Morreu Manuel Condenado, esta quinta-feira, 5 de fevereiro, aos 71 anos, vítima de doença prolongada.
O antigo presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, que inclusive foi candidato nas últimas autárquicas, em outubro de 2025, era militante do PCP e professor aposentado.
Para além de presidente do Município de Vila Viçosa, entre 1997 e 2009, e posteriormente em 2013, Manuel Condenado foi também vereador na autarquia calipolense e deputado na Assembleia Municipal.
Foi ainda presidente da Assembleia Distrital de Évora, membro do Conselho Diretivo da Associação de Municípios do Distrito de Évora e membro suplente do Conselho Diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
Já se encontram a caminho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, todos os materiais que foram angariados em Elvas para apoiar as populações que foram gravemente afetadas pela depressão Kristin.
De Elvas saíram, na manhã desta quinta-feira, 5 de fevereiro, por volta das 8 horas, cinco camiões carregados com 10.420 telhas, 2.160 tijolos de 15, 160 blocos de cimento, 25 sacas de cimento, lonas e oleados, diverso material de limpeza, luvas de trabalho, silicones e poliuretano.
A ação foi desenvolvida no âmbito da campanha solidária “Tour da Esperança II”, desenvolvida pela associação Gota d’Arte, em parceria com o Município e os Bombeiros de Elvas.
A cidade de Elvas vai acolher, nos dias 5 e 6 de março, o XXII Congresso da Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal (ADHP), iniciativa que deverá reunir cerca de 700 participantes no Centro de Negócios Transfronteiriço. Seis anos depois de ter escolhido o Alentejo para a realização do seu congresso, a ADHP regressa à região, destacando a importância histórica, patrimonial e estratégica de Elvas.
A apresentação deste evento aconteceu na tarde da passada terça-feira, 3 de fevereiro, no Hotel Vila Galé Collection Palácio dos Arcos, em Oeiras, com as presenças do presidente da ADHP, Fernando Garrido; de José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo; de Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, e de Gonçalo Rebelo de Almeida, administador do Vila Galé Colletion.
Segundo o presidente da ADHP, Fernando Garrido, a escolha de Elvas reflete a missão da associação de valorizar territórios fora dos grandes centros e afirmar cidades com potencial turístico diferenciado, sublinhando o estatuto de Património Mundial como um fator distintivo. O congresso irá centrar-se em temáticas como a sustentabilidade, a valorização de recursos, a inovação e os desafios atuais da hotelaria.
Para o presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Santos, a realização do congresso em Elvas contribui para afirmar a cidade e a região como destinos qualificados para eventos de dimensão nacional e internacional, funcionando como motor de promoção turística e económica. Já o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, destacou o impacto positivo da iniciativa na atração de visitantes e na projeção do concelho, reforçando o papel de Elvas enquanto território transfronteiriço e dinâmico.
O congresso contará ainda com a presença de representantes internacionais da European Board of Hospitality Leaders e culminará com a entrega dos Prémios Xénios. O Vila Galé Collection Elvas, unidade resultante da recuperação do antigo Convento de São Paulo, será o hotel oficial do evento, reforçando a ligação entre a hotelaria, a reabilitação do património e a valorização de Elvas enquanto cidade Património Mundial.
O XXII Congresso da ADHP afirma Elvas como palco de grandes eventos e reforça o seu posicionamento enquanto cidade Património Mundial com relevância turística e económica.
A noite passada foi de “grande sobressalto” no concelho de Borba, dadas as várias inundações registadas em moradas: não só na cidade, como na aldeia da Nora.
Por outro lado, revela a Câmara Municipal de Borba, “foram sinalizados alguns pontos de risco no concelho, nomeadamente na estrada da Orada, com vários lençóis de água na estrada que liga Nora à EN4; foi sinalizado um muro em risco de queda no Barro Branco; e foi também identificado o risco de queda de um muro no Telheiro do Bosque”.
As equipas da Proteção Civil Municipal de Borba continuam, depois de uma noite de muito trabalho, para “acudir às necessidades dos munícipes”, a monitorizar os pontos mais críticos, no sentido de apoiar a população a ultrapassar esta fase mais complicada. Também uma equipa de técnicos do serviço de Ação Social do município está no terreno a dar apoio à população mais fragilizada.
O Município de Borba apela ainda à população para que “evite deslocações desnecessárias e tenha especial prudência na estrada, sobretudo devido aos grandes lençóis de água formados”.
