Um escritório, situado no final da Rua de Alcamim, em Elvas, ficou gravemente danificado na sequência de um incêndio que deflagrou na noite desta terça-feira. 20 de janeiro. O alerta levou à rápida mobilização dos Bombeiros Voluntários de Elvas, bem como da PSP, para o local.
As chamas destruíram grande parte do interior do escritório, consumindo computadores, equipamento informático e sobretudo documentação, incluindo dossiers e livros, que ficaram totalmente destruídos. A intervenção dos bombeiros permitiu debelar o incêndio e evitar a sua propagação a outros espaços da zona.
Este foi o segundo incêndio registado esta terça-feira no concelho, ao qual os Bombeiros Voluntários de Elvas foram chamados a intervir. As causas do fogo não são, para já, conhecidas.
A ULS Alto Alentejo formalizou a assinatura do Contrato n.º 199/2025, dando início ao processo de requalificação do Centro de Saúde de Campo Maior, um investimento estratégico que reforça a qualidade, segurança e conforto na prestação de cuidados de saúde à população.
A intervenção enquadra‑se no Projeto n.º 11324 – Submedida i1.08 do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que visa adaptar e modernizar edifícios de saúde, promovendo maior eficiência energética, melhor resposta a planos de contingência e garantindo condições superiores de acessibilidade e segurança para utentes e profissionais.
A empreitada foi adjudicada pelo valor total de 121.111,95 euros, com o prazo de execução definido de 120 dias após consignação.
Esta requalificação representa mais um passo no compromisso da ULS Alto Alentejo em melhorar infraestruturas, modernizar serviços e garantir melhores condições de saúde para toda a comunidade de Campo Maior e do distrito de Portalegre.
O Município de Vila Viçosa está a proceder à reconstrução da passagem hidráulica (ph) ao km 8+144 (berma do lado esquerdo), sentido Vila Viçosa – São Romão, devido ao aluimento parcial da berma por consequência das raízes de uma azinheira que confina com a ph ter destruído as paredes de alvenaria de xisto que suportavam as lajes estrutural da ph que servia de suporte à estrutura do pavimento da EM509.
A intervenção consistiu em proceder à escavação e prospeção da passagem hidráulica (ph), limpeza e reconstrução de ph de acordo com as fotografias em anexo, a obra tem um prazo de execução de 45 dias e estará concluída no dia 23 de janeiro do presente ano.
A equipa de técnicos da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) visitou a obra do Novo Hospital Central do Alentejo (NHCA). A comitiva foi recebida no local pelo Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), Carlos Mateus Gomes.
O encontro visou acompanhar o progresso desta infraestrutura estratégica para a região e para o Serviço Nacional de Saúde.
A visita contou com a presença de técnicos especializados na área de infraestruturas da ACSS: os engenheiros Nuno Caldeira, Pedro Lopes, Rui Bernardo e Eduardo Rodrigues, o arquiteto Luís Chastre e a arquiteta Manuela Macedo.
Durante a visita, o Carlos Mateus Gomes e os representantes da ACSS percorreram as frentes de trabalho para avaliar o cumprimento dos prazos e a articulação técnica necessária para as fases seguintes.
A presença dos responsáveis pelos serviços de instalações e equipamentos da ACSS sublinha o foco na preparação da infraestrutura para receber as valências clínicas e tecnológicas previstas.
O Novo Hospital Central do Alentejo será um marco na prestação de cuidados de saúde no sul do país, permitindo uma resposta mais diferenciada e eficiente para toda a população servida pela ULSAC.
O NERPOR – Núcleo Empresarial da Região de Portalegre e Alto Alentejo vai abrir uma Incubadora de Empresas, destinada a apoiar novos projetos empresariais, startups e empreendedores que pretendam desenvolver a sua atividade num ambiente estruturado, colaborativo e com acompanhamento especializado.
A incubação acontece nas instalações do NERPOR, através da celebração de um contrato entre a associação e a empresa incubada, garantindo o acesso a espaços de trabalho e a um conjunto alargado de serviços de apoio ao negócio.
