Os preços do gás engarrafado continuam a revelar uma diferença expressiva entre Portugal e Espanha. No país vizinho, o valor da botija de butano de 12,5 quilos está atualmente fixado em cerca de 15,58 euros, um preço máximo regulado pelo Estado espanhol e revisto de dois em dois meses. Também o propano apresenta valores semelhantes, rondando os 14,60 euros por botija, beneficiando do mesmo modelo de regulação pública.
Em Portugal, onde o mercado é liberalizado, os preços são substancialmente mais elevados. As botijas de butano e propano com cerca de 13 quilos são vendidas, em média, entre os 32 e os 36 euros, podendo variar consoante a marca e a região do país. Esta diferença continua a marcar o debate em torno do custo da energia, numa altura em que o gás de botija permanece essencial para muitas famílias e atividades económicas.
Os alunos da turma PIEF participaram num workshop criativo onde aprenderam a fazer caixas flamencas. Esta atividade teve como objetivo desenvolver a coordenação motora, a motricidade fina e a criatividade, permitindo aos alunos adquirir novas competências práticas e reforçar a confiança no seu próprio trabalho.
Relacionando a música, a arte e conhecimentos em habilidades específicas, como a carpintaria e o uso de ferramentas, com a sua cultura, de forma a motivar os alunos para as aprendizagens.
Este workshop é fruto da parceria entre o programa Borba 2i, o programa Romed e o agrupamento de escolas de Borba.
A solidariedade sobe ao palco do Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, num espetáculo de revista que junta humor, música e generosidade por uma causa maior.
No próximo domingo, dia 25 de janeiro, pelas 15 horas, é apresentado ao público o espetáculo de revista “Aceita Que Dói Menos”, pelo Grupo “Velhas Gaiteiras” da Academia Sénior de Estremoz, a favor do “Lourenço, o Lutador”, criança que sofre de uma doença rara e genética.
O objetivo é que a família de Loureço, residente em São Lourenço de Mamporcão, no concelho de Estremoz, possa vir a adquirir uma viatura adaptação à sua condição de saúde.
Os bilhetes podem ser adquiridos no Posto de Turismo de Estremoz.
O juiz António Costa recebeu a revalidação da certificação World Athletics Referee Gold, o mais elevado nível de arbitragem reconhecido internacionalmente pela World Athletics, entidade máxima do atletismo mundial.
Esta distinção confirma o elevado grau de competência técnica, rigor, experiência e profissionalismo do árbitro português, integrando-o num grupo restrito de oficiais capazes de atuar e liderar a arbitragem em competições internacionais de alto nível.
A categoria Gold representa o patamar máximo da carreira de um juiz de atletismo, sendo atribuída apenas após um processo de avaliação exigente e contínuo.
Com esta revalidação, António Costa garante um novo ciclo de oito anos no painel internacional, reforçando a confiança da World Athletics no seu percurso, no desempenho consistente ao longo do tempo e no contributo para a credibilidade e excelência da arbitragem.
O Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor foi palco de uma reunião dos coordenadores das Estações Náuticas do Alentejo, em conjunto com a ADRAL e o Sines Tecnopolo, entidades parceiras deste projeto.
Os trabalhos versaram o planeamento das próximas ações de divulgação e o encontro foi também oportunidade para conhecer o território. Os participantes puderam visitar o Centro Interpretativo de Molinologia de Foros de Arrão e terminaram no miradouro panorâmico de Montargil, com vista privilegiada para a Albufeira.
Um homem, de 49 anos, suspeito de matar a tia na Vargem, no concelho de Portalegre, viu ser-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva, esta terça-feira, 20 de janeiro, depois de ouvido no Tribunal de Portalegre.
Entretanto transportado para o Hospital Prisional de São João de Deus, em Caxias, este homem foi detido pela GNR, no passado dia 14, na sequência de “uma denúncia relativa a uma ocorrência no interior de uma residência”.
Os militares, avança o Comando Territorial de Portalegre da GNR em comunicado, “dirigiram-se ao local onde verificaram que o suspeito se encontrava na posse de uma faca”.
