A frequência de recolha é de três vezes por semana em cada freguesia, assegurando elevados níveis de serviço em todo o concelho.
No próximo dia 30 de maio, Portalegre acolhe o evento “ALTA – Alto Teor d’Alentejo”, que nesta segunda edição é dedicado à valorização do enoturismo e do olivoturismo da região.
A iniciativa terá lugar no antigo Convento de Santa Clara e resulta de uma ação conjunta do Politécnico de Portalegre e da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre (EHTP), com o apoio institucional da Vinhos do Alentejo, do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo e da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.
Promovido no âmbito das pós-graduações em Enoturismo e Olivoturismo, do Politécnico de Portalegre, este evento constitui-se como um exemplo de articulação entre formação avançada, investigação aplicada, estudantes e agentes do território. Contará com a participação dos principais produtores de vinhos do Alto Alentejo e de azeites do Alentejo e Ribatejo, que associam estas produções a experiências turísticas, reforçando a ligação entre conhecimento, património e desenvolvimento regional.
Cada unidade de enoturismo e olivoturismo participante contará com uma área de exposição e degustação, aberta ao público, onde serão apresentados vinhos, azeites e ofertas turísticas. Também estão previstas sessões de apresentação das unidades de enoturismo, que incluem provas de vinhos e sua harmonização com gastronomia de autor preparada pelos chefs da EHTP.
A participação é gratuita, sendo necessária inscrição prévia apenas para as sessões de harmonização enogastronómica (programa e inscrições a divulgar, em breve).
O Município de Vila Viçosa vai promover, em maio, visitas culturais a Marvão, destinadas a reformados e pensionistas.
O programa inclui visitas à Casa da Cultura, Igreja de São Tiago, Museu Municipal e ao Castelo de Marvão. Os participantes terão ainda a oportunidade de desfrutar de um almoço no Restaurante Sabores de Marvão.
A participação nestas visitas e no almoço é gratuita, mas carece de inscrição, que deve ser feita, até 13 de abril, nas juntas de freguesia do concelho.
O francês Alexis Guérin, da Anicolor/Tien 21, venceu a etapa rainha da Volta ao Alentejo, confirmando o seu favoritismo numa das tiradas mais exigentes da prova no alto da Serra de São Mamede, junto as antenas.
Na segunda posição terminou Tiago Antunes, da Efapel Cycling, que, graças ao desempenho consistente ao longo da etapa, conseguiu assumir a liderança da classificação geral.
Com este resultado, Tiago Antunes veste agora a camisola amarela, ficando em posição privilegiada para amanhã confirmar a vitória final na prova alentejana.A etapa deste domingo parte de Moura, quando forem 11 horas e 30 minutos, 163 quilómetros, com contagens do prémio de montanha de terceira categoria, metas volantes em Reguengos de Monsaraz e em Évora e o final na Praça do Giraldo às 15h28. De camisola amarela sai Tiago Antunes a 46 segundos, está Alexis Guerin e Hugo Fabris a 55. E Tiago Antunes deverá ser amanhã o grande vencedor da Volta ao Alentejo neste domingo.
O Município de Estremoz volta a promover, em 2026, o projeto “Pelos Trilhos do Concelho”, com um conjunto renovado de caminhadas que convidam à descoberta do território.
À semelhança do ano anterior, no momento da inscrição será entregue um passaporte, que será carimbado em cada caminhada em que participar.
Tome nota das datas e locais já confirmados: Évora Monte – 19 de abril (10h00); S. Lourenço de Mamporcão e S. Bento de Ana Loura – 10 de maio (09h00); Estremoz – 14 de maio (09h00); Veiros – 30 de maio (21h00); Arcos – 7 de junho (08h30); S. Bento do Cortiço e S. Estevão – 21 de junho (08h30); União de Freguesias do Ameixial – 28 de junho (08h30); S. Domingos de Ana Loura – 20 de setembro (09h00) e Glória – 25 de outubro (09h00)
O transporte para as freguesias é assegurado por autocarro, com partida 40 minutos antes do início da caminhada, junto à Igreja de São Francisco.
As inscrições decorrem no Setor de Desenvolvimento Desportivo e Juventude, nas Juntas de Freguesia e através do website do Município, entre segunda e quarta-feira da semana em que decorre a atividade.
O Município de Borba e a Freguesia de Rio de Moinhos ultimam a edição 2026 da Feira do Queijo que acontece nos dias 3, 4 e 5 de abril.
Terra rica de sabores e tradições, o concelho de Borba festeja a Páscoa com um certame dedicado aos produtos regionais de excelência, em especial o queijo. Produto que no concelho tem expressão máxima na freguesia de Rio de Moinhos (onde laboram mais de uma dezena de queijarias familiares e artesanais, que produzem queijo de ovelha e misto, à base de ancestrais métodos de fabrico).
O evento tem a duração de três dias e, para além da mostra e venda de produtos regionais, proporciona aos visitantes deliciosas experiências. Desde logo, as provas e a gastronomia, a música, a animação, mas também as atividades de ar livre, lembrando que é em S. Tiago de Rio de Moinhos que começa e termina o Passeio Pedestre “Fantástica Serra d’Ossa” e está instalada a estação de apoio ao Centro de Cycling da Serra d’Ossa. Este ano, na feira, são dispobilizadas bicicletas para os visitantes utilizarem.