Para além do espaço físico, as empresas incubadas passam a integrar o Gabinete de Apoio ao Empresário, beneficiando de apoio a candidaturas a fundos comunitários, desenvolvimento de parcerias, networking empresarial e participação nos eventos promovidos pelo NERPOR.
Com esta iniciativa, o NERPOR reforça o seu papel enquanto agente dinamizador do empreendedorismo e do desenvolvimento económico da região, criando condições para que novos negócios cresçam de forma sustentável no Alto Alentejo.
O Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas (MAEE) António Tomás Pires acolhe este sábadoi, dia 24 de janeiro, o workshop “Tecendo Memórias”, orientado por Cristina Flor.
A iniciativa, que decorre entre as 10 e as 16 horas, com intervalo das 13 às 14 horas, propõe uma abordagem prática e reflexiva em torno da tecelagem, enquanto saber tradicional e veículo de memória coletiva, valorizando técnicas artesanais e o património imaterial associado.
Este workshop, que se insere-se na programação cultural do museu, pretende proporcionar aos participantes uma experiência de contacto direto com práticas ancestrais, promovendo a partilha de conhecimentos e a valorização das tradições locais.
A participação está sujeita a inscrição prévia, que deverá ser efetuada através do endereço eletrónico mae@cm-elvas.pt ou do contacto telefónico 268 624 601.
A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor definiu o júri permanente da 3.ª edição dos Prémios DECO Municípios e Freguesias 2025, iniciativa que distingue políticas públicas e projetos locais que colocam os consumidores e os cidadãos no centro da ação autárquica. As candidaturas aos prémios estão a decorrer, ficando abertas até dia 31 de março de 2026. Os vencedores vão ser revelados no mês de abril, no âmbito da cerimónia oficial de entrega dos prémios.
Comum a todas as categorias, o júri permanente é composto por Helena Guerra, em representação da DECO, Maria do Rosário Palha, da Fundação Calouste Gulbenkian, Tânia Gaspar, da Animar (Rede de promoção da Cidadania e do Desenvolvimento Local), e Cláudia Monteiro, diretora da Revista s_cities. A composição do painel reflete a preocupação da DECO em assegurar uma avaliação plural e exigente, capaz de cruzar a defesa do consumidor com áreas como desenvolvimento local, sustentabilidade, coesão territorial e qualidade das políticas públicas.
A presença de Helena Guerra assegura a ligação direta à missão da DECO e ao trabalho desenvolvido junto dos consumidores. Por sua vez, Maria do Rosário Palha, da Fundação Calouste Gulbenkian, dá continuidade ao contributo iniciado na 2.ª edição dos prémios, acrescentando a perspetiva do setor fundacional e da promoção de iniciativas com impacto social e territorial. Depois de ter participado nas edições anteriores, Tânia Gaspar vai voltar a contribuir com uma leitura aprofundada sobre desenvolvimento local e dinâmicas de promoção da cidadania. Já Cláudia Monteiro, que também está de regresso ao painel, pretende conferir uma visão informada sobre cidades, território e inovação urbana, através de uma análise crítica e contextualizada das candidaturas.
Paralelamente ao júri permanente, a DECO irá constituir um júri especializado por categoria, integrando um especialista por cada uma das oito categorias dos prémios, com reconhecida experiência técnica nas respetivas secções. Este modelo permite conjugar uma visão transversal, assegurada pelo júri permanente, com uma avaliação técnica e aprofundada de cada área temática.
Criados para reconhecer iniciativas que promovem inovação, impacto e proximidade, os Prémios DECO Municípios e Freguesias afirmam-se, na sua terceira edição, como um espaço de partilha de boas práticas e de valorização do trabalho desenvolvido pelas autarquias em prol dos consumidores.
Recorde-se que as candidaturas aos Prémios DECO Municípios e Freguesias continuam abertas a Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, que podem submeter projetos, programas ou iniciativas enquadradas nas diferentes categorias de proteção do consumidor. Com novas categorias, a 3.ª edição vai premiar projetos nas áreas de “Habitação e Espaço Público”, “Bem-estar e Saúde Mental”, “Turismo”, “Políticas Verdes e Energia”, Tecnologia e Inovação”, “Educação e Juventude”, “Imigração, Inclusão e Diversidade” e “Cultura e Lazer”. Os municípios e freguesias podem candidatar-se através do site https://deco.pt/premios-deco/.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) voltou a receber técnicos de desporto e vereadores dos unicípios para uma reunião técnica, que decorreu na Sala das Bandeiras da CIMAA, e que teve como ponto focal a preparação da XXIV edição dos Jogos do Alto Alentejo.
