Mulheres do Alto Alentejo que se dedicam à filarmonia homenagadas durante concerto da OSAA em Portalegre

A Orquestra de Sopros do Alto Alentejo (OSAA) apresenta-se, na noite deste sábado, dia 21 de março, em concerto, no Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre (CAEP).

O espetáculo, que promete ser “muito especial”, uma vez que será prestada homenagem, pela Federação de Bandas do Distrito de Portalegre, a cerca de 30 mulheres de todo o Alto Alentejo que se dedicam “de coração” à atividade da filarmonia há já mais de 20 anos, vai “congregar uma viagem”.

“Nós vamos iniciar uma viagem pela magnífica arte criativa de diferentes compositores. Vamos viajar por música intemporal, num arranjo bastante arrojado para a orquestra de sopros. Temos um arranjo de James Hosey de uma canção icónica, ‘The Sound of Silence’, da dupla infalível Paul Simon & Garfunkel”, avança o maestro da orquestra, José Rodrigues.

Aquilo que tem sido “o papel identitário” da OSAA vai manter-se fiel à inclusão de música portuguesa no repertório deste espetáculo, para o qual José Rodrigues convida todos. Esta será “uma noite incrível”, num concerto que conta com a participação de “músicos talentosos, músicos que estão a fazer sua atividade de formação nas bandas filarmónicas filiadas na Federação de Bandas e músicos que já têm as suas carreiras musicais: uns numa fase mais precoce, outros já numa fase mais afirmativa, mas que mesmo assim continuam a colaborar com a OSAA”, adianta o maestro.

Prometendo uma noite de muitas surpresas, José Rodrigues explica ainda que o repertório escolhido conta com temas de um único compositor português: Hélder Bettencourt. 

O concerto, de entrada gratuita, tem início às 21 horas.

Centro de Talentos Alice Nabeiro apresenta “Este Ano Há Festas” no Mês do Teatro de Campo Maior

“Este Ano Há Festas”: assim se chama a peça que o Centro de Talentos Alice Nabeiro apresenta este domingo, 22 de março, pelas 17 horas, no Centro Cultural de Campo Maior, no âmbito do Mês do Teatro, iniciativa promovida pela Câmara Municipal.

O espetáculo, que celebra a identidade de Campo Maior e a tradição das Festas do Povo, tal como explica a encenadora, Ana Paio, estava já escrito desde 2020, numa altura em que tudo apontava para que o evento maior do concelho se realizasse em 2021. A peça, na altura, que era para ter como título “Para o ano há festas”, esteve guardada na gaveta até há relativamente pouco tempo. “Como já tínhamos este trabalho feito, aproveitámos para o lançar este ano, em ano de festas”, adianta a responsável.

Sobre a história do espetáculo, Ana Paio revela que tudo se passa na vila de Campo Maior, “talvez nos anos 70, 80”, quando a população se juntava e começava a surgir o “burburinho”. “Ia passando de boca em boca, porque como todos nós sabemos, isto vem da vontade do povo. E assim era: entre a Cesaltina, a Mariana e a Sebastiana começavam as conversas de rua e a nascer o bichinho das festas”, recorda a encenadora do espetáculo.

Se para os mais velhos, a peça promete fazer “recordar nomes antigos, de pessoas que fizeram parte da história da vila”, para os mais novos será, acima de tudo, uma forma de passar um pouco das raízes dos campomaiorenses. “É o passar um bocadinho aquilo que foi a nossa terra e as pessoas que marcaram, de alguma forma, a vila de Campo Maior noutros tempos”, assegura Ana Paio.

Para este espetáculo muito contribuiu, em 2020, Idaulina Borrega, campomaiorense que já desenvolveu um sem fim de trabalhos relacionados com a vila e com as Festas do Povo, incluindo um livro. “Ela foi-nos contando algumas histórias de como é que era, como é que surgiam as coisas, quem eram as personalidades marcantes da nossa vila, quem ajudava e algumas formas que fomos alterando, ao longo dos tempos, do nosso dialeto, da nossa forma de falar: foi ela que me foi passando esta informação toda e para ela, desde já, o nosso muito obrigado, porque é sempre bom termos alguém que nos faça essa história viva, essa história daquilo que aconteceu e quem foram as gentes da nossa terra”, diz a responsável.

A palco, para contar a história das Festas do Povo, para fazer flores de papel e cantar as saias, subirão 22 crianças, com idades entre os cinco e os 12 anos.

As entradas no espetáculo têm um custo de três euros, sendo que a bilheteira servirá para ajudar a custear a viagem que os finalistas do Centro de Talentos Alice Nabeiro farão a Paris. O espetáculo, este domingo, está marcado para as 17 horas.

Semana Santa em Elvas celebra-se este ano na Igreja de São Domingos

A Unidade Pastoral de Elvas promove, entre os dias 1 e 5 de abril, um conjunto de celebrações religiosas no âmbito da Semana Santa, um dos momentos mais significativos do calendário litúrgico cristão.

Este ano, a principal novidade prende-se com o local das celebrações do Tríduo Pascal, que decorrerão na Igreja de São Domingos, ao contrário dos anos anteriores em que se realizavam na Sé de Elvas. A alteração pretende garantir melhores condições para a realização das celebrações e para a participação dos fiéis, uma vez que a Igreja da Sé, neste momento, não reúne as condições necessárias para o efeito.

O programa inicia-se na quarta-feira, com a realização de uma Via-Sacra pública pelas 21h30, na Igreja das Domínicas.

Na quinta-feira, as celebrações começam às 17h45, com a recitação do terço e confissões, seguindo-se, às 18h30, a Missa da Ceia do Senhor. A noite termina com a Procissão do Mandato, organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Elvas, marcada para as 21h (e não às 21h30 como consta no cartaz abaixo).

Na Sexta-feira Santa, às 15h00, realiza-se a Via-Sacra e confissões. Pelas 16h30 decorre a Celebração Litúrgica da Paixão do Senhor, culminando o dia, às 21h30, com a Procissão do Enterro do Senhor.

No sábado, pelas 21h30, terá lugar a Solene Vigília Pascal, uma das celebrações centrais da liturgia cristã, que assinala a ressurreição de Cristo.

Já no Domingo de Páscoa, as eucaristias decorrerão no horário habitual nas comunidades da cidade. Ao meio-dia, a Santa Casa da Misericórdia organiza a Procissão da Ressurreição.

A Unidade Pastoral de Elvas convida toda a população a participar nestes momentos de oração e reflexão que assinalam os últimos dias da Quaresma e celebram o mistério central da fé cristã.