
O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, manifestou publicamente a sua profunda preocupação com a degradação do Castelo de Montemor-o-Novo, alertando para a necessidade urgente de obras de conservação. O autarca critica a decisão do anterior executivo de aceitar a transferência de propriedade do monumento, que pertencia ao Estado, para a autarquia, sem quaisquer contrapartidas financeiras ou garantias de intervenção.
Segundo o autarca, a situação é mais alarmante do que aquilo que se previa, com problemas graves identificados não só nas muralhas, mas também nos taludes e noutras infraestruturas de suporte. “Mais tarde ou mais cedo, algumas daquelas muralhas podem cair”, alerta Pinto de Sá, sublinhando que já existem sinais de cedência em algumas zonas. Perante este cenário, a Câmara Municipal está a agendar reuniões com o Governo e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) para delinear um plano de intervenção urgente.
Paralelamente, o futuro do Convento da Saudação, situado no interior do recinto amuralhado, enfrenta novos obstáculos após o terceiro concurso para a sua requalificação ter ficado deserto, resultando na perda do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O presidente da Câmara reitera que o projeto de recuperação do Convento é vital para o concelho, afirmando que a sua importância ultrapassa a vertente cultural, sendo uma obra essencial para o desenvolvimento de Montemor-o-Novo.















