
O Museu Berardo Estremoz acolheu a 5.ª edição do CulturWine, uma iniciativa que cruza o património cultural com o dinamismo do setor vitivinícola local. O evento, que este ano contou com a participação de 13 adegas do concelho, pretende promover o enoturismo e valorizar os vinhos da região num ambiente histórico e artístico. A edição de 2026 revestiu-se de um caráter ainda mais especial, ao integrar-se nas comemorações do centenário da elevação de Estremoz a cidade, incluindo uma conferência dedicada aos 100 anos de história da vitivinicultura no concelho.
A Vice-Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Sónia Caldeira, sublinhou a importância estratégica desta união entre cultura e economia. “Esta iniciativa tem precisamente a função de aliar a cultura ao setor vitivinícola, que é um setor que no nosso concelho tem uma atividade económica bastante desenvolvida”, afirmou a autarca, destacando que Estremoz “não pode ficar atrás” na promoção de um conceito tão relevante para o Alentejo como é o enoturismo. Sobre a adesão das empresas locais, a responsável notou um crescimento positivo: “Este ano temos aqui 13 adegas, mais uma adega do que no ano passado. É um evento que tem vindo a crescer ao longo dos anos, as próprias adegas percebem a importância de estarem aqui representadas”.
Um dos grandes objetivos futuros da autarquia passa pela criação de uma estrutura mais formal para o setor. “Aquilo que nós queremos fazer e para alavancar ainda mais o enoturismo é criar uma rota dos vinhos aqui em Estremoz”, revelou Sónia Caldeira, explicando que o município está disponível para trabalhar com as mais de 20 adegas do concelho para que se unam em torno desta causa. Apesar de o evento já ser um sucesso consolidado, a autarca garante que ainda há margem para evolução “o museu é bastante grande, tem muitas salas e, portanto, há espaço para crescer. Por nossa vontade tinhamos aqui a totalidade das nossas adegas representadas”.





































