Em conjunto, definiram as modalidades que serão praticadas e o horizonte temporal da edição deste ano, que irá iniciar-se em março e terminará em junho.
Desta reunião fez ainda parte a preparação da próxima edição do Circuito de BTT do Alto Alentejo, que terá início previsto na segunda metade de 2026, bem como um ponto de situação acerca da manutenção de relvados sintético, de forma a proporcionar melhores condições aos atletas, e ainda a inspeção aos equipamentos desportivos, em cumprimento da legislação em vigor.
O incêndio registado, na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro, numa habitação na Rua João Franco do Vale, no Bairro de São Pedro, em Elvas (ver aqui), terá sido, alegadamente, causado pelo morador, um homem de 67 anos, que acabou por ser detido pela PSP.
Segundo a Rádio ELVAS apurou no local, as origens do incêndio levantaram, desde logo, algumas suspeitas, quer à PSP, quer aos próprios bombeiros, com este indivíduo a acabar por ser detido, após a investigação levada a cabo pela polícia.
Este homem é suspeito de ter pegado fogo à casa por estar prestes a ser despejado, pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), entidade proprietária do imóvel. O despejo estava previsto para quinta-feira, dia 22 de janeiro.
O indivíduo, que terá espalhado gasolina pela habitação, acabou por sofrer ferimentos ligeiros, devido à inalação de fumos. Foi transportado ao Hospital de Santa Luzia, para observação, mas já sob detenção.
O PSD de Elvas fez-nos chegar a proposta que apresenta na próxima reunião de Câmara relacionada com modernização e acessibilidade urbana inclusiva:
“Apresentámos uma proposta para a modernização e acessibilidade urbana inclusiva. A proposta do PSD pretende tornar o nosso município mais inclusivo. O direito à mobilidade e ao acesso aos serviços públicos é uma condição essencial de cidadania plena. Quando não há acessibilidade, há exclusão. E quando há exclusão, a comunidade falha. Queremos uma cidade onde todos contam, uma cidade onde todos pertencem. Quando alguém não consegue aceder, todos perdemos, porque uma cidade justa constrói-se pensando em todos. Queremos uma cidade onde todos contam, uma cidade onde todos pertencem. É assim que vivo este mandato: livre, independente e com o coração posto em Elvas. Não sigo modas, nem ruídos, sigo a minha consciência e o respeito pelas pessoas. Enquanto tiver voz, continuarei a usá-la para tornar Elvas mais humana, mais acessível e mais justa. A política faz-se assim: com propostas, seriedade e compromisso.”
A circulação do novo autocarro urbano em regime de transporte flexível, “um projeto-piloto que visa melhorar a mobilidade no concelho de Elvas e aproximar o serviço de transporte público das reais necessidades da população”, arrancou esta segunda-feira, dia 19 de janeiro.
O novo modelo distingue-se por não ter paragens fixas, nem horários rígidos, ao longo do percurso, circulando de forma contínua dentro do circuito definido, permitindo aos utilizadores entrar e sair em qualquer ponto. Para apanhar o autocarro, basta levantar a mão e para sair é apenas necessário informar o condutor com antecedência.
O serviço inicia diariamente às 7 horas, com partida da Abegoaria Municipal, e encerra a circulação por volta das 19 horas, garantindo uma resposta eficaz às deslocações ao longo do dia.
A Câmara Municipal de Elvas apresenta agora o percurso realizado por este autocarro e os horários indicativos, que poderão “sofrer pequenas alterações em função da sua utilização”.
Até final de janeiro a utilização do autocarro é gratuita.
A educação ambiental assume um papel central na estratégia do projeto Zimbral for LIFE, coordenado pela Universidade de Évora, que tem como objetivo a conservação e valorização dos zimbrais dunares que se apresentam como habitats de elevada relevância ecológica ao longo da costa portuguesa.
