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“As rádios regionais e locais na sociedade da informação”: artigo de opinião de Noémi Marujo

Para assinalar o Dia Mundial da Rádio, decidi refletir sobre o papel das rádios regionais e locais na sociedade da informação. Estes meios desempenham uma função fundamental, sobretudo em territórios onde os grandes órgãos de comunicação social não chegam com a mesma proximidade. Num mundo cada vez mais digital e globalizado, continuam a garantir diversidade informativa e a preservar a identidade cultural.

As rádios regionais e locais conhecem o seu público, falam a sua linguagem e abordam temas com impacto direto no quotidiano das comunidades. Têm, por isso, um forte sentido de proximidade. Ao contrário dos grandes canais nacionais, elas dão voz a realidades muitas vezes invisíveis, promovendo uma comunicação mais inclusiva.

Por outro lado, contribuem significativamente para a coesão social. Ao divulgarem eventos, tradições, iniciativas e problemas das suas regiões, promovem o sentimento de pertença e incentivam a participação cívica. Neste sentido, assumem-se como verdadeiros agentes de desenvolvimento local e regional.

Numa sociedade da informação caracterizada pela rapidez e elevado número de dados, estas rádios têm sabido adaptar-se às novas tecnologias. Muitas já operam em plataformas digitais, ampliando o seu alcance sem perder a identidade local. Esta evolução demonstra a sua capacidade de inovação e resiliência.

Assim, as rádios regionais e locais são pilares essenciais de uma sociedade da informação democrática. Mais do que simples canais de comunicação, são espaços de identidade, participação e cidadania. Preservá-las é garantir uma informação mais plural, próxima e humana.

Neste Dia Mundial da Rádio, deixo também um agradecimento especial a todas as rádios nacionais, regionais e locais pelo contributo inestimável que têm dado à projeção da Universidade de Évora. Através da divulgação regular de iniciativas culturais e científicas, estes meios têm desempenhado um papel essencial na aproximação entre a universidade e as comunidades.

Ao darem visibilidade a projetos de investigação, eventos e atividades abertas ao público, as rádios não só ampliam o alcance do conhecimento produzido, como também o tornam mais acessível e compreensível para diferentes públicos. Este trabalho contribui para valorizar o papel da Universidade de Évora enquanto centro de saber e inovação, promovendo uma cultura científica mais próxima, participativa e inclusiva. Por outro lado, valoriza a ligação entre a nossa instituição e a sociedade, demonstrando que o conhecimento deve ser partilhado e colocado ao serviço do desenvolvimento regional e nacional.

Noémi Marujo

Vice-Reitora para a Comunicação, Promoção Institucional e Informação Documental da Universidade de Évora

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