Na sequência das diligências policiais, a GNR apurarou que o suspeito “teria provocado ferimentos na vítima, sua tia, de 77 anos, com recurso a uma faca”. O óbito acabou por ser declarado no local e o suspeito detido em flagrante delito.
O Festival de Arronches está de regresso, de 7 a 9 de agosto, naquela que será já a sua terceira edição. Esperam-se três dias de música emergente portuguesa, literatura lusófona, artes visuais e workshops. O evento quer levar programação de qualidade a um território onde a oferta continua escassa e dar a conhecer as novidades da música e cultura portuguesa.
A apresentação oficial da 3.ª edição do festival terá lugar no dia 31 de janeiro, às 16 horas, no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, e marcará a revelação das primeiras novidades e surpresas da nova edição, bem como o lançamento oficial dos bilhetes.
A sessão será complementada por uma exposição com trabalhos do artista Vasco Mota e dos Urban Sketchers Portugal, a partir das suas experiências na 2.ª edição do festival, e termina com um Porto de Honra, celebrando um projeto cultural pensado de e para a comunidade de Arronches. A iniciativa é aberta ao público.
O QUE DISTINGUE ESTE FESTIVAL
O Festival de Arronches apresenta exclusivamente projetos portugueses. É uma oportunidade única para descobrir novos músicos do país, experimentar ofícios, conhecer a gastronomia local e os habitantes de Arronches.
A programação integra música, artes visuais, literatura lusófona, workshops e mercado artesanal, utilizando múltiplos espaços emblemáticos do município: Praça de Touros, Convento da Nossa Senhora da Luz, Praça da República, Jardim do Fosso, Praça da Igreja de Esperança. Na última edição, foram três dias intensos com 12 concertos, 8 workshops, mercado e exposição — e 2026 promete elevar a fasquia.
O bilhete inclui acesso ao campismo gratuito e descontos em parceiros locais (gastronomia, alojamento e merchandising), como incentivo direto à economia regional.
IMPACTO QUE SE MEDE E SE SENTE
Os festivais em Portugal mobilizam mais de 2,5 milhões de pessoas por ano. Trazer parte deste público para o interior significa mais dormidas, maior consumo local e uma visibilidade acrescida para produtores, agentes culturais e comércio da região.
João Crespo, Presidente da Câmara Municipal de Arronches, sublinha o impacto do festival:
“O festival é sempre uma mais-valia. Não só em termos culturais – o festival não é só música e o feedback dos workshops tem sido fantástico, com inscrições lotadas no último ano – mas também a nível económico. O município trabalha para que haja economia no concelho e, nesse aspeto, tem sido uma ajuda.”
Enquanto os grandes centros urbanos se encontram cada vez mais saturados de eventos, o Alentejo continua sub-representado nos grandes circuitos culturais. O Festival de Arronches afirma-se como uma resposta concreta a esse desequilíbrio, mobilizando públicos, gerando impacto económico local e dando visibilidade a uma região com elevado potencial cultural e turístico.
Esse impacto reflete-se também no crescimento expressivo do interesse por parte da comunidade artística. Em 2025, o festival recebeu 640 candidaturas de projetos para integrarem o cartaz, um aumento significativo face às 300 candidaturas da 2.ª edição. Este crescimento sustentado confirma a relevância do festival no panorama cultural nacional e a necessidade real de espaços descentralizados de criação, programação e apresentação artística.
Mais do que um evento, o Festival de Arronches tem vindo a consolidar-se como uma plataforma de oportunidades, criando impacto direto na comunidade local, fortalecendo redes culturais e afirmando-se como um projeto em crescimento contínuo, com relevância artística, social e territorial.
ARRONCHES: CULTURA E TERRITÓRIO
O festival é uma oportunidade para conhecer Arronches, uma vila histórica com beleza natural e gastronomia autêntica.
Situada perto da fronteira com Espanha, Arronches permite mergulhar na Cascata do Pego do Inferno, visitar a ponte internacional mais pequena do mundo e descobrir pinturas rupestres milenares.
