Eleito recentemente presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro defende a necessidade de se aproximar, na região, os centros de conhecimento do tecido empresarial.
Por outro lado, o antigo presidente da Câmara de Campo Maior e secretário de Estado do Planeamento diz ser importante que se consiga reter os jovens que escolhem o Alentejo para a sua formação superior, sendo que Universidade de Évora e Politécnicos de Portalegre e Beja têm um papel “importantíssimo na promoção e na valorização do território”.
“É estruturante que se consiga continuar a olhar para a promoção do ensino superior, para os centros de conhecimento do território e conseguir aproximá-los, o mais possível, daquilo que é o tecido empresarial, de ajustá-los numa linha muito objetiva com aquilo que são as necessidades do território, alinhados com a criação de valor no espaço europeu”, diz Ricardo Pinheiro.
Destacando os bons exemplos, à escala regional, do funcionamento e da ligação daquilo que são as escolas associadas ao setor agrícola a diferentes áreas, como a do olival superintensivo, o presidente da CCDR Alentejo assegura ser importante “que os politécnicos e a universidade continuem a ter um momento de atenção que seja estruturante para a atração de pessoas”.
“Existem muitos alunos fora do espaço de vivência do Alentejo e vale a pena começarmos a pensar como seremos capazes de manter esses jovens. Depois da formação, os PALOP são um fornecedor importante de transmissão de conhecimento, mas vale a pena que algum desse conhecimento também fique associado à nossa região”, remata.
Na emissão especial de celebração do 25º aniversário da Rádio ELVAS, na manhã desta terça-feira, 10 de fevereiro, o comandante dos Bombeiros de Elvas, Paulo Moreiras, destacou as dificuldades acrescidas que as redes sociais vieram trazer ao trabalho diário dos órgãos de comunicação social.
“É sem dúvida alguma uma data assinalável. São 25 anos, que presumo de muito trabalho, muita dedicação, de remar muito contra a maré, e começo já por essa parte, porque, principalmente nestes últimos anos, temos verificado que os órgãos de comunicação social têm que remar muito contra a maré. Desde que se massificaram as redes sociais, verificamos que qualquer pessoa com um telemóvel em punho acha que é jornalista, ou acha que pode reportar e transmitir determinados acontecimentos”, disse Paulo Moreiras.
É nesse momento, comentava o comandante em conversa com o diretor da Rádio ELVAS, António Ferreira Góis, que começa, não só o trabalho, mas também as dificuldades para os jornalistas em “transmitir de uma forma realista, de uma forma verdadeira, aquilo que se passa e aquilo que acontece, nomeadamente, no concelho” de Elvas.
Lembrando, a título de exemplo, as últimas ocorrências registadas devido ao mau tempo, Paulo Moreiras dizia que “a comunicação social tem um papel extremamente importante naquilo que é a divulgação da informação à sociedade, até para que as pessoas não se ponham a jeito para que as coisas corram menos bem”.
Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, na emissão especial de celebração do 25º aniversário da Rádio ELVAS, na manhã desta terça-feira, 10 de fevereiro, destacou o papel desta estação emissora enquanto a “voz” dos elvenses.
“25 anos de emissões regulares são muitos anos. Diria que são praticamente os mesmos anos que eu tenho da autarca. Também foi por essas datas que comecei esta aventura, que no fundo se traduziu naquilo que tem sido a minha vida”, começou por recordar o autarca, em conversa com António Ferreira Góis, diretor e fundador da Rádio ELVAS.
Mocinha lembrou também as dificuldades, os momentos bons e menos bons, as alegrias e as tristezas ao longo destes 25 anos: “acompanham, no fundo, a vida de todos os elvenses, do nosso concelho, e têm sido aquilo que é a expressão, em termos de voz, daquilo que vai acontecendo e que faz parte da nossa história”.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas deixou ainda um “agradecimento muito especial” a todos os colaboradores que, até então, passaram pela Rádio ELVAS. “Foram muitos. É claro que o António é o veterano, é o fio condutor, mas foram muitos aqueles que por aqui passaram e foram marcando aquilo que é a história do nosso concelho, o concelho de Elvas”, disse ainda.