Financiado pelo programa LIFE da União Europeia, o projeto resulta de uma abordagem interdisciplinar que envolve os Departamentos de Biologia e de Paisagem, Ambiente e Ordenamento da Universidade de Évora, estando integrado no Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED-UÉVORA). A iniciativa conjuga investigação científica, gestão do território e intervenção junto das comunidades, reforçando o papel da Universidade enquanto agente ativo na promoção da sustentabilidade ambiental.
Assente no princípio de que a mudança de comportamentos começa nas comunidades locais, o projeto desenvolve uma forte componente de proximidade, envolvendo comunidades educativas dos concelhos de Aljezur, Vila Nova de Santo André e Vila Real de Santo António. Através destas ações, procura-se capacitar crianças e jovens como agentes de mudança, promovendo uma consciência informada sobre a importância da conservação da natureza e incentivando a disseminação desse conhecimento no seio das famílias e da comunidade.
As atividades de educação ambiental, de participação gratuita para escolas e alunos, abrangem todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao secundário. Entre as iniciativas desenvolvidas destacam-se sessões de sensibilização, aulas de campo, oficinas de ciência experimental, ateliers criativos, ações de voluntariado ambiental para controlo de espécies invasoras e plantação de espécies nativas, bem como iniciativas de formação dirigidas a docentes.
Para além do trabalho direto com os estudantes, o projeto aposta no envolvimento dos pais e encarregados de educação, ampliando o impacto das ações educativas e reforçando o papel da escola como núcleo agregador de uma cidadania ambiental ativa e informada.
Desde o seu início, em outubro de 2022, o projeto Zimbral for LIFE desenvolveu um conjunto alargado de iniciativas, das quais se destacam 39 atividades de educação ambiental com escolas públicas, envolvendo mais de 1 400 participantes, 19 ações de voluntariado, dois seminários temáticos e duas ações de formação acreditadas para docentes.
Com estas iniciativas, a Universidade de Évora contribui para uma gestão integrada e sustentável dos zimbrais dunares, promovendo o respeito pelos ecossistemas naturais e reforçando a ligação entre ciência, educação e sociedade, com impactos esperados a curto, médio e longo prazo.
Até ao final do projeto, previsto para setembro de 2028, estão programadas novas ações de formação para professores e atividades de educação ambiental em diferentes territórios, incluindo a Grande Lisboa, o Zimbral do Parque Metropolitano da Biodiv
Um incêndio deflagrou, durante a madrugada desta terça-feira, 20 de janeiro, numa vivenda, em Campo Maior.
O incêndio, cujo alerta foi dado às 00h10 e que foi extinto cerca de meia hora depois, causou prejuízos apenas na cozinha da habitação, sendo que arderam diversos eletrodomésticos e uma mesa.
O único morador desta vivenda, um homem de 60 anos, acabou por ser alojado temporariamente nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, até estarem reunidas as condições para regressar à sua habitação.
Foram mobilizados para a ocorrência 11 operacionais, entre Bombeiros Voluntários de Campo Maior e GNR, apoiados por cinco viaturas.
Um incêndio deflagrou, na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro, numa habitação na Rua João Franco do Vale, no Bairro de São Pedro, em Elvas.
Quando o alerta para a ocorrência foi dado, às 9h50, a moradia em questão, tal como explica o comandante dos Bombeiros de Elvas, Paulo Moreiras, já estava “totalmente tomada pelas chamas”. “Recebemos o alerta para um incêndio numa habitação, aqui muito próxima ao nosso quartel. Em simultâneo, tínhamos mais ocorrências em curso, mas mobilizámos para o local, assim possível, os meios disponíveis”, adianta o comandante.
Chegados ao local, os operacionais verificaram uma “forte carga térmica, uma combustão bastante violenta”. Iniciado o combate às chamas, “rapidamente” os bombeiros conseguiram extinguir o incêndio.
Deste incêndio resulta uma vítima, que esteve a ser avaliada no local. “Estamos agora a tentar perceber a origem e a causa de tudo isto”, diz ainda Paulo Moreiras.
Para o teatro de operações foram mobilizados 15 operacionais, entre Bombeiros e PSP de Elvas, apoiados por sete viaturas.