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DAS ARTES E DA CULTURA
Entidade sem fins lucrativos dedicada à promoção, democratização e descentralização da cultura em Portugal. Para além do Festival de Arronches, a Associação desenvolve outros projetos como a Livraria InCulta (literatura em língua portuguesa e promoção da leitura), a Galeria Pintar o 7 (galeria de arte contemporânea) e o podcast “És Cá um Artista” (entrevistas com artistas emergentes e profissionais que desempenham papéis cruciais na produção artística).
Fomentar a inclusão social da população imigrante no concelho de Montemor-o-Novo, através do ensino da língua portuguesa, tem sido, desde 2023, a principal missão do Projeto Karibu, fundado por Renato e Gil Chagas.
Deste então, esta associação sem fins lucrativos de apoio ao migrante tem vindo, tal como explica Renato Chagas, a apoiar a integração das novas comunidades que chegam àquele concelho do distrito de Évora. “A nossa ferramenta principal nesse esforço de integração é a própria língua. Nós ensinamos a língua portuguesa para que as pessoas possam começar a ler um bocado, a mexer-se e a capacitarem-se neste país que lhes é, na maioria das vezes, tão estranho e tão distante”, adianta.
Por outro lado, a associação tem procurado também apoiar estas pessoas a nível administrativo: “vamos às Finanças, à Segurança Social, traduzimos documentos, juramentamos que vivem aqui – que é uma coisa que fazemos permanentemente -, vamos à junta de freguesia”. “E aqui criam-se amizades, perdem-se alguns receios, ganham-se algumas coragens e aprende-se a falar. Não só se aprende a falar, como se explora muito a interculturalidade, a nossa como dada, a deles como recebida e depois, idealmente, a questão das fronteiras e do estrangeirismo qualquer dia poderá desaparecer, esperemos nós”, diz ainda Renato Chagas.
Pela associação já passaram alunos australianos, “mas a grande fatia são pessoas do subcontinente indiano, Bangladesh, Sri Lanka e Nepal. Também temos neste momento afegãos e sírios, que já vêm com outro estatuto, nomeadamente o de refugiados”, revela Gil Chagas.
Mas há também na associação imigrantes, oriundos de diferentes países europeus, com “outro poder de compra”. São pessoas “que compram terrenos, que estão a constituir nova vida aqui, na natureza. Essas pessoas têm um interesse real em aprender o português e também fazem uma parte grande dos nossos alunos”, revela o responsável. Gil Chagas explica ainda que o trabalho da associação acaba por se dividir em duas vertentes essenciais: “a da assistência social, da inclusão, e a do ensino da língua”.
Mas para além do português, na Karibu também se ensina inglês, dado que o projeto contempla uma escola de línguas. “Temos cursos de inglês como língua estrangeira, essencialmente. Por falta de procura ainda não abrimos mais nenhum curso. Temos inglês para adultos, inglês para crianças, divididos por diversos níveis de conhecimento, depende do conhecimento com que as pessoas aqui chegam”, acrescenta Gil Chagas.
Esta escola de língua é procurada, sobretudo, por adultos, “pessoas que por alguma razão tiveram uma formação que não foi suficiente para chegar à idade adulta com facilidade no inglês”. Num mundo cada vez mais globalizado, dominar o inglês é “essencial para praticamente qualquer tipo de emprego”. “Temos também uma fatia grande da comunidade brasileira, que vem aqui para aprender inglês também, mas temos muitos alunos locais, sobretudo mulheres”, remata Gil Chagas.
O Projeto Karibu tem a sua sede na Rua do Caldeirão, junto ao largo da Biblioteca Municipal Almeida Faria.
Eduardo Lagareiro e Nelinho, agentes da Divisão Policia de Elvas, vão representar a Polícia de Segurança Pública (PSP) no XLVI Campeonato Nacional Militar de Corta-Mato, que se realiza na próxima quinta-feira, 22 de janeiro de 2026. A prova reúne atletas das várias forças e serviços de segurança e das Forças Armadas, num evento que alia a vertente competitiva ao espírito de camaradagem institucional.