Faleceu hoje, no Hospital de Portalegre, José Manuel Rebolo Ferreira, aos 74 anos. Natural de Elvas, dedicou grande parte da sua vida ao trabalho na Zona Agrária de Elvas, onde iniciou funções ainda muito jovem, com apenas 13 anos.
Conhecido pelo seu envolvimento cívico, foi presidente da Junta de Freguesia de Assunção durante cerca de duas décadas, deixando uma marca de proximidade e trabalho junto da população. José Manuel Ferreira deixa três filhos e um legado de serviço à comunidade elvense.
Conhecido pela alcunha de “Nove” que passou do seu pai, um militar que na tropa em Elvas era número nove, ficando assim conhecido.
A Rádio ELVAS endereça os sentidos pêsames à família enlutada.
As cerimónias fúnebres de José Valter Canastreiro realizam-se esta terça-feira, dia 10 de fevereiro.
Pelas 13h30, o corpo, em câmara ardente na Casa Mortuária de Campo Maior desde ontem à noite, será conduzido para o Convento da Imaculada Conceição, onde terá lugar a missa de corpo presente, às14h30. A cerimónia será presidida pelo Bispo das Forças Armadas, D. Sérgio Dinis.
O cortejo fúnebre terá o seu início pelas 15h30, com passagem pelo quartel dos Bombeiros Voluntários e pelo posto da GNR de Campo Maior, para serem prestadas homenagens. Pelas 17 horas será realizada a cremação no Complexo Funerário de Elvas.
José Valter Canastreiro, bombeiro e militar da GNR de 46 anos, perdeu a vida no passado sábado, 7 de fevereiro, no decorrer de uma missão de patrulhamento e vigilância na EN373, entre Elvas e Campo Maior, junto à Ribeira de Caia.
O desfile de Carnaval Infantil de Elvas, inicialmente previsto para sexta-feira, dia 13 de fevereiro, será antecipado para a manhã de quinta-feira, dia 12, avançou à Rádio ELVAS o vice-presidente da Câmara, Nuno Mocinha, à margem da inauguração da exposição “Carnaval sem Fronteiras”, na Casa da Cultura.
A decisão surge após a autarquia auscultar os agrupamentos escolares e associações participantes, perante as previsões meteorológicas que apontam para chuva na sexta-feira. “À data de hoje, na quinta-feira de manhã o tempo ajuda e não chove”, explicou o autarca, sublinhando o desejo de garantir que as crianças possam desfrutar do evento com segurança e alegria.
Durante a intervenção, o vice-presidente aproveitou para expressar a solidariedade do concelho para com as vítimas das recentes intempéries que assolaram o país, nomeadamente na região de Leiria. Nuno Mocinha recordou o momento difícil vivido por muitas famílias e a recente onda de apoio enviada de Elvas para o centro do país. Apesar do contexto de luto e solidariedade, a autarquia decidiu manter o programa geral do XXVIII Carnaval Internacional, seguindo o exemplo de municípios vizinhos como Badajoz, deixando a decisão final de desfilar ao critério de cada grupo participante.
A Arkus/Alto Espírito volta a ser o maior grupo a desfilar no Carnaval Internacional de Elvas. Formado por 211 pessoas, o grupo, liderado por Cláudia Brotas, dedica, desta vez, a sua participação no evento ao mar, através do tema “Alma Azul”.
“Este ano vamos até às profundezas do mar e o grupo intitula-se ‘Alma Azul’: alma porque tem a ver com o nosso grupo, que é bastante coeso, que acompanha o Carnaval já há algum tempo, mantendo sempre quase os mesmos inscritos, tanto que não conseguimos abrir inscrições exatamente por isso, porque as pessoas mantêm-se de ano para ano. Alma por isso, porque é aquilo que nos une, é aquilo que faz as pessoas estarem presentes no grupo de Carnaval. E azul porque é o mar”, justifica Cláudia Brotas.
Sendo o mar habitado por muitas espécies, o grupo, e à semelhança daquilo que já vem sendo tradição, volta a apresentar-se ao público através das mais diversas personagens. “O mar acaba por ser mágico, tem em si várias criaturas marinhas e nós vamos trazer isso cá para cima”, diz a responsável. O destaque vai, entre outros, para uma anémona, “que é muito frágil”, e um polvo, “que é aquele animal que deslumbra”.