Foi lançado, recentemente, um Manifesto pelo Futuro do Artesanato em Portugal, uma iniciativa da sociedade civil, construída a partir dos contributos de cerca de 400 artesãos e artesãs de todo o país.
Trata‑se de um documento coletivo e inédito, coordenado por um grupo independente de cinco artesãs nas áreas do têxtil, couro e cerâmica, que alia prática profissional e competências de investigação para propor medidas concretas para o futuro das artes e ofícios em Portugal. O Manifesto aborda temas como reconhecimento profissional, educação e formação, proteção social, enquadramento fiscal e visibilidade do setor.
O objetivo do Manifesto “não é mais do que dar voz aos artesãos, sistematizar problemas e apontar soluções, que passarão pela concertação e pelo trabalho conjunto entre profissionais e as entidades que já têm na sua tutela parte do setor”, assegura Ana Marta Clemente, uma das artesãs promotoras da iniciativa.
“Nós propomos que se olhe de novo para o que tem sido feito, que se analisem os procedimentos, que se analisem os textos, as estratégias e os documentos que já existem para que, em conjunto, se encontrem formas de os aplicar de uma forma mais equitativa, que se restaurem alguns documentos que estão realizados e que não foram implementados”, avança a artesã.
A publicação, em formato de petição, está online (aqui), sendo essa uma forma “de dar a conhecer o texto do manifesto, que foi o resultado de um inquérito e da contribuição de cerca de 400 artesãos do país inteiro, incluindo ilhas”.
Com a petição, procura-se agora “reunir o maior número possível de assinaturas para que, com esse consenso, com a força da comunidade alargada, se possam ter mais ferramentas para, junto das instituições, se poder implementar e avançar com algumas mudanças”.
Neste âmbito, estão previstas sessões de sensibilização e de recolha conjunta regionais”, ainda a serem agendadas. “Mas neste momento, a fase mais importante é esta de chegar ao maior número possível de pessoas”, remata Ana Marta Clemente.
Devido à força da água, assim como à lama e às pedras provenientes da Serra de São Mamede, dezenas de carros ficaram danificados, com alguns a serem mesmo arrastados, durante a madrugada desta quinta-feira, 5 de fevereiro, em Portalegre.
A passagem da tempestade Leonardo pela capital de distrito resultou em inundações, com muita lama acumulada, nas avenidas de Santo António, que se encontra intransitável, e da Liberdade, bem como na zona do rossio.
Bombeiros, serviços municipais e Proteção Civil empenham agora os seus esforços para que, através da limpeza das vias, se consiga, o mais rapidamente possível, restabelecer a normalidade na cidade.
Será inaugurado, no próximo dia 22 de fevereiro, em Campo Maior, o Circuito de Fitness Paulo Dias. Trata-se de um circuito de cerca de cinco quilómetros e meio de extensão, que contempla seis estações, com diferentes equipamentos de fitness, espalhadas pela vila.
Este é um projeto do Campo Maior Trail Runners, desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal, depois do presidente Luís Rosinha e a vereadora Paula Jangita terem dado “luz verde” à ideia. O projeto surge da “necessidade que a vila tinha de contar com uma infraestrutura desportiva ao ar livre, de prática de caminhada e corrida, com a utilização de aparelhos de fitness”.
“Esta prática é comum em várias cidades e localidades portuguesas e no estrangeiro, mas normalmente os aparelhos costumam estar todos no mesmo local, criando-se uma espécie de ginásio ao ar livre. Aqui, a nossa estratégia foi um bocadinho diferente”, assegura Carlos Pepê, um dos responsáveis do projeto e dos Campo Maior Trail Runners. O objetivo é unir a prática da corrida ou da caminhada e a utilização destes aparelhos para “um treino completo”.
Este circuito, “acessível a toda a gente, ao ar livre, aberto, sem custos e necessidade de inscrições”, está ainda a ser ultimado. “Esperemos que o tempo ajude, que haja uma abertura, para podermos fazer o resto dos trabalhos que faltam ser executados, para, a partir do dia 22, Campo Maior poder contar com esta infraestrutura”, diz o líder dos Campo Maior Trail Runners, que garante que, com esta nova aposta, será possível promover “a prática desportiva e estilos de vida saudáveis”.
Uma das estações deste circuito é inclusiva, a pensar nas pessoas portadoras de deficiência, “que se possam deslocar em cadeira de rodas”. Essa estação fica situada numa “zona junto aos prédios da Câmara Municipal de Campo Maior, os prédios amarelos, que toda a gente conhece, num bairro específico da vila”.
