Banda 14 de Janeiro regressa ao Carnaval Internacional de Elvas de “mão dada” com a Gota d’Arte

Os músicos da Banda 14 de Janeiro juntam-se, nesta edição do Carnaval Internacional de Elvas, à Gota d’Arte.

O convite feito à banda, tendo em conta o tema que o grupo escolheu para este Carnaval – um tema “muito popular, que vai chegar às pessoas” –, surgiu também, revela o presidente da Gota d’Arte, Luís Rosário, por se tratar de uma associação com quem têm vindo, regularmente, a trabalhar.

A verdade é que o maestro da banda, Jorge Grenho, vinha já há alguns anos a juntar-se ao grupo carnavalesco da Gota d’Arte. Desta feita, a parceria acaba por ser “mais vincada”, contando o grupo com mais elementos da filarmónica elvense.

Dizendo que é em conjunto que se consegue fazer algo “mais bonito”, Jorge Grenho lembra que a Banda 14 de Janeiro, no passado, chegou a participar no Carnaval juntamente com o grupo da Azevia, bem como a título individual. “Juntei-me depois à Gota d’Arte, creio que dois, três anos, para tocar com eles, nos anos em que a banda não foi, e este ano surge aqui uma nova versão em que vamos todos juntos levar a alegria e a música à rua”, assegura.

Com esta união da banda à associação artística, o grupo é este ano formado por cerca de 160 elementos. “Temos desde o mais pequenino, que, com nove meses, vai ter uma intervenção no Coliseu, até à volta dos 70 anos. Temos dos mais pequenos aos menos jovens, mas também isso faz sentido, essa junção de gerações e estarmos todos uns com os outros”, avança Luís Rosário.

A par da música tocada ao vivo, com os músicos a fazerem do carro alegórico o seu palco, o grupo conta também com o seu habitual “corpo de baile”. Uma vez mais, as coreografias são da responsabilidade de Margarida Rodrigues.

A Gota d’Arte tem ainda um outro papel neste Carnaval, uma vez que, um ano mais, é a associação responsável por garantir a animação do corso infantil, na sexta-feira, dia 13. Nos dois últimos anos, o desfile das crianças, devido à chuva, teve de se realizar no Coliseu. Esperando que, desta vez, o corso possa sair à rua, Luís Rosário lembra que “ninguém consegue controlar o tempo”, mas que é “muito bonito ver o desfile pelas ruas do centro histórico”. “A nossa animação está preparada para isso, pelo que será sempre uma adaptação se tivermos que fazer no Coliseu. É sempre o plano B que nós devemos ter preparado”, diz ainda o responsável.

A entrevista completa a Luís Rosário e Jorge Grenho sobre o grupo de Carnaval da Gota d’Arte e da Banda 14 de Janeiro para ouvir no podcast abaixo:

Tour da Esperança II entregou bens materiais em Porto de Mós

A ajuda solidária recolhida em Elvas, numa ação intitulada Tour da Esperança II, foi entregue em Porto de Mós para apoiar a reconstrução das habitações e infraestruturas afetadas.

As três entidades, solidárias com a população, promoveram esta ação de solidariedade destinada a apoiar os que foram afetados pela tempestade Kristin.

Partiram de Elvas cinco camiões com diverso material essencial para a recuperação das habitações danificadas, nomeadamente 10.420 telhas, 2.160 tijolos de 15, 160 blocos de cimento, 25 sacas de cimento, assim como lonas e oleados, material de limpeza, luvas de trabalho, silicones e poliuretano.

A rápida mobilização e a concretização desta ajuda, num curto espaço de tempo, só foi possível graças à solidariedade de todos os envolvidos, numa demonstração do espírito de entreajuda pelo qual os elvenses são reconhecidos, reforçando a importância da cooperação entre municípios em momentos de adversidade.

Embaixada do Japão alerta portugueses: “não usem galochas” em cheias — e explicam quando evacuar

Com Portugal sob alerta máximo devido à situação meteorológica, chegam apelos à prudência de um país habituado a lidar com catástrofes naturais. A Embaixada do Japão em Portugal partilhou nas redes sociais um conjunto de recomendações práticas dirigidas aos portugueses, baseadas na experiência japonesa com sismos, tufões, tempestades e inundações.

“Da experiência do Japão, um país de desastres naturais, queremos partilhar algumas dicas para se manter em segurança durante as tempestades e cheias. Estamos convosco”, refere a embaixada na sua mensagem, divulgada num momento em que o mau tempo continua a provocar constrangimentos em várias regiões do país.

Um dos alertas mais surpreendentes diz respeito ao calçado. Ao contrário do que muitos possam pensar, as galochas não são aconselhadas em zonas inundadas. Se a água entrar para o interior das botas, estas tornam-se pesadas e dificultam a deslocação numa situação de emergência. A recomendação japonesa é optar por ténis ou sapatilhas bem ajustados ao pé, que garantem maior estabilidade e mobilidade.

Os japoneses sublinham também a importância do nível da água. No Japão, existe uma regra clara: deve evacuar-se antes que a água atinja a altura dos joelhos. A partir desse ponto, a força da corrente torna muito difícil — e perigoso — caminhar em segurança, mesmo para um adulto. Caso a água suba rapidamente dentro de casa, a orientação é não tentar sair e procurar refúgio no piso mais alto da habitação, recorrendo à chamada “evacuação vertical”.

