Skip to content

EcoCentro e novo sistema de recolha de resíduos em Campo Maior: Município tem candidatura em curso de 1,6 milhões

Na sequência da implementação do Projeto de Recolha Seletiva de Biorresíduos, e um ano após a campanha de informação e a distribuição dos contentores castanhos, devidamente identificados, aos cerca de 30 estabelecimentos aderentes do canal HORECA (hotelaria, restauração e cafetaria) de Campo Maior, foi possível desviar de aterro, no concelho, em 2025, perto de 60 toneladas de resíduos alimentares.

Com uma candidatura em curso de quase “1,6 milhões de euros” relacionado com o regime de recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos, este é um setor com grande peso no Orçamento do Município de Campo Maior em 2026, revela o presidente da Câmara, Luís Rosinha, que diz ser “importantíssima” a quantidade de resíduos alimentares que se conseguiram desviar de aterro no último ano.

“Cada vez mais a questão da separação é fundamental do ponto de vista da despesa municipal, porque nós, neste momento, passámos praticamente de 50 euros, que pagávamos por tonelada à operadora em alta, para cerca de 90 euros. É importante porque tem reflexo no orçamento, sendo que nós, Câmara Municipal, decidimos não aumentar o valor dos resíduos”, adianta o autarca. Este esforço do município, para que a “fatura não passe para os campomaiorenses”, representa cerca de “150 mil euros anuais” de despesa com o tratamento dos resíduos.

“Por enquanto conseguimos fazê-lo, porque ainda não temos uma obrigatoriedade por parte da entidade reguladora”, adianta Rosinha, que, ainda assim, alerta para o facto de que se todos não continuarem a fazer este trabalho, o município terá pela frente um processo “muito difícil”, até porque não quer vir a “honorar os munícipes”.

Por outro lado, e agradecendo aos estabelecimentos do canal HORECA que têm “participado muito corretamente nesta separação” dos biorresíduos, Luís Rosinha destaca também a separação do vidro como “outro elemento muito importante”. “Por isso mesmo também fizemos aqui o ‘Vidro com Valor’, em que é disponibilizado um contentor próprio com sistema de basculação aos estabelecimentos do Canal HORECA, para que possamos também ter o cuidado de o separar, tendo em conta que o vidro tem ainda outra característica maior, que é o próprio peso”, esclarece.

Avançando que o Município prevê a construção de um EcoCentro, para que seja feita, na vila, uma “triagem de primeira linha” aos resíduos, Luís Rosinha revela ainda que a intenção é que venha a ser implementado um novo sistema de recolha de lixo no concelho, passando, desde logo, por uma recolha porta a porta. Também será implementado, ao que tudo indica, um sistema PAYT, “em que cada um irá pagar apenas aquilo que produz”.

Compartilhe este artigo: