Sines recebe Megafábrica de Baterias num investimento de €2 mil milhões e impulsiona reindustrialização do Alentejo

A gigante chinesa CALB vai avançar com a instalação de uma unidade de produção de baterias de iões de lítio em Sines, representando um investimento estruturante de 2.000 milhões de euros. O projeto já obteve a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável por parte da Agência Portuguesa do Ambiente, com a operação a arrancar em 2028. Localizada na Zona Norte de Sines, a fábrica ocupará uma área de 45 hectares e terá uma capacidade de produção de 15 GWh, focando-se no abastecimento do mercado europeu de mobilidade elétrica e prevendo a criação de 1.800 postos de trabalho diretos.

Este investimento, visto como um marco decisivo para a afirmação de Portugal na cadeia de valor das energias verdes, é destacado por Ricardo Pinheiro, presidente da CCDR Alentejo, como um exemplo da nova dinâmica regional. “É fundamental a forma como se é capaz de capacitar e conciliar estas duas áreas: a atração de pessoas, mas fundamentalmente também a atração dos investidores externos para a região Alentejo”, afirmou o responsável, sublinhando que este projeto é acompanhado com o rigor e a rapidez que a promoção externa exige. Ricardo Pinheiro recordou que o Governo tem desafiado a região para esta agilidade, notando que a “indústria responsável” e a “rapidez na aprovação de determinados projetos” são vitais para o território.

Para o presidente da CCDR Alentejo, o impacto deste projeto, que supera um “bi” de euros, insere-se numa transformação profunda do Alentejo, comparável a outros casos de sucesso como a Tekever. “Este projeto da CALB, que tem a possibilidade de instalar a fábrica de baterias no território, é daqueles muitos que têm sido acompanhados com cuidado, mas acima de tudo onde se aplica a rapidez que o território exige nesta captação de investimento”, explicou. O dirigente sublinhou ainda que a região está preparada para os grandes desafios da indústria verde europeia: “O Alentejo encaixa-se perfeitamente nestas regiões, tanto do ponto de vista da descarbonização e produção de energias renováveis, como da valorização dos cabos de dados que ligam a América à Europa e que entram precisamente em Sines”.

Finalmente, Ricardo Pinheiro enfatizou a necessidade de compatibilizar o ordenamento do território com o acolhimento empresarial para não perder oportunidades. “O Plano Regional de Ordenamento de Território do Alentejo, o PROTA, vale a pena estar completamente compatibilizado com a forma como conseguimos, com tranquilidade mas também com alguma responsabilidade, dar respostas positivas e rápidas aos investidores externos que querem vir para a região Alentejo”, concluiu. Com este projeto, Sines reforça o seu estatuto de polo logístico e industrial de vanguarda, posicionando o Alentejo como um ator central na autonomia estratégica da Europa.

Câmara Municipal de Évora vai aplicar cerca de 1,5 milhões de euros na requalificação de estradas  

A Câmara Municipal de Évora prepara um novo reforço financeiro para melhorar as condições da rede viária do concelho.

O município vai aplicar cerca de 1,5 milhões de euros na requalificação de ruas, estradas e caminhos municipais que apresentam sinais evidentes de desgaste, situação que se agravou nos últimos meses devido às condições meteorológicas adversas.

Ainda assim, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, garante que o problema das fragilidades das redes viárias do concelho de Évora “foi destapada, de forma ostensiva, pelas intempéries, mas não foi criada pelas intempéries”.

“Os eborenses sabem que a questão dos caminhos em más condições, a questão das estradas esburacadas, não é de agora e, portanto, o que nós decidimos e aprovámos foi, desde já, dois procedimentos rápidos para poder responder àquilo que é mais emergente”, avança o autarca.

Ainda assim, Zorrinho reconhece a dificuldade em adquirir as matérias-primas necessárias aos fornecedores, tendo em conta as “dívidas muito fortes” da autarquia, que transitaram do anterior executivo. “Temos dívidas de curto prazo de 18 milhões, dívidas consolidadas que passaram para o orçamento. Um quarto do orçamento é dívida consolidada, portanto é dinheiro que não podemos gastar, que está no orçamento, mas já foi gasto, e uma dívida acumulada de mais de 65 milhões”, adianta.

Contudo, o autarca diz não usar as dívidas como “desculpa”, preferindo encarar a situação como um “desafio”. “Nós temos três milhões de orçamento, fizemos já dois procedimentos e faremos mais procedimentos para responder às questões imediatas” (no que diz respeito à requalificação das estradas).

No sentido de perceber, de facto, quais são os problemas reais da rede viária do concelho, o Município de Évora está a trabalhar com a Infraestruturas de Portugal. “Eles têm a tecnologia para isso. Realizam um estudo com máquinas de sensorização e fazem uma radiografia da estrutura viária do concelho para percebermos quais são as estradas degradadas”.