A nova participação de Eduardo Lagareiro e Nelinho reforça a presença da PSP nesta competição nacional, onde estarão também representadas entidades como a GNR, Exército, Marinha e Força Aérea. O Campeonato Nacional Militar de Corta-Mato é uma referência no calendário desportivo militar, promovendo a prática do atletismo e o convívio entre as diferentes instituições do Estado.
Margarida Paiva, vereadora na Câmara Municipal de Elvas, enviou à nossa redação um comunicado, onde relança uma petição pública já anteriormente criada, com vista à remoção do sombreamento na Rua da Alcamim e Rua da Feira, em Elvas, depois do incêndio de ontem:
“No dia 13 de novembro foi realizado um teste de segurança à circulação de veículos de emergência na Rua de Alcamin. Desde 27 de novembro até hoje, solicitei por várias vezes o respetivo relatório, inclusive em três reuniões de Câmara (10/12, 22/12 e 12/01), sem nunca o receber.
Ontem, infelizmente, os factos falaram mais alto. Um incêndio no início da rua confirmou aquilo que já se sabia no terreno: antes da colocação dos “panos” e dos ferros de suporte, os bombeiros conseguiam passar. Hoje é impossível. Se o incêndio tivesse ocorrido a meio da rua, poderia ter resultado numa tragédia.
Numa cidade Património Mundial da UNESCO, estes elementos não são apenas feios, são perigosos para quem ali vive. A segurança das pessoas não pode ser sacrificada em nome de opções erradas.
Tenho, apenas, um voto na Reunião de Câmara, mas a força da cidadania é maior. Apelo a todos para assinarem a petição pela retirada imediata dos “panos” e respetivos ferros de suporte. Aqui vos deixo o link (aqui).
Porque juntos somos mais fortes e a vida humana tem de vir sempre em primeiro lugar.”
Na edição desta semana do programa “Crescer com Voz”, do CLDS 5G de Elvas, procura-se sensibilizar os jovens para o impacto que o uso desregulado das tecnologias pode ter ao nível da saúde mental, das relações, da produtividade e do bem-estar.
Neste episódio, intitulado “Conect@dos”, são convidados Patrícia Sousa, psicóloga forense e da exclusão social do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), do pólo de Elvas do Centro de Respostas Integradas (CRI) do Norte Alentejano, e Rafael Franco, um jovem de 24 anos, que no decorrer do programa partilha a sua experiência, ao ter crescido nesta era digital, entre ecrãs, internet e redes sociais.
Se é verdade que a tecnologia veio revolucionar a forma como hoje as pessoas aprendem, comunicam, se relacionam e se divertem, não é menos verdade que o uso abusivo dos ecrãs está a gerar casos graves, sobretudo, entre os jovens, de dependência de smartphones e tablets.
Para que pais e educadores consigam impor alguns limites digitais aos jovens, a psicóloga aconselha: “estabelecer horários claros para o uso de ecrãs e incentivar pausas regulares; criar zonas livres de tecnologia, como durante as refeições e na hora antes de dormir para melhorar o sono; envolver os jovens na definição das regras para criar compromisso e autonomia; incentivar atividades offline, como desporto, leitura e convívio presencial; e usar ferramentas de controlo parental para segurança, mas privilegiar o diálogo”.
O episódio de “Crescer com Voz” desta semana para ouvir no podcast abaixo:
O empresário Miguel Menino de Ouro inaugurou esta quarta-feria o Miguelito’s, um novo estabelecimento situado na zona do Revoltilho, concretamente na Rua Dr. João Camoesas, Loja 7. O novo espaço vem reforçar a oferta gastronómica de uma zona da cidade que, segundo o proprietário, já carecia de um conceito deste género, focado num público diversificado e com uma oferta prática.
Em declarações sobre este novo projeto, Miguel destaca a variedade que os clientes podem encontrar: “neste novo estabelecimento vamos ter novidades com pizzas — pizzas baratas e rápidas —, dois pratos do dia e sopas”, explica, salvaguardando que a equipa está ainda em fase de afinação: “ainda não estamos a 100%, mas para lá caminhamos, mais uma semaninha”.