Outro conselho relevante aplica-se a quem tenha de atravessar zonas alagadas. Sempre que possível, deve usar-se um objeto comprido, como um cabo de vassoura ou um guarda-chuva, para sondar o terreno à frente. Durante as cheias, é frequente as tampas de esgoto saltarem e ficarem ocultas sob a água suja, criando armadilhas invisíveis e potencialmente fatais.

A embaixada deixa ainda um aviso aos condutores: bastam cerca de 30 centímetros de água em movimento para arrastar a maioria dos automóveis. Perante uma estrada inundada, a recomendação é clara — não arriscar e voltar para trás.

Num momento de condições meteorológicas adversas em Portugal, estes conselhos vindos do Japão reforçam a importância da prevenção, da calma e de decisões responsáveis para proteger vidas.

💡Dicas práticas do Japão para a sua segurança em caso de inundações⛈️

👟 O calçado ideal: Ténis, não galochas!
Pode parecer contraditório, mas evite usar galochas em zonas inundadas. Se a água entrar nas botas, estas tornam-se extremamente pesadas e dificultam a locomoção em caso de emergência. O ideal é usar ténis (sapatilhas) bem ajustados ao pé, que oferecem maior estabilidade e agilidade.

🌊 O limite do joelho: Quando é tarde demais para andar?
A regra de ouro é: evacue antes que a água chegue ao nível do joelho. Quando a água atinge essa altura, a pressão da água torna quase impossível para um adulto caminhar contra a corrente. Se o nível da água subir rapidamente acima dos joelhos enquanto estiver em casa, não tente sair; suba para o andar mais alto da casa (evacuação vertical).

🌂 Use um “terceiro pé” (Caminhar na água).
Se tiver mesmo de atravessar uma zona com água, utilize um cabo de vassoura ou um guarda-chuva para sondar o chão à sua frente. Com as cheias, as tampas dos esgotos podem saltar e ficam invisíveis sob a água suja, criando armadilhas que podem ser mortais.

🚗 Atenção aos condutores!
Lembre-se: apenas 30 cm de água em movimento podem arrastar a maioria dos automóveis. Se encontrar uma estrada inundada, não arrisque: volte atrás, não se afogue! ⛔️

Instalação de câmaras de videovigilância em Elvas ainda pode esperar dois anos

Foto arquivo de abril de 2025

O projeto de instalação de 62 câmaras de videovigilância no centro histórico de Elvas, conforme noticiámos em abril do ano passado (ver aqui), encontra-se atualmente em fase de tramitação junto da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP). Este processo, que visa reforçar a segurança na cidade, está sujeito a diversas etapas burocráticas e legais, incluindo a aprovação pela Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) e seria bastante útil nestes casos de assaltos e vandalismo que surgem na cidade Elvas, como foi o caso desta semana, segundo fonte da PSP nos revelou.

O diretor nacional da PSP já manifestou publicamente preocupações quanto à morosidade destes procedimentos, referindo que a instalação de sistemas de videovigilância pode demorar até dois anos devido à complexidade do processo e à necessidade de conciliar diferentes visões sobre a segurança e a proteção de dados pessoais.

Assim, embora o protocolo entre a Câmara Municipal de Elvas, que vai fazer o investimento, e a PSP tenha sido assinado em abril de 2025, prevendo a instalação das câmaras nas principais artérias do centro histórico e nas entradas da cidade, é expectável que a implementação efetiva do sistema de videovigilância possa prolongar-se até 2027, dependendo da celeridade dos trâmites legais e administrativos em curso.

A central de supervisão das câmaras de vídeo irá ficar em Portalegre, onde a PSP terá agentes que comunicarão os alertas aos seus colegas das divisões policiais de Elvas e Portalegre, que também tem um protocolo com a polícia para os mesmos propósitos, embora a Rádio Elvas saiba que o processo de Portalegre esteja ainda mais atrasado que o de Elvas.

Derrocada deixa em Portalegre 52 viaturas danificadas e várias ruas cortadas

A Câmara Municipal de Portalegre informou que, devido às inundações e derrocadas provocadas pela Tempestade Leonardo durante a madrugada desta quarta-feira, 5 de fevereiro, várias vias da cidade foram cortadas ao trânsito para permitir a remoção de detritos e a limpeza das ruas e estradas. Estão interditas a circulação a Avenida de Santo António, Avenida Movimento das Forças Armadas, Avenida da Liberdade, Rua Conde Jorge de Avillez, Jardim da Avenida da Liberdade, Rossio, Rua 31 de Janeiro e Rua da Mouraria. No balanço provisório do dia, foram registados danos materiais em 52 veículos automóveis e em vários edifícios, sem registo de vítimas.

A autarquia apela à população para que circule com especial prudência, respeite a sinalização temporária, utilize percursos alternativos e siga as recomendações das autoridades no local, de modo a evitar situações de risco. A situação continua a ser monitorizada pela Proteção Civil e pelos Serviços Municipais e Municipalizados, que permanecem no terreno, sendo agradecida a colaboração de todas as entidades envolvidas e da população em geral.