Arronches: Quinzena Gastronómica “abre apetite” para Festival “Saberes & Sabores” do Porco Alentejano

Já decorre, no concelho de Arronches, mais uma edição da Quinzena Gastronómica do Porco.

Até dia 29, os dez restaurantes (nove na sede concelho e um em Mosteiros) que aderiram à iniciativa, promovida pelo nono ano pela Câmara Municipal, dão destaque, nas suas ementas, a pratos como pezinhos de coentrada, bochechas estufadas, secretos, plumas e lagartos de porco preto, ovos mexidos com farinheira, sopa de cachola, leitão e lacão assado.

Esta quinzena culmina com a realização da segunda edição do Festival “Saberes & Sabores do Porco Alentejano”, no Multiusos do Rio, entre os dias 27 e 29.

Destacando algumas alterações que a Câmara Municipal vai fazer ao evento, como a separação entre a zona de espetáculos e a área de refeições, o presidente do município, João Crespo, explica que o evento, que acaba por dar outra dinâmica económica ao concelho, traz para a discussão os “problemas de sustentabilidade” com que se debate o porco alentejano.

“O evento, no ano passado, correu muito bem. Até a meteorologia foi favorável e, portanto, vamos aguardar que este ano, no último fim de semana de março, também tenhamos a meteorologia a nosso favor. É um festival que nós queremos, de certa forma, que se mantenha e, acima de tudo, que dê dinâmica económica ao concelho”, assegura João Crespo.

Assegurando que é importante falar do porco alentejano, o presidente da autarquia revela que o evento, que contemplará uma componente cultural e musical, voltará a contar com a participação de vários “técnicos e pessoas da área”. “Queremos também, naturalmente, ter gastronomia, que é algo que é fundamental, com restaurantes a confeccionar o porco. Vamos ter também street food, que é importante para que as pessoas possam conviver na rua”, adianta o autarca.

“Vamos esperar que a meteorologia nos ajude e que as pessoas venham a Arronches nos dias 27, 28 e 29 de março”, remata João Crespo.

O festival “Saberes e Sabores do Porco Alentejano” regressa, para a sua segunda edição, com uma visão mais ampla e uma ambição clara: afirmar-se como um evento de referência na valorização do território, da fileira agroalimentar e do turismo gastronómico.

Iniciativas como o Mês do Teatro em Campo Maior permitem que “todos tenham acesso igual à cultura”

Depois de já ter apresentado, no arranque do Mês do Teatro de Campo Maior, o espetáculo “Guia de Matemática para Totós”, a companhia Gato Escaldado está de regresso ao Centro Cultural da vila esta terça-feira, dia 24 de março, para levar a palco a peça “O Príncipe Nabo”.

Apresentado às crianças do ensino pré-escolar de Campo Maior, em duas sessões — a primeira às 10h30 e a segunda às 14h30 —, o espetáculo tem por base uma história sobre humildade. “O Príncipe Nabo” resulta de uma adaptação da obra homónima de Ilse Losa para o palco, sendo o texto da autora portuguesa, nascida na Alemanha, parte integrante do Plano Nacional de Leitura, de leitura obrigatória para alunos de 5.º ano.

“É um espetáculo que temos vindo a melhorar, mas já há alguns anos que o fazemos e resulta muito bem para esta faixa etária”, revela Ana Isabel Sousa, atriz e fundadora da companhia, que apresenta parte da história da peça: “é basicamente uma história sobre uma princesa que é muito arrogante, que goza com todos os pretendentes que tem no castelo e, às tantas, o pai castiga-a e ela casa com um músico pobre. Depois é a jornada dela a aprender a ser humilde, a aprender que a vida não é só facilidades”.

Sendo já habitual a presença da Gato Escaldado neste Mês do Teatro, Ana Isabel Sousa considera esta uma “excelente iniciativa” da Câmara Municipal, até porque “é super importante que as pessoas tenham cada vez mais acesso à cultura”. Sobretudo no interior do país, defende ainda a atriz, longe das grandes metrópoles, estas iniciativas possibilitam que “todos tenham acesso igual à cultura”.

“Há alguns anos que vamos a Campo Maior e somos sempre muito bem recebidos. Comemos sempre muito bem e passamos sempre aí uns bons dias. O Centro Cultural é espetacular, tem todas as condições. Por isso, voltaremos sempre que seja possível”, remata a artista.

Elvas: atrair jovens para a Malha é essencial para que se possam celebrar mais 30 anos do torneio “João Brioso”

Até ao feriado de 25 de abril, o concelho de Elvas celebra, aos sábados, a 30.ª edição do Torneio da Malha “João Brioso”.

Cumpridas as primeiras cinco jornadas da competição, a última disputada este sábado, 21 de março, em Vila Boim, depois de a prova já ter passado também por Santa Eulália, Terrugem, Barbacena e Vila Fernando, o torneio conta, desta vez, com pouco mais de cem inscritos.

Aos comandos do evento, organizado pela Câmara Municipal de Elvas e pela Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Juventude de São Vicente e Ventosa, tem estado João Charruadas, presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, que revela que estavam inscritos, até à terceira jornada, 101 participantes, divididos entre os quatro escalões: “temos 74 seniores, que é o grande volume, nove senhoras, 11 veteranos e sete crianças”.

Com mais três jovens inscritos e a participar no torneio, face ao ano passado, João Charruadas considera importante que se vá conseguindo atrair os mais novos para este tipo de atividades. “É muito importante interagirmos com as crianças, que pratiquem atividades desportivas e lúdicas, para que não estejam só ligadas à internet e aos telefones. E é engraçado ver as crianças a praticarem esta atividade desportiva tradicional”, assegura.

Por outro lado, e numa altura em que aqueles que se dedicam a este jogo tradicional já são em número mais reduzido face a outros tempos – uns já faleceram e outros “por opção” deixaram de praticar a modalidade – Charruadas defende ser necessário continuar a apostar nos jovens, para que, daqui a 30 anos, se possa celebrar o 60.º aniversário do Torneio da Malha “João Brioso”. “Mas temos alguns jogadores de meia-idade, na casa dos 40, 50 e 60 anos, que ainda têm alguns anitos para jogar”, acrescenta.

Lembrando que há possibilidade de inscrição até à sétima jornada do torneio, o presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa revela ainda que, há alguns anos, neste torneio, participava o dobro dos atuais jogadores: “quando se iniciou, chegou-se a ter um torneio com 200 inscrições”.

Por mais que a Câmara Municipal de Elvas disponibilize transporte aos participantes, o torneio divide-se em dez jornadas, todas elas realizadas em diferentes locais. “Sempre fica alguma despesa no bolso das pessoas e as pessoas pensam duas vezes em participar, mas é uma atividade em que as pessoas se concentram em cada freguesia, entre duas horas e meia a três horas em convívio, em pura diversão ao ar livre e depois há o bichinho também da competição de quem ganha, quem derruba mais, quem tem mais pontos”, remata João Charruadas.

No próximo sábado, dia 28, é em São Vicente que é disputada a sexta jornada deste 30.º Torneio da Malha do concelho de Elvas “João Brioso”.