A novidade deste ano, em todo o concelho, é o Festival Gastronómico “O Borrego e o Queijo de Rio de Moinhos”, a decorrer de 28 de março a 6 de abril, nos restaurantes aderentes.
Do programa, a organização desta os espetáculos com “Corda Bamba”, com a borbense Diana Velhinho (3 de abril), “Descendentes” (4 de abril) e “Modas a 4” (no encerramento da feira, a 5 de abril, em parceria com a RBF – Associação Rock Best Friends).
A feira terá dois momentos de cante, a atuação de dois grupos de Cantadores (Garridos) e Cantadeiras (Ferrenhas) na tarde de sexta-feira e depois, no sábado, o típico ritual borbense, na freguesia de Rio de Moinhos, “Fazer as 11”, com o grupo “Ferrenhas d’Ossa”.
Haverá ainda Folclore, animação de rua, dança jovem, animação com DJs, provas e degustação de produtos regionais, artesanato e muitas outras atrações que farão desta Páscoa e da visita à Feira do Queijo momentos únicos para mais tarde recordar.
A exposição de pintura de Pedro Charters d’Azevedo, “O interior do silêncio” foi inaugurada no dia 21 de março, na Galeria de São Sebastião, em Portalegre.
Até 2 de maio é possível visitar e conhecer a obra eclética de um pintor cujo trabalho tem a particularidade de dialogar com o visitante, despertando emoções e sentimentos.
O Município de Portalegre, através da sua Biblioteca Municipal, irá lançar o Prémio Literário “Luzia”, em homenagem à escritora portalegrense Luzia, pseudónimo de Luísa Susana de Freitas Lomelino Grande (1875-1945).
Com a iniciativa, a autarquia realça a necessidade e importância de promover e incentivar a criatividade literária, fomentando o gosto pela escrita, enquanto dimensões essenciais para um bom desenvolvimento intelectual do ser humano.
O Prémio “Luzia”, organizado em colaboração com a Associação Cultural UMCOLETIVO, com o valor monetário de mil euros, galardoará uma obra inédita em prosa (conto), com o prazo de entrega até ao dia 15 de julho, aberto a todos os cidadãos.
As normas de participação estão disponíveis para consulta aqui.
A Companhia das Lezírias, entidade responsável pela gestão da maior exploração agropecuária e florestal em Portugal, realiza o tradicional leilão anual da Coudelaria de Alter, no próximo dia 24 de abril, sexta-feira, em Alter do Chão.
Nesta edição, a Coudelaria de Alter apresenta a leilão 23 animais, treze fêmeas e dez machos, entre os quais 21 exemplares Puro-Sangue Lusitano e ainda dois exemplares Puro-Sangue Árabe, criados na Coudelaria Nacional.
As inscrições para participação no leilão, que irá decorrer de forma presencial e online, podem ser feitas até às 12 horas do dia 24 de abril e a entrada é livre a todos os que queiram assistir ao evento. No dia 24 de abril, a Coudelaria de Alter, além de realizar o seu tradicional leilão anual, promove um Dia Aberto nas suas instalações para dar a conhecer de forma mais próxima e aprofundada toda a sua história e identidade, proporcionando uma experiência única numa das coudelarias mais prestigiadas internacionalmente.
A Câmara Municipal de Elvas promove este sábado, 28 de março, pelas 17 horas, uma reunião pública, no Pavilhão Multiusos de Santa Eulália, com o objetivo de abordar, junto da população daquela freguesia, a situação da atual passagem e circulação de veículos pesados. Durante a sessão será apresentado e discutido o projeto de construção de uma variante à circulação do trânsito, alternativa à passagem pelo túnel da aldeia.
Lembrando que, desde a primeira hora em que veio a público a intenção de construção desta variante, o município comprometeu-se a ouvir a população sobre o assunto, o vice-presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, começa por dizer que o assunto “já não é novo”. “Os políticos da Câmara assumiram que no dia em que fosse para avançar com a obra em Santa Eulália tinha que haver um requisito prévio: que a população teria que estar de acordo. Ou seja, teríamos que ouvir a população e saber se, ponderando os prós e os contras, estaria de acordo que se fizesse ou não. Daí que aquilo que a Câmara vai fazer é a apresentação da proposta que a Infraestruturas de Portugal fez chegar à Câmara”, avança o autarca. A intenção da autarquia é que as “pessoas saibam, de forma transparente, o que é que está em cima da mesa”, havendo espaço de diálogo para que os presentes possam partilhar a sua opinião.
Defendendo que esta variante não terá apenas aspetos negativos, uma vez que irá ter impactos na segurança e qualidade de vida da população, Mocinha explica que aquilo que está em cima da mesa é “tirar grande parte do trânsito de dentro da aldeia para o pôr a circular de forma externa”. “Obviamente que talvez algumas pessoas que hoje em dia ali param deixem de parar”, diz o autarca, que não tem dúvidas de que, com a variante, se vai “poder melhorar a segurança ferroviária, porque se vão eliminar algumas passagens de nível”.