Esperando que as “pessoas saibam cuidar e respeitar”, Carlos Pepê garante que estes são equipamentos que poderão ser utilizados por toda a gente: “não é uma infraestrutura de elite, é uma infraestrutura para o povo”.
Carlos Pepê justifica ainda a decisão de dar o nome de Paulo Dias a este circuito: “ele é um exemplo de determinação e de superação das dificuldades que passou ao longo da vida”. “Como fisioterapeuta, mostra-nos muitas vezes como é que nós devemos continuar a acreditar em nós próprios e é com esse espírito de solidariedade, de amizade e de reconhecimento pelo percurso que o Paulo tem feito que lhe dedicamos este circuito, porque ele foi um dos primeiros promotores deste mesmo tipo de intervenção na nossa vila”, remata.
A inauguração do circuito está marcada para as 10 horas do próximo dia 22, com uma caminhada que arranca do Complexo de Piscinas Cobertas da Fonte Nova. A iniciativa é aberta à comunidade em geral.
Vila Boim está de regresso ao Carnaval Internacional de Elvas. Depois de um interregno naquilo que vinham a ser as participações no evento, o grupo, agora dinamizado pela associação Aboim Jovem, é formado por cerca de 90 pessoas, algumas delas até de fora da freguesia.
Em entrevista à Rádio ELVAS, José Santos e Francisco Batista, dois dos responsáveis do grupo, garantem que a vontade, mais que a de regressar ao Carnaval, é a de “ficar”: “o nosso desejo é fazer isto durante vários anos, esperando que corra tudo bem e que toda a gente fique animada”.
“Havia muita gente que andava já com vontade de integrar o grupo de Vila Boim, gente já tinha participado, gente nova que queria participar, na altura, quando nós ainda tínhamos o grupo carnavalesco, só que tivemos aqui uma pequena pausa. Agora, quando retornamos, as pessoas aderiram e aderiram em peso”, garantem.
Explicando que os fatos do grupo são feitos por uma costureira em Lisboa, Francisco Batista avança que o tema escolhido pelo grupo é o “Casino”, por “transmitir glamour, cor, um pouco de suspense e alegria”. “Estivemos reunidos com a costureira, que nos apresentou várias coisas, vários fatos que lá tinha, coisas que já tinham sido feitas em outros anos e que poderiam ser renovadas. Nós gostámos de um dos fatos, que tem a ver com o tema do Carnaval e ficou decidido que seria aquele fato, que é feito por medida e que contém as seguintes cores: vermelho, verde, dourado e preto”, avança um dos responsáveis.
Mas para que o grupo pudesse voltar ao Carnaval, foi necessário investir em novos instrumentos musicais. “Foi um investimento que tivemos que fazer, mas depois, a partir daí, começámos a trabalhar com a banda, começámos a fazer ensaios e as coreografias”, recorda José Santos.
A banda do grupo é coordenada por João Pão Finto, o vice-presidente da Aboim Jovem, e Fábio Carvalho, o tesoureiro. Já as coreografias são da responsabilidade de Ana Anão, Jorge Barrocas, Diana Figueira e Filipa Miguel.
Uma das grandes surpresas do grupo está reservada para a gala de apresentação no Coliseu, onde Vila Boim se apresentará com uma coreografia, em que parte da música “é criada por Inteligência Artificial”. “É algo interessante e que está muito engraçado”, assegura Francisco Batista.
A entrevista completa a José Santos e Francisco Batista sobre o grupo de Carnaval de Vila Boim para ouvir no podcast abaixo:
A passagem na Ponte do Torrão, no troço da Estrada Nacional 246 que liga as freguesias de Santa Eulália e São Vicente, já se encontra aberta à circulação pedonal e rodoviária, de acordo com a Junta de Freguesia de Santa Eulália.
Este troço esteve cortado ao trânsito, durante a noite, devido ao agravamento das condições climatéricas.
Ainda assim, a circulação continua a exigir precauções acrescidas devido à acumulação de água e detritos, não só na Nacional 246, como em várias outras estradas do concelho de Elvas: na N243-1, na ligação entre Terrugem, Vila Fernando, Barbacena e Santa Eulália; na N372, entre Vila Fernando e Elvas; na M514, no troço entre Barbacena e Elvas; no CM1130, entre Alentisca e São Vicente; e na N243, entre Santa Eulália e Campo Maior.