Universidade de Évora reforça educação ambiental como eixo estratégico para a conservação da natureza

A educação ambiental assume um papel central na estratégia do projeto Zimbral for LIFE, coordenado pela Universidade de Évora, que tem como objetivo a conservação e valorização dos zimbrais dunares que se apresentam como habitats de elevada relevância ecológica ao longo da costa portuguesa.

Financiado pelo programa LIFE da União Europeia, o projeto resulta de uma abordagem interdisciplinar que envolve os Departamentos de Biologia e de Paisagem, Ambiente e Ordenamento da Universidade de Évora, estando integrado no Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED-UÉVORA). A iniciativa conjuga investigação científica, gestão do território e intervenção junto das comunidades, reforçando o papel da Universidade enquanto agente ativo na promoção da sustentabilidade ambiental.

Assente no princípio de que a mudança de comportamentos começa nas comunidades locais, o projeto desenvolve uma forte componente de proximidade, envolvendo comunidades educativas dos concelhos de Aljezur, Vila Nova de Santo André e Vila Real de Santo António. Através destas ações, procura-se capacitar crianças e jovens como agentes de mudança, promovendo uma consciência informada sobre a importância da conservação da natureza e incentivando a disseminação desse conhecimento no seio das famílias e da comunidade.

As atividades de educação ambiental, de participação gratuita para escolas e alunos, abrangem todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao secundário. Entre as iniciativas desenvolvidas destacam-se sessões de sensibilização, aulas de campo, oficinas de ciência experimental, ateliers criativos, ações de voluntariado ambiental para controlo de espécies invasoras e plantação de espécies nativas, bem como iniciativas de formação dirigidas a docentes.

Para além do trabalho direto com os estudantes, o projeto aposta no envolvimento dos pais e encarregados de educação, ampliando o impacto das ações educativas e reforçando o papel da escola como núcleo agregador de uma cidadania ambiental ativa e informada.

Desde o seu início, em outubro de 2022, o projeto Zimbral for LIFE desenvolveu um conjunto alargado de iniciativas, das quais se destacam 39 atividades de educação ambiental com escolas públicas, envolvendo mais de 1 400 participantes, 19 ações de voluntariado, dois seminários temáticos e duas ações de formação acreditadas para docentes.

Com estas iniciativas, a Universidade de Évora contribui para uma gestão integrada e sustentável dos zimbrais dunares, promovendo o respeito pelos ecossistemas naturais e reforçando a ligação entre ciência, educação e sociedade, com impactos esperados a curto, médio e longo prazo.

Até ao final do projeto, previsto para setembro de 2028, estão programadas novas ações de formação para professores e atividades de educação ambiental em diferentes territórios, incluindo a Grande Lisboa, o Zimbral do Parque Metropolitano da Biodiv

Incêndio causa prejuízos em vivenda em Campo Maior: morador acolhido na Santa Casa da Misericórdia

Um incêndio deflagrou, durante a madrugada desta terça-feira, 20 de janeiro, numa vivenda, em Campo Maior.

O incêndio, cujo alerta foi dado às 00h10 e que foi extinto cerca de meia hora depois, causou prejuízos apenas na cozinha da habitação, sendo que arderam diversos eletrodomésticos e uma mesa.

O único morador desta vivenda, um homem de 60 anos, acabou por ser alojado temporariamente nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, até estarem reunidas as condições para regressar à sua habitação.

Foram mobilizados para a ocorrência 11 operacionais, entre Bombeiros Voluntários de Campo Maior e GNR, apoiados por cinco viaturas.

Elvas: incêndio consome habitação no Bairro de São Pedro

Um incêndio deflagrou, na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro, numa habitação no Bairro de São Pedro, em Elvas.

Quando o alerta para a ocorrência foi dado, às 9h50, a moradia em questão, tal como explica o comandante dos Bombeiros de Elvas, Paulo Moreiras, já estava “totalmente tomada pelas chamas”. “Recebemos o alerta para um incêndio numa habitação, aqui muito próxima ao nosso quartel. Em simultâneo, tínhamos mais ocorrências em curso, mas mobilizámos para o local, assim possível, os meios disponíveis”, adianta o comandante.

Chegados ao local, os operacionais verificaram uma “forte carga térmica, uma combustão bastante violenta”. Iniciado o combate às chamas, “rapidamente” os bombeiros conseguiram extinguir o incêndio.

Deste incêndio resulta uma vítima, que esteve a ser avaliada no local. “Estamos agora a tentar perceber a origem e a causa de tudo isto”, diz ainda Paulo Moreiras.

