Orçamento Municipal de Vendas Novas para 2026 prevê intervenções nas áreas da habitação e educação

O Orçamento Municipal de Vendas Novas para 2026, no valor de cerca de 17 milhões de euros, foi aprovado por maioria na reunião de Câmara de 23 de dezembro, com a abstenção do PS.

A estes 17 milhões junta-se ainda o valor do saldo de gerência, isto é o valor que não foi executado em 2025, de cerca de 3 milhões de euros, começa por explicar o presidente da Câmara, Ricardo Videira, que assegura que grande parte do orçamento “está comprometido com aquilo que são as despesas correntes e o funcionamento normal do município, que inclui os salários dos trabalhadores, a água e a energia. O que sobra divide-se em duas rubricas principais: o plano de atividades municipal e o plano plurianual de investimentos”, revela.

O plano de atividades municipal inclui “aquelas pequenas iniciativas do município e também algumas despesas que são inerentes ao próprio funcionamento e das quais é impossível fugir, como as despesas e os transportes escolares”.

Por outro lado, ao nível do plano de atividades municipal, Ricardo Videira destaca algumas “novidades importantes do ponto de vista das iniciativas deste novo executivo”: “a criação de um banco de ajudas técnicas, que é o espaço que servirá para acondicionar equipamentos de apoio à saúde como cadeiras de rodas, canadianas para alguém que precise de usar pontualmente e que nós possamos ter para emprestar, a preparação individualizada de medicamentos para idosos, ou seja, a separação por dia, por hora e por tipologia de medicamentos, para que não haja enganos nas tomas, e também um sistema de teleassistência de monitorização de idosos que se encontram instalados, sobretudo para idosos que estejam a viver sozinhos e que em caso de alguma emergência possam acionar com um mecanismo automático e terem uma própria monitorização dos seus sinais vitais à distância”.

Um valor “bastante significativo” do orçamento será alocado à requalificação de estradas, à execução de passeios, à requalificação de parques infantis, “que não se encontram em condições de utilização, e à renovação da frota e dos equipamentos que estão ao serviço dos trabalhadores no estaleiro municipal.

“Existem, depois alguns investimentos importantes na habitação, em que temos a necessidade de acelerar, por um lado, os procedimentos e, paralelamente, promover habitação a custos controlados por parte do município. Vamos tentar ainda resgatar alguns dos projetos que temos de habitação social, que não foram executados em três exercícios ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e tentar candidatá-los noutras linhas de financiamento. Temos isso como objetivo muito claro já para 2026”, adianta Ricardo Videira.

Na área da educação, a autarquia tem um “grande projeto em desenvolvimento”: a requalificação da Escola Básica nº1 e da Escola Secundária de Vendas Novas. “É um projeto que está em desenvolvimento em 2026, para executar a partir de 2027, com um horizonte temporal de qautro anos (dois anos para cada escola). Se as coisas correrem conforme prevemos, iniciando em 2027, previsivelmente poderemos estar em condições de concluir em 2030 a requalificação das escolas”, explica o presidente do município

A requalificação das escolas do concelho é uma das prioridades da autarquia, tendo em conta “o aumento gradual do número de estudantes em Vendas Novas, que decorre fundamentalmente do processo migratório, não só de origem externa, mas também de origem nacional”. “Nós temos necessidade de requalificar as escolas que foram fechadas há alguns anos na periferia da cidade e aqui destacaria a escola dos Campos da Rainha, que vai ter uma requalificação que pretendemos iniciar ainda em 2026 e também vamos iniciar os projetos de requalificação da escola de Bombel, com o objetivo de poder intervencionar a partir de 2027. Portanto, o parque escolar é um objeto de uma intervenção muito importante em 2026, para além, obviamente, daquilo que é a sua manutenção e investimentos mais recorrentes”.

Ricardo Videira diz ainda que este “é um orçamento de ambição, de reposição de funções básicas do princípio, mas também um orçamento que projeta o futuro”. “Se conseguirmos resolver, estruturalmente, a habitação em Vendas Novas e resolver, estruturalmente, o tema da educação em Vendas Novas, estaremos em condições de nos próximos anos projetar o futuro e ir mais longe em outras áreas que são também elas importantes para o futuro da nossa terra”, conclui o autarca.  

Campo Maior: Complexo de Piscinas Cobertas da Fonte Nova recebe formação de nadadores-salvadores

Um curso de nadador-salvador vai ser lecionado no Complexo de Piscinas Cobertas da Fonte Nova, em Campo Maior, a partir, previsivelmente, de fevereiro.

Com a duração de 150 horas, o curso será lecionado às sextas-feiