Alunas da Universidade sénior de Elvas inauguram mural no Mercado Municipal

O Mercado Municipal da Casa das Barcas acolhe desde a manhã de ontem, sábado, 28 de fevereiro, um mural de trabalhos artesanais realizados pelas alunas da disciplina de Artes da Universidade Sénior de Elvas.

As flores em papel estão em destaque neste trabalho de grandes dimensões, elaborado por cerca de uma dezena de formandas da disciplina lecionada por Rosalina Pacheco.

Cercimor celebra 50 anos de trabalho dedicado à pessoa com deficiência

A Cercimor, em Montemor-o-Novo, celebra este ano 50 anos de trabalho dedicado à pessoa com deficiência e incapacidade, “promovendo oportunidades, quebrando barreiras e fortalecendo uma comunidade onde todos têm lugar”.

“Celebrar este marco é reconhecer o trabalho das equipas, das famílias, dos parceiros e de toda a comunidade, que diariamente tornam possível a missão da instituição”, começa por dizer a presidente da direção da Cercimor, Cristina Saloio.

Ao longo de 2026, todas as atividades da Cercimor terão a “marca” dos 50 anos: “iremos festejar com toda a comunidade, com todas as famílias e com todas as colaboradoras este percurso que foi iniciado em 1976, com a missão de apoiar, na altura, a criança com deficiência e hoje uma panóplia de situações que cada vez mais temos em mente com a missão de crescer para criar novas oportunidades”.

A expectativa de Cristina Saloio é que, nos próximos anos, “se continuem a abrir caminhos, a inspirar mudanças e a transformar vidas, sempre com a certeza de que a inclusão é construída, todos os dias, por todos nós”. “Durante este ano vamos também chamar às nossas atividades todos os parceiros, aqueles que ao longo destes anos fizeram parte desta missão”, acrescenta.

Até final de 2026, a instituição irá procurar desenvolver atividades para sensibilizar e consciencializar a população para a sua missão e para dizer que “está cá para continuar”. “No dia 4 de agosto vamos comemorar internamente e cantar os parabéns à Cercimor e a todos nós. Por isso, vamos, ao longo do tempo, divulgar as nossas atividades e esperamos que todos participem e que possamos, de alguma forma, todos juntos, criar aqui um caminho para mais 50 anos da Cercimor”, remata Cristina Saloio.

Campo Maior recebe até 12 de abril exposição inédita de fotografia “estereoscópica” no espaço.arte

O espaço.arte, em Campo Maior, acolhe até ao dia 12 de abril a exposição “Campo Maior – Uma Visão Estereoscópica”, da autoria de Luís Caraças. A mostra destaca-se pela utilização de uma técnica fotográfica invulgar que exige o uso de óculos especiais, disponibilizados no local, para que os visitantes possam captar as imagens com profundidade e relevo.

Composta por 38 fotografias, a exposição inclui também trabalhos de outros dois fotógrafos, surgindo como um tributo ao legado do avô do autor, um antigo fotógrafo amador da vila cujo espólio serviu de base a este projeto diferenciador.

A exposição oferece uma viagem visual eclética que percorre desde as paisagens e muralhas de Campo Maior até aos momentos mais emblemáticos da vila, abrangendo um período temporal que vai do século XIX até às últimas Festas do Povo, em 2015.

Segundo Luís Caraças, o objetivo “é proporcionar ao público uma visão alternativa do quotidiano local através de uma técnica pouco explorada em contexto expositivo”. Esta abordagem imersiva permite redescobrir a história e o património campomaiorense sob uma perspetiva tridimensional, tornando a visita uma experiência sensorial única para todas as idades.

APPACDM de Elvas leva “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda” às crianças do ensino pré-escolar do concelho

A Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas deu início, na passada quarta-feira, 25 de fevereiro, a um conjunto de apresentações do livro original “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”, em todas as salas do ensino pré-escolar do concelho de Elvas.

O primeiro estabelecimento a receber a apresentação da obra, lançada em dezembro e dedicada ao uso abusivo das tecnologias por parte dos mais novos, foi o Jardim de Infância de Santa Luzia.

Como explica uma das autoras, Ana Sofia Gaspar, esta obra nasceu no seguimento de uma peça de teatro, sobre o mesmo tema, que a equipa apresentou, em 2024, às crianças do pré-escolar do Agrupamento de Santa Luzia. “Nós desenvolvemos um teatro para as crianças, já abordando aqui o tema do uso abusivo das novas tecnologias e a forma como isso influencia negativamente os nossos laços familiares, a nossa dinâmica, e muito mais nas crianças que estão em fase de desenvolvimento”, começa por revelar. Perante uma “tão grande e positiva” aceitação dos mais novos ao espetáculo, rapidamente a equipa percebeu que não podia ficar por ali. “Achámos que seria importante chegarmos a mais crianças, a mais jovens, a mais adultos, a mais cuidadores, a mais pessoas. E pensámos: e porque não a possibilidade de criar um livro infantil e editá-lo”, recorda.

Mas até se conseguir chegar ao momento da edição do livro, foi preciso ultrapassar algumas questões de financiamento. A equipa ainda tentou candidatar-se a diferentes projetos, mas sem sucesso. “Mas como a ideia parecia bem a tanta gente, a direcção da APPACDM assumiu o financiamento, entrámos em contacto com a editora e pronto, avançámos e hoje em dia temos o livro da ‘Fantabulástica Família da Alice Barbuda’ para quem quiser ler”, adianta.

A obra conta a história de “uma família comum, que podia ser a nossa, e em que no Dia da Criança os pais oferecem uma prendinha aos filhos. Um dos filhos é a Alice e a Alice recebe duas prendas: uma Barbie, que era uma prenda que ela queria muito, sendo que os pais optam também por lhe oferecer um tablet. E a história desenvolve-se com um isolamento da Alice quase em prol daquele tablet, a forma como isso influenciou aquela família e a forma como eles depois deram a volta por cima e reverteram aqui um bocadinho a situação”, revela Ana Sofia.

Por mais que se trate de um livro infantil, a mensagem da obra é destinada a pessoas de diferentes idades, com uma “lição” válida para todos. “Quem ainda não sabe ler tem um irmão mais velho que pode ler, tem um pai, tem um avô. Os mais velhinhos podem ler e tirar dali alguma mensagem que não esteja tão explícita, mas que conseguem perceber. E os mais velhos, porque também nós pais, muitas vezes, tentamos que os nossos filhos não estejam agarrados ao telemóvel ou ao tablet, mas a primeira coisa que fazemos quando acabamos de comer é pegar no telemóvel”, lembra.

Na produção deste livro esteve envolvida mais de uma dezena de profissionais: alguns deles que já não estão ao serviço da Equipa de Intervenção Precoce e outros que, entretanto, se juntaram a ela.

Editado pela Betweein, o livro “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda” tem um custo de 14 euros e pode ser adquirido na APPACDM ou através do site da editora.