Para o teatro de operações foram mobilizados 15 operacionais, entre Bombeiros e PSP de Elvas, apoiados por sete viaturas.

Isenção de portagens na A6 e A2 para habitantes e empresas do Alentejo entra em vigor em abril

É em abril, segundo Luís Moreira Testa, deputado na Assembleia da República, eleito pelo círculo eleitoral de Portalegre, que entra em vigor a norma que isenta habitantes e empresas sediadas no Alentejo do pagamento de portagens na A6 e A2.

Proposta pelo Partido Socialista e aprovada na Assembleia da República, esta “é uma norma que tem como data de entrada em vigor o mês de abril, porque é necessário proceder a algumas parametrizações, sobretudo dos dispositivos de Via Verde, para que os habitantes e as empresas possam ter essa isenção”, explica o deputado.

“Presumo que a Via Verde e a Infraestruturas de Portugal estejam a trabalhar nessa parametrização, que será posta em vigor no mês de abril e, portanto, a partir desse mês, os habitantes e as empresas passarão a ter, nesta região, condições de igualdade face a outras regiões do país”, adianta Luís Moreira Testa.

O deputado defende que esta é uma medida importante para a competitividade das empresas sediadas na região. Por outro lado, diz que era lamentável o facto de, por exemplo, “os habitantes do distrito de Castelo Branco pudessem ter a isenção na A23 e os habitantes da região não pudessem ter a mesma benesse relativamente à A6”.

De recordar que a isenção incide sobre os troços da A6 entre o nó A2/A6/A13 e Caia, para habitantes e empresas do Alto Alentejo e Alentejo Central, e da A2 entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar, para residentes e empresas do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.

A isenção irá funcionar através da utilização de dispositivo eletrónico associado à matrícula do veículo.

Luís Rosinha “muito agradado” com a adesão dos jovens às Festas do Povo de Campo Maior

São muitos os jovens que, contrariamente ao que se pudesse pensar, vão participar, pela primeira vez, enquanto responsáveis pela enramação de algumas das ruas de Campo Maior, nas Festas do Povo.

O presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, que se mostra muito satisfeito por essa adesão dos mais novos, não tem dúvidas que o interregno de 11 anos, entre a última edição do evento e a deste ano, serviu para que os avós passassem aos netos uma mensagem sobre a importância de se fazer este evento que tanto caracteriza os campomaiorenses.  

“Esta é a alma campomaiorense, a alma do povo, e com certeza que só os mais velhos é que podem continuar a fazer passar essa mesma arte de geração em geração. Fico muito agradado e tenho a noção perfeita que existem muitos jovens em Campo Maior com muita vontade de, pela primeira vez, participarem num evento desta envergadura. Isso satisfaz-nos bastante”, assegura o autarca.

Luís Rosinha explica ainda que a Câmara Municipal apoia a organização das festas, em termos logísticos e institucionais. “A Câmara Municipal, como ditam os estatutos da própria Associação das Festas, a partir deste momento, faz parte da Associação das Festas. E só assim será possível nesta conjugação de esforços, entre a Câmara Municipal e a própria associação, mas também com todas as pessoas, porque aqui o que é importante é nós frisarmos que o cabeça da rua é uma figura importantíssima naquilo que é a gestão de toda a sua rua”, adianta o autarca.

Ao município cabe fazer chegar aos cabeça de rua “aquilo que são as infraestruturas, o papel, o arame, as madeiras e tudo aquilo que são as necessidades” daquelas que se esperam que sejam “mais de cem ruas” enramadas em Campo Maior por ocasião das Festas do Povo.

As Festas do Povo de Campo Maior, que tiveram a sua última edição em 2015, estão de regresso de 8 a 16 de agosto.

Badajoz com bandeiras a meia haste pelas vítimas do acidente ferroviário de Adamuz (Córdoba)

As bandeiras dos edifícios municipais de Badajoz e de toda a Espanha encontram-se a meia-haste desde o início desta terça-feira, assinalando o primeiro de três dias de luto nacional. A medida, decretada pelo Governo espanhol, visa honrar as vítimas do trágico acidente ferroviário ocorrido no passado domingo, 18 de janeiro, em Adamuz, na província de Córdova, que vitimou mortalmente dezenas de pessoas.