A intenção da autarquia é “atacar estruturalmente” o problema, com um plano de recuperação a quatro anos.

Com gerador financiado pelo Município, Santa Casa de Campo Maior dá “mais um passo rumo à estabilização”

Já se encontra instalado, na Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, o gerador que a Câmara Municipal adquiriu, para evitar que um possível futuro apagão, à semelhança daquele que deixou a Península Ibérica às escuras a 28 de abril do ano passado, possa perturbar o normal funcionamento da instituição.

Dando conta que o Lar de Degolados já contava com esse equipamento, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, explica que em causa está um investimento na ordem dos 20 mil euros. “Participámos na compra total do gerador, que com certeza será sempre uma mais-valia em situações que esperemos que não voltem a acontecer, mas se acontecerem a Santa Casa fica precavida do ponto de vista energético”, assegura o autarca.

Através das redes sociais (ver aqui), a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, que agradece ao Município o apoio, na pessoa do presidente Luís Rosinha, garante que, com este novo equipamento, é dado “mais um passo rumo à estabilização” e à garantia de “uma casa cada vez mais capaz de responder às necessidades dos utentes”.

Jackpot de 210 milhões do Euromilhões sai a um único apostador no estrangeiro

Um apostador no Reino Unido venceu o jackpot de 210 milhões de euros do sorteio desta terça-feira, 10 de março, do Euromilhões.

Dois apostadores, um em França e outro no Reino Unido, venceram o segundo prémio, de 355 mil euros. Em Portugal, o prémio mais alto foi o quarto, conquistado por dois jogadores, que recebem 1.446 euros cada.

No sorteio da próxima sexta-feira, 13 de março, o primeiro prémio vale 17 milhões de euros.

A chave vencedora do sorteio de ontem era composta pelos números 12, 14, 27, 44 e 50 e pelas estrelas 4 e 12.

A informação apresentada não dispensa a consulta dos resultados oficiais no portal dos Jogos Santa Casa.

Festival das Migas com animação de João Tocha no domingo em Barbacena

O Festival das Migas, organizado pela Fundação Centro Social Nossa Senhora do Paço, está de regresso ao Pavilhão Multiusos de Barbacena no domingo, 15 de março.

Revelando que haverá migas “para todos os gostos” e um menu especial para os mais novos, Tiago Trindade, animador sociocultural do lar de idosos da instituição e um dos responsáveis pela organização do evento, lembra que este festival tem-se revelado, ano após ano, um sucesso.

“O nosso Festival das Migas tem sido um evento com muito sucesso e com muita procura e voltamos a ter as diversas migas típicas aqui de Barbacena e do Alentejo, que vamos servir com carne de alguidar e com peixe frito. Vamos ter migas tradicionais, de espargos, de batatas, migas de tomate e todas aquelas migas que são mais apreciadas aqui na nossa zona”, assegura o responsável.

O menu infantil, pensado para que as crianças, que “muitas vezes não gostam dos pratos mais tradicionais” e para que também possam desfrutar da festa, contempla sopa, bifanas, hambúrgueres e bebida.

A animação musical do evento estará a cargo de João Tocha. O objetivo da organização é que, uma vez mais, o festival possa proporcionar momentos de convívio entre as famílias e de diversão. “Estes eventos trazem muitas vezes as pessoas da própria terra que estão fora a trabalhar, ou até viver fora, e acaba por ser mais um contributo para virem à terra e estarem com a sua família”, lembra Tiago Trindade.

Com o apoio da União de Freguesias de Barbacena e Vila Fernando e de alguns particulares, são os colaboradores do lar que organizam todo o evento. As verbas angariadas com o evento servirão para a criação de um ginásio no lar de idosos da Fundação Centro Social Nossa Senhora do Paço. “Vamos criar um ginásio sénior, que é, no fundo, uma sala adaptada com diferentes equipamentos para o desenvolvimento da atividade física, nomeadamente aqui com os nossos idosos, mas que também queremos que esteja à disposição, primeiramente, dos nossos colaboradores e, um dia mais tarde, quem sabe, avaliar se também poderá abrir ao público, à comunidade”, explica o animador sociocultural.

As entradas no festival têm um custo de 12 euros, para inscrições até amanhã, 12 de março, subindo para 15 euros até ao dia do evento que, no domingo, decorre entre o meio-dia e as 16 horas.

As entradas podem ser adquiridas na Fundação Centro Social Nossa Senhora do Paço, nas Juntas de Freguesia de Vila Fernando, São Vicente e Santa Eulália e no Semi-Internato Nossa Senhora da Encarnação, em Elvas.