Para além das refeições principais, o espaço está preparado para acompanhar o ritmo do dia dos elvenses: “vamos ter pequenos-almoços e petiscos; vai ser um bom espaço, divertido”. Miguel Menino de Ouro acredita que a localização é estratégica, referindo que a zona “já estava a precisar de um estabelecimento diferente, virado para um novo público”.
Apesar desta nova aposta no Revoltilho, o empresário garante que o serviço no restaurante do Complexo de Piscinas Municipais não será abandonado: “continuamos com os grelhados na piscina, esse vai continuar a servir os nossos clientes”.
O Miguelito’s funciona de terça-feira a domingo, entre as 07h00 e as 22h00, encerrando à segunda-feira para descanso semanal. “Estamos cá à espera”, conclui o empresário.
A Associação Desportiva Ialbax competiu em “casa”, no passado sábado, dia 17 de janeiro, participando na 32.ª Corrida das Linhas de Elvas, onde obteve bons resultados individuais e coletivos: Luís Velez – 1.º Classificado Júnior; Manuel Rodrigues – 2.º Classificado Veteranos IV; Carlos Pimenta – 1.º Classificado Veteranos I; Luís Carranca – 3.º Classificado Veteranos III; Pedro Afonso – 2.º Classificado Veteranos I; Vanda Rosa Nanques – 1.ª Classificada Veteranos III e 3.ª Classificada da Geral Feminina; António Real – 2.º Classificado Veteranos VI; Fátima Pimenta – 1.ª Classificada Veteranos II e Ana Santos – 3.ª Classificada Veteranos III.
Participaram igualmente na prova os atletas Sérgio Cacheirinha, Miguel Crespo, Rui Morais, Paulo Araújo, José Russo, Cristina Canário, Marco Santos, Rui Rodrigues, Manuel Mexia, Edgar Monho, Alexandre Leal, Vanda Valente, Ana Frescata Cunha, Luís Santinhos, Alexandra Rodrigues e Andrés Perez.
Em termos coletivos, a Associação Desportiva Ialbax conquistou o 1.º lugar.
Na caminhada associada ao evento, a AD Ialbax contou com a participação de cinco elementos: Ana Paula Russo, Anabela Albernú, Nuno Albernú, Joaquim Catela e Eugénio Leitão.
Ainda no dia 17 de janeiro, Martim Pão Finto deslocou-se até à vila de Redondo para participar na 4ª Corrida Vila de Redondo, onde obteve o 2º lugar em Seniores.
Já no dia 18 de janeiro, os atletas Eduardo Lagareiro e Carlos Santos deslocaram-se à Extremadura (Espanha) para participar no XXIII Cross Don Bosco, em Puebla de la Calzada. Destaque para Eduardo Lagareiro que voltou a subir ao pódio, alcançando o 3.º lugar no escalão Master E.
A Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo recebeu ontem, terça-feira, dia 20, um encontro da Rede Intermunicipal de Bibliotecas do Alto Alentejo.
O encontro de trabalho serviu para articular projetos e atividades a desenvolver em conjunto ao longo deste ano, nos municípios aderentes e a partilha de experiências entre todos.
Ainda que já o faça com alguma regularidade, a Junta de Freguesia de São João Baptista, em Campo Maior, pretende vir a oficializar o trabalho de pequenas obras que tem vindo a realizar sempre que solicitada para o efeito.
O projeto, a que a junta irá chamar “Oficina do Mayor”, explica a presidente Anselmina Caldeirão, procura dar resposta, sobretudo, às necessidades da população idosa. Para poder usufruir desta ajuda, a franja da população abrangida pela medida só tem de se dirigir à Junta de Freguesia e preencher um formulário.
“Pode acontecer uma pessoa precisar de mudar a banheira e pôr um polibã ou montar um autoclismo”, diz Anselmina Caldeirão, que explica que é esse tipo de obras a que a junta se propõe a realizar, quando necessário. “E, às vezes, há outras situações que surgem, em que se precisa no momento e não há pessoas disponíveis para o fazer ”, acrescenta.