É em abril, segundo Luís Moreira Testa, deputado na Assembleia da República, eleito pelo círculo eleitoral de Portalegre, que entra em vigor a norma que isenta habitantes e empresas sediadas no Alentejo do pagamento de portagens na A6 e A2.
Proposta pelo Partido Socialista e aprovada na Assembleia da República, esta “é uma norma que tem como data de entrada em vigor o mês de abril, porque é necessário proceder a algumas parametrizações, sobretudo dos dispositivos de Via Verde, para que os habitantes e as empresas possam ter essa isenção”, explica o deputado.
“Presumo que a Via Verde e a Infraestruturas de Portugal estejam a trabalhar nessa parametrização, que será posta em vigor no mês de abril e, portanto, a partir desse mês, os habitantes e as empresas passarão a ter, nesta região, condições de igualdade face a outras regiões do país”, adianta Luís Moreira Testa.
O deputado defende que esta é uma medida importante para a competitividade das empresas sediadas na região. Por outro lado, diz que era lamentável o facto de, por exemplo, “os habitantes do distrito de Castelo Branco pudessem ter a isenção na A23 e os habitantes da região não pudessem ter a mesma benesse relativamente à A6”.
De recordar que a isenção incide sobre os troços da A6 entre o nó A2/A6/A13 e Caia, para habitantes e empresas do Alto Alentejo e Alentejo Central, e da A2 entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar, para residentes e empresas do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.
A isenção irá funcionar através da utilização de dispositivo eletrónico associado à matrícula do veículo.
São muitos os jovens que, contrariamente ao que se pudesse pensar, vão participar, pela primeira vez, enquanto responsáveis pela enramação de algumas das ruas de Campo Maior, nas Festas do Povo.
O presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, que se mostra muito satisfeito por essa adesão dos mais novos, não tem dúvidas que o interregno de 11 anos, entre a última edição do evento e a deste ano, serviu para que os avós passassem aos netos uma mensagem sobre a importância de se fazer este evento que tanto caracteriza os campomaiorenses.
“Esta é a alma campomaiorense, a alma do povo, e com certeza que só os mais velhos é que podem continuar a fazer passar essa mesma arte de geração em geração. Fico muito agradado e tenho a noção perfeita que existem muitos jovens em Campo Maior com muita vontade de, pela primeira vez, participarem num evento desta envergadura. Isso satisfaz-nos bastante”, assegura o autarca.
Luís Rosinha explica ainda que a Câmara Municipal apoia a organização das festas, em termos logísticos e institucionais. “A Câmara Municipal, como ditam os estatutos da própria Associação das Festas, a partir deste momento, faz parte da Associação das Festas. E só assim será possível nesta conjugação de esforços, entre a Câmara Municipal e a própria associação, mas também com todas as pessoas, porque aqui o que é importante é nós frisarmos que o cabeça da rua é uma figura importantíssima naquilo que é a gestão de toda a sua rua”, adianta o autarca.
Ao município cabe fazer chegar aos cabeça de rua “aquilo que são as infraestruturas, o papel, o arame, as madeiras e tudo aquilo que são as necessidades” daquelas que se esperam que sejam “mais de cem ruas” enramadas em Campo Maior por ocasião das Festas do Povo.
As Festas do Povo de Campo Maior, que tiveram a sua última edição em 2015, estão de regresso de 8 a 16 de agosto.
As bandeiras dos edifícios municipais de Badajoz e de toda a Espanha encontram-se a meia-haste desde o início desta terça-feira, assinalando o primeiro de três dias de luto nacional. A medida, decretada pelo Governo espanhol, visa honrar as vítimas do trágico acidente ferroviário ocorrido no passado domingo, 18 de janeiro, em Adamuz, na província de Córdova, que vitimou mortalmente dezenas de pessoas.
O desastre, que envolveu a colisão entre um comboio de alta velocidade da operadora Iryo e um comboio Alvia da Renfe, causou 41 mortos e mais de 150 feridos, segundo o balanço mais recente das autoridades. Em Badajoz, o gesto institucional de colocar as bandeiras a meio-mastro serve como símbolo de profunda condolência e solidariedade para com as famílias afetadas, unindo a cidade vizinha ao sentimento de pesar que atravessa todo o país.
