Feira do Queijo regressa com novidades a Rio de Moinhos: certame agora conta com um festival gastronómico  

O queijo de ovelha e os petiscos alentejanos voltam a ser os protagonistas de mais uma edição da Feira do Queijo de Rio de Moinhos, no concelho de Borba, entre os dias 3 e 5 de abril.

Organizado pelo Município de Borba, em parceria com a Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, o evento, desta feita, tal como explica a vice-presidente da Câmara de Borba, Helena Caldeira, que diz ter “expectativas altas” para o certame, conhece algumas alterações. Não sendo “totalmente disruptivas”, essas alterações passam, desde logo, pela introdução do Festival Gastronómico do Borrego e do Queijo na programação do evento: “tendo em conta a época da Páscoa e o certame que nós estamos a promover, fazia-nos todo o sentido desenvolver algo nesse sentido”.

A organização irá também apresentar “algumas alterações ao nível do espaço”, “algumas atrações diferentes” e uma “mudança em termos de programação cultural”. “É uma mudança de paradigma. Nós estamos a tentar mudar, em ir mais ao encontro das tradições e a tentar alterar os espetáculos de animação, com cante, grupos corais que estão agora na moda, para marcar ali um pouco a diferença. Se este ano correr bem, esperemos que sim, para o ano queremos que corra ainda melhor”, remata a autarca.

Além da animação musical, com os espetáculos de Corda Bamba, no dia 3, Descendentes, no dia 4, e Modas a 4, no dia 5, a Feira do Queijo de Rio de Moinhos promete voltar a ser “o sítio ideal para encontrar o melhor do artesanato local e provar as iguarias nas tasquinhas”.

“Ode Poética” apresentada em Campo Maior: “falar de poetas portugueses é falar de cultura e de verdade”

O espetáculo com a carreira mais longa de sempre em Portugal é apresentado, esta sexta-feira, 13 de março, aos alunos do ensino secundário de Campo Maior, no Centro Cultural da vila, no âmbito do Mês do Teatro, promovido pela Câmara Municipal. Trata-se de “Ode Poética”, peça baseada em textos dos mais diversos poetas portugueses, que estreou em 1994, no extinto edifício do Teatro ABC no Parque Mayer, em Lisboa.

Defendendo que todos deveriam ter “mais poesia” nas suas vidas, Nuno Miguel Henriques, diretor-geral do Teatro ABC – Companhia Nacional de Teatro Português e artista que subirá a palco para dar vida a esta “Ode Poética”, garante que “falar de poetas portugueses é falar de cultura, é falar da verdade e daquilo que distingue Portugal”, “único país onde o dia de um poeta é o dia da Nação” (10 de junho).

Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Luís Vaz de Camões, Almeida Garrett, Júlio Diniz, Antero de Quental e Camilo Castelo Branco são apenas alguns dos autores em destaque no espetáculo, em que a interpretação é feita “sem recurso a leituras tradicionais e intercalada com melodias poéticas de sempre”. Junta-se ainda “o acutilante humor inteligente” de Nuno Miguel Henriques, que procura, durante o espetáculo, estar em constante interação com o público.

Destacando a importância de levar a poesia aos alunos, como aqueles a quem se destina o espetáculo em Campo Maior, o artista garante que a apresentação do espetáculo ao público, ao longo destes mais de 30 anos, tem vindo a revelar-se “um desafio muito interessante”. “Temos que desmontar a mensagem dos poetas portugueses, para que os alunos saibam que aquilo que nós temos de maior é, de facto, a nossa ode. E a nossa ode, que é uma festa, uma festa da palavra, é a ode poética e ilustrada com sons, com pequenos adereços. Levamos a palavra olhos nos olhos, porque aquilo que nos dizem os nossos olhos é que a poesia não é tão rara como parece e ela está ao alcance de qualquer um, com simplicidade. O difícil é ser simples”, assegura Nuno Miguel Henriques.

Pese embora a distância no tempo, desde a sua estreia até aos dias de hoje, “Ode Poética” continua a apresentar “muitos dos mesmos textos”, ainda que o espetáculo já não seja exatamente igual. “Quando eu comecei, tinha 30 quilos a menos, tinha mais cabelo, mas eu acho que o tempo é como o Vinho do Porto: faz-nos mais ricos, mais experientes e talvez com a maior capacidade de comunicar, porque aquilo que se passa é uma comunicação poética e não se mantém igual porque tudo muda”, diz o artista, lembrando que hoje as cartas de amor, por exemplo, deram lugar às mensagens trocadas através das plataformas digitais e redes sociais.

O espetáculo, esta sexta-feira, no Centro Cultural de Campo Maior, tem início marcado para as 14h30.

“A Música Encanta o Património” com ópera cómica no Vila Galé Collecion Elvas no domingo

A magia da ópera chega ao Hotel Vila Galé Collection Elvas, com um espetáculo promovido no âmbito do ciclo de concertos “A Música Encanta o Património”, no domingo, 15 de março, pelas 18 horas.

Ao público é oferecida a oportunidade de assistir à ópera “Gianni Schicchi”, do compositor italiano Giacomo Puccini, num momento “muito particular”. “Não posso dizer que seja o primeiro momento em que é apresentada uma ópera, sem ser na versão concerto, em Elvas, mas é garantidamente, nas últimas quatro décadas, um acontecimento inédito”, garante o diretor artístico do evento, Luís Zagalo.

Esta ópera, que em comparação com outras, tem uma duração relativamente mais curta (cerca de uma hora), é inspirada num episódio particular da “Divina Comédia” de Dante. No espetáculo de domingo, é apresentada através de uma parceria “muito interessante” entre o Conservatório Nacional, um encenador do Teatro São Carlos e a Academia de Música de Elvas.

A história de “Gianni Schicchi” remonta ao final do século XIII, em Florença, quando os elementos da família Donati “se reúnem à volta de um dos seus membros, Buoso Donati, que está no leito da morte, e descobrem que o falecido deixou toda a sua fortuna a um mosteiro. Entram todos em pânico e começam a engendrar uma forma de recuperar a herança”.

Luís Zagalo destaca ainda o facto de nesta ópera se incluir “O Mio Babbino Caro”, uma das mais belas e conhecidas obras de Puccini. “Acho que é um motivo extraordinário para, em Elvas, podermos ver uma ópera com grandes intérpretes, uma ópera cómica, quando nos faz falta também rir e sorrir nos dias que correm. Acho que é uma belíssima aposta cultural para domingo”, remata o diretor artístico.

O espetáculo, no domingo, tem início marcado para as 18 horas, no Hotel Vila Galé Collection Elvas. As entradas são gratuitas, tal como acontece em todos os outros espetáculos de “A Música Encanta o Património”.