Por outro lado, Mocinha diz que se “vai pôr mais carga em cima da estrada, o que quer dizer que o trânsito e o tipo de trânsito que vai circular naquela estrada é diferente, ou seja, começarão a passar camiões onde hoje em dia não passam camiões”. Com a variante, Santa Eulália passará a ter “um troço rodoviário também com outro tipo de perfil de carga”, o que “também se traz num potencial risco associado”. “São todas essas coisas de que eu acho que, de uma forma muito transparente, se tem de falar com a população”, remata.
As Festas do Povo de Campo Maior regressam entre 8 e 16 de agosto, onze anos após a última edição, realizada em 2015.
Durante nove dias, as ruas da vila voltarão a transformar-se num extenso cenário decorado com milhares de flores de papel produzidas manualmente pela população, numa tradição única que envolve grande parte da comunidade local.
A edição de 2026 será também a primeira a realizar-se depois da classificação das Festas do Povo como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, atribuída em dezembro de 2021.
Os bilhetes já se encontram disponíveis para compra através da plataforma digital Ticketline, em www.ticketline.sapo.pt. O bilhete diário custa oito euros em venda antecipada, passando posteriormente para dez euros, enquanto o passe geral para os nove dias do evento tem um custo de 15 euros.
Para a compra de mais de dez bilhetes, os interessados deverão contactar a Ticketline através do endereço de correio eletrónico reservasgrupos@ticketline.pt
As Festas do Povo de Campo Maior são consideradas uma das maiores manifestações de cultura popular em Portugal, mobilizando centenas de voluntários na preparação das decorações que transformam as ruas da vila num autêntico jardim de flores de papel.
Em Domingo de Ramos, 29 de março, Vila Boim volta a cumprir a tradição da Procissão do Senhor Jesus dos Passos, cortejo que percorre as ruas daquela freguesia do concelho de Elvas e que conta sempre com a participação de largas centenas de fiéis.
Durante a procissão são visitados os cinco Passos, que são metáforas das chagas de Cristo, e ouvem-se os cânticos da Verónica. Enquanto canta, Verónica vai desenrolando um pano onde está gravada a imagem do Senhor.
Ainda que este seja o ponto alto das comemorações, a Semana Santa na freguesia começa a ser celebrada já este sábado, dia 28, a partir das 18 horas, com a Missa Vespertina e a bênção dos ramos. Amanhã, e ainda antes da Procissão dos Passos, marcada para as 17 horas, realizam-se a bênção e a Procissão dos Ramos, a partir das 11h45, com início e fim na Igreja de São Francisco, onde tem lugar, logo de seguida, uma missa. A par dos cânticos da Verónica, outro dos momentos altos desta procissão é o encontro do Senhor dos Passos com Nossa Senhora das Dores, num sermão que enuncia e homenageia a figura da mãe.
A expectativa de José Lérias Trindade, da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos de Vila Boim, é que a procissão seja ainda mais participada que em anos anteriores: “Eu acredito que este ano o povo virá em massa, virá muito mais gente, porque é sempre assim quando há incertezas, quando o povo está desconfortável, quando o povo está intranquilo, porque estamos a atravessar um período muito difícil, com muitas guerras”.
Mas para que esta procissão, ano após ano, possa vir para a rua, é necessário levar a cabo um conjunto de trabalhos que envolve muita gente, durante vários meses. “O povo é muito crente, tem muita fé, e o treino da Verónica já ocorre há muitos meses: um treino feito pela Irmã Céu, para um dos pontos altos da cerimónia: os cânticos à porta das capelinhas, dos Passos”, diz o responsável. Para os donos dos Passos, a preocupação é tentar inovar, todos os anos, na preparação dos tapetes de flores. “Procuram sempre uma novidade, procuram sempre trazer algo de novo, para que no sábado tenham feito o tapete com folhas secas, com muita animação, à porta fechada, para realmente depois serem vistos na procissão”, acrescenta.
Por outro lado, José Lérias Trindade explica que a irmandade procurou renovar as suas opas e que, com a ajuda de “um irmão que ofereceu esse trabalho”, foram “personificadas”, com azulejos, as várias capelinhas. “Este ano tivemos que fazer a renovação dos portões, tivemos que reestruturar, tivemos que fazer uma intervenção porque já estavam necessitados.” É um investimento que a Irmandade teve que fazer, porque efetivamente já havia necessidade, já estavam muito gastos e tivemos que recuperar a parte da chapa e aproveitar até para mudar a pintura, porque achámos que esta cor escolhida é mais sóbria para o evento”, avança. Os trabalhos realizados contaram com o apoio da Junta de Freguesia, ao nível da “limpeza” e em “retoques de pintura”.
A Semana Santa em Vila Boim, após este primeiro fim de semana, conta ainda com diversas cerimónias religiosas, com destaque para a Procissão do Enterro do Senhor, na Sexta-feira Santa, 3 de abril, pelas 21 horas.