Durante este período de luto, que se prolonga até à próxima quinta-feira, as agendas oficiais e atos institucionais foram suspensos. No local do acidente, as investigações continuam para apurar as causas exatas do descarrilamento, estando os peritos a analisar uma falha detetada numa junta dos carris. Os Reis de Espanha deslocam-se hoje a Adamuz e o Primeiro-Ministro espanhol, Pedro Sánchez, já garantiu total transparência no processo de averiguações sobre aquela que é já considerada uma das maiores catástrofes ferroviárias das últimas décadas em Espanha.
Falta menos de um mês para o arranque de mais uma edição do Carnaval Internacional de Elvas. Para o sucesso do evento, ano após ano, tem contribuído a arte única de Nuno Ezequiel, o responsável pela criação dos vários carros alegóricos que dão outra vida e cor aos corsos.
Em entrevista à Rádio ELVAS, o artista plástico recorda que faz, em 2027, 30 anos que produziu, pela primeira vez, esculturas para o Carnaval de Elvas. “Não fiz todos os anos, mas fiz na altura, em 97, 98 e 99, para o grupo de Vila Boim. Depois, houve um ano em que uma junta também me pediu para fazer um carro de Carnaval, mas acharam muito estranho um rapaz novo chegar ali a querer estragar esferovite. Nesse ano, em 24 horas, criei um carro de Carnaval com um dragão com três cabeças, que deitava fumo. Quando a equipa do senhor João Rondão chegou de manhã ficou tudo muito admirado. Então fui convidado para fazer parte dessa equipa e, desde então, tenho estado sempre, até hoje, na criação dos carros e das esculturas e na idealização”, começa por recordar.
Explicando todo o processo “complexo” inerente à criação dos carros alegóricos, durante o qual conta com a ajuda do serralheiro Adelino Moga, Nuno Ezequiel assegura que o tempo é sempre pouco para levar a cabo este trabalho. “É idealizar do nada, todos os anos, carros, esculturas, estruturas e ver a melhor forma das pessoas poderem ir seguras em cima dos carros. Tudo isto tem que ser pensado e não se faz de um momento para o outro”, garante.
Para a criação de uma escultura, explica o artista, é necessário “esculpir (blocos de esferovite), lixar, pintar e pôr estruturas de ferro por dentro para não se estragar”. “E o tempo é sempre escasso. A verdade é que todos os anos, quando chega a altura do Carnaval, aparece feito, só que os anos também vão passando e as pessoas também já se vão sentindo, às vezes, um pouco cansadas”, confessa.
Dizendo que o processo de criação dos carros seria “mais rico” realizado com mais tempo, o artista garante que acaba por ser “muito desgastante” ter de trabalhar sempre no limite. “O ideal seria iniciarmos o trabalho com muitos mais meses de antecedência. Isto iria permitir que os pormenores e que todo esse trabalho artístico fosse melhorado”. Por outro lado, o artista refere que as temáticas dos grupos de Carnaval “já se vão repetindo”, o que torna sempre o “exercício criativo mais complexo”, para que não se faça “o mesmo que já foi feito”. “Exige estar a pesquisar e a desenhar até chegar ao ponto de termos algo concreto”, acrescenta. “Qualquer das formas, é um trabalho que me satisfaz”, garante.
Nuno Ezequiel lembra ainda que os carros alegóricos nunca poderão ter uma maior dimensão que aquela que apresentam, dadas as limitações das próprias ruas do centro histórico da cidade. “O nosso trajeto, digamos assim, da cidade, limita-nos um pouco nisso: as alturas dos arcos, a largura das ruas e até a própria largura do portão do espaço onde trabalhamos nos condiciona”, remata.
Este ano, Elvas celebra já a 28ª edição do seu Carnaval Internacional. O programa oficial ainda não foi divulgado pela Câmara Municipal de Elvas, mas, como habitualmente, contará com o desfile escolar, a gala coreográfica no Coliseu, e os corsos de sábado, domingo e terça-feira, entre os dias 13 e 17 de fevereiro.