Considerando esta uma ajuda importante, a presidente da junta lembra que a mão de obra está cada vez mais cara e que as pensões dos idosos não são muito altas. “Daremos essa ajuda, com certeza, como tem sido feito aqui ao longo destes anos”, assegura ainda Anselmina Caldeirão.
Para o efeito, a Junta de Freguesia de São João Baptista conta com dois colaboradores aptos a realizar este tipo de trabalho.
João Loy e Emanuel Ribeiro, em representação da associação “Coisa Feita”, trazem ao Auditório São Mateus, em Elvas, na manhã desta sexta-feira, 23 de janeiro, o espetáculo “Luís de Camões – Uma Voz Escrita”.
Destinado ao público escolar, o espetáculo resulta de uma parceria com o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e a Comissão de Missão para as comemorações do 5º Centenário do Nascimento de Luís de Camões, que escolheu a associação “Coisa Feita” para esta celebração junto das escolas.
“A determinada altura, esta comissão, juntamente com a Biblioteca Nacional, ao comprar-nos um pacote de espetáculos, sabendo que nós trabalhamos há muitos anos com câmaras municipais, com bibliotecas municipais e com o ensino, deu-nos a hipótese de sermos nós a escolher dez bibliotecas”, começa por explicar o elvense João Loy. Foram então escolhidas dez bibliotecas para a apresentação deste espetáculo: “oito que trabalham há muitos anos connosco, uma por ser a minha terra e outra por ser a terra do Emanuel Ribeiro”. “A comissão acaba por oferecer, por meu intermédio, à Câmara e à Biblioteca de Elvas, este espetáculo no âmbito das comemorações dos 500 anos do Camões”, revela o ator.
Num espetáculo em que a palavra se une à música, “Luís de Camões – Uma Voz Escrita” é uma peça de “leituras encenadas”. “Uma das coisas que nos foi pedido era que nunca largássemos o texto da mão para que os alunos percebam que é através da leitura e de uma leitura correta que se pode apreciar os autores da língua portuguesa, identificá-los, apreendê-los e depois desfrutá-los. E é isso que nós fazemos”, adianta João Loy.
O espetáculos resulta de uma teatralização da leitura dos textos de Camões, por João Loy, onde a música de Emanuel Ribeiro, seja gravada, seja tocada ao vivo, tem um papel relevante. “Se a associação ‘Coisa Feita’ tem um belíssimo músico, que pode tocar ao vivo, por que não fazer aqui um desafio entre a palavra e a própria música? Portanto, umas vezes é a música que sugere a palavra, outras vezes é a própria palavra que sugere a música. É um jogo de improviso que surgiu durante os ensaios, depois passou para a parte da composição e hoje em dia, em cena, muitas das vezes é um jogo que está composto, a música está composta, mas não deixa de haver uma certa improvisação em função daquilo que a plateia também nos vai dando”, explica João Loy.
Ainda que seja um músico do rock e heavy metal, neste espetáculo, Emanuel Ribeiro, com recurso a instrumentos de hoje e outros mais antigos e “arcaicos”, como ferrinhos, xilofone e maracas, apresenta um misto de música barroca com música mais moderna. “Toco aqui uma série de instrumentos que, para uma pessoa como eu, vinda do rock e do heavy metal, não me eram estranhos, mas andava lá perto. Mas dá-se uma experiência interessante. Não colocámos limite”, garante.
“Aquilo que as palavras e as sensações que as palavras despertam em mim tentei traduzi-las em música e é entre música que temos gravada e música reproduzida ao vivo que se constrói o espetáculo”, diz ainda o músico.
Assegurando que a música ajuda os alunos a manterem-se interessados no espetáculo, João Loy não esconde que este é um espetáculo “difícil”. Sem fugir aos textos de Camões, procura-se dar a conhecer o poeta e as suas palavras, de uma forma diferente daquilo a que os alunos estão habituados.
De entrada gratuita, o espetáculo tem início marcado para as 10h30.