Logo na sexta-feira, dia 13 de fevereiro, na gala coreográfica de apresentação no Coliseu, onde a Arkus/Alto Espírito aposta sempre todas as suas “fichas”, o grupo, mais que divertir, vai procurar passar uma mensagem importante ao público. “Aquilo que se vai passar no Coliseu vai ser um momento de sensibilização”, garante Cláudia Brotas. “Portugal está muito ligado ao mar e então é isso que nós queremos fazer chegar às pessoas. Estamos muito ligados ao mar, o mar é nosso, mas também é da nossa responsabilidade cuidar daquilo que é nosso. E neste momento, e dizem estudos, que em 2050 haverá mais lixo do que peixes. Então nós vamos fazer essa sensibilização no Coliseu, mostrar às pessoas que temos que proteger aquilo que é nosso”, adianta.
Os ensaios do grupo tiveram início apenas em janeiro, mas os trabalhos de preparação começaram no verão passado. A confeção dos fatos esteve a cargo de cinco costureiras, complementado com o trabalho mais focado nos pormenores, como as “quase duas mil pedrinhas” que dão outra vida aos disfarces.
Por outro lado, o grupo continua a prescindir do carro alegórico. “Nós só precisamos de um carrinho. Este ano arranjámos uma carrinha onde vamos colocar o som, onde colocamos alguns adereços relacionados com o mar, porque gostamos sempre de colocar algumas mensagens nas laterais do carro, algumas mensagens motivacionais”, revela ainda Cláudia Brotas.
Já Raquel Pirota, outra das responsáveis deste grupo de Carnaval, que garante que é “muito fácil” trabalhar com Cláudia Brotas. “Além da criatividade que tem, ela é uma pessoa muito simples e aquilo que parece muito difícil de elaborar, depois, quando se começam a fazer as coisas, não é, porque tudo flui”, assegura.
Relativamente aos ensaios, a responsável da Arkus garante que os elementos do grupo, na sua totalidade, desde o mais pequeno ao mais velho, todos conseguem acompanhar, como se as coreografias fossem fáceis. “Isso é resultado da capacidade da pessoa que está a coordenar o grupo”, remata Raquel Pirota.
A entrevista completa a Cláudia Brotas e Raquel Pirota sobre o grupo de Carnaval da Arkus/Alto Espírito para ouvir no podcast abaixo:
Faz esta terça-feira, 10 de fevereiro, 25 anos que a Rádio ELVAS iniciou a sua emissão, de forma ininterrupta, a transmitir para o Alentejo e Extremadura, bem como para todo o mundo, através da emissão online.
Estes 25 anos são celebrados hoje com uma emissão especial, durante toda a manhã, a partir da Casa da Cultura de Elvas, entre as 8 horas e o meio-dia.
A Rádio ELVAS iniciou as emissões regulares a 10 de fevereiro de 2001. Esta data coincide com o aniversário do início de emissões do extinto emissor regional de Elvas, em 1975. Atualmente, integra o grupo Alentejo em FM, do qual fazem também parte a Rádio Campo Maior e Rádio Nova Antena, em Montemor-o-Novo.
Há 25 anos, nascia a Rádio Elvas, uma emissora que se tornaria a voz de uma cidade e de uma região. Mais do que um meio de comunicação, a Rádio Elvas é um elo de ligação entre gerações, tradições e histórias que moldam a identidade local.
Ao longo deste quarto de século, a Rádio Elvas acompanhou de perto os momentos mais marcantes da cidade e da região, desde eventos culturais e desportivos até às transformações sociais e económicas. Com uma programação diversificada e um compromisso inabalável com a verdade e a proximidade, tornou-se uma referência no panorama radiofónico regional.
As comemorações dos 25 anos da Rádio Elvas são uma oportunidade para celebrar não apenas a longevidade da emissora, mas também o papel fundamental que desempenha na coesão e desenvolvimento da comunidade, numa data também muito importante para a rádio em Elvas que celebra 51 anos, desde o início das emissões do então Emissor Regional de Elvas. É um momento para homenagear todos os que contribuíram para este percurso e para renovar o compromisso com o futuro.
Parabéns, Rádio ELVAS, pelos 25 anos de dedicação e serviço público em prol da comunidade