O desastre, que envolveu a colisão entre um comboio de alta velocidade da operadora Iryo e um comboio Alvia da Renfe, causou 41 mortos e mais de 150 feridos, segundo o balanço mais recente das autoridades. Em Badajoz, o gesto institucional de colocar as bandeiras a meio-mastro serve como símbolo de profunda condolência e solidariedade para com as famílias afetadas, unindo a cidade vizinha ao sentimento de pesar que atravessa todo o país.

Durante este período de luto, que se prolonga até à próxima quinta-feira, as agendas oficiais e atos institucionais foram suspensos. No local do acidente, as investigações continuam para apurar as causas exatas do descarrilamento, estando os peritos a analisar uma falha detetada numa junta dos carris. Os Reis de Espanha deslocam-se hoje a Adamuz e o Primeiro-Ministro espanhol, Pedro Sánchez, já garantiu total transparência no processo de averiguações sobre aquela que é já considerada uma das maiores catástrofes ferroviárias das últimas décadas em Espanha.

Em corrida contra o tempo, Nuno Ezequiel e Adelino Moga ultimam carros alegóricos do Carnaval de Elvas

Nuno Ezequiel e Adelino Moga

Falta menos de um mês para o arranque de mais uma edição do Carnaval Internacional de Elvas. Para o sucesso do evento, ano após ano, tem contribuído a arte única de Nuno Ezequiel, o responsável pela criação dos vários carros alegóricos que dão outra vida e cor aos corsos.

Em entrevista à Rádio ELVAS, o artista plástico recorda que faz, em 2027, 30 anos que produziu, pela primeira vez, esculturas para o Carnaval de Elvas. “Não fiz todos os anos, mas fiz na altura, em 97, 98 e 99, para o grupo de Vila Boim. Depois, houve um ano em que uma junta também me pediu para fazer um carro de Carnaval, mas acharam muito estranho um rapaz novo chegar ali a querer estragar esferovite. Nesse ano, em 24 horas, criei um carro de Carnaval com um dragão com três cabeças, que deitava fumo. Quando a equipa do senhor João Rondão chegou de manhã ficou tudo muito admirado. Então fui convidado para fazer parte dessa equipa e, desde então, tenho estado sempre, até hoje, na criação dos carros e das esculturas e na idealização”, começa por recordar.

Explicando todo o processo “complexo” inerente à criação dos carros alegóricos, durante o qual conta com a ajuda do serralheiro Adelino Moga, Nuno Ezequiel assegura que o tempo é sempre pouco para levar a cabo este trabalho. “É idealizar do nada, todos os anos, carros, esculturas, estruturas e ver a melhor forma das pessoas poderem ir seguras em cima dos carros. Tudo isto tem que ser pensado e não se faz de um momento para o outro”, garante.

Para a criação de uma escultura, explica o artista, é necessário “esculpir (blocos de esferovite), lixar, pintar e pôr estruturas de ferro por dentro para não se estragar”. “E o tempo é sempre escasso. A verdade é que todos os anos, quando chega a altura do Carnaval, aparece feito, só que os anos também vão passando e as pessoas também já se vão sentindo, às vezes, um pouco cansadas”, confessa.

Dizendo que o processo de criação dos carros seria “mais rico” realizado com mais tempo, o artista garante que acaba por ser “muito desgastante” ter de trabalhar sempre no limite. “O ideal seria iniciarmos o trabalho com muitos mais meses de antecedência. Isto iria permitir que os pormenores e que todo esse trabalho artístico fosse melhorado”. Por outro lado, o artista refere que as temáticas dos grupos de Carnaval “já se vão repetindo”, o que torna sempre o “exercício criativo mais complexo”, para que não se faça “o mesmo que já foi feito”. “Exige estar a pesquisar e a desenhar até chegar ao ponto de termos algo concreto”, acrescenta. “Qualquer das formas, é um trabalho que me satisfaz”, garante.

Nuno Ezequiel lembra ainda que os carros alegóricos nunca poderão ter uma maior dimensão que aquela que apresentam, dadas as limitações das próprias ruas do centro histórico da cidade. “O nosso trajeto, digamos assim, da cidade, limita-nos um pouco nisso: as alturas dos arcos, a largura das ruas e até a própria largura do portão do espaço onde trabalhamos nos condiciona”, remata.

Este ano, Elvas celebra já a 28ª edição do seu Carnaval Internacional. O programa oficial ainda não foi divulgado pela Câmara Municipal de Elvas, mas, como habitualmente, contará com o desfile escolar, a gala coreográfica no Coliseu, e os corsos de sábado, domingo e terça-feira, entre os dias 13 e 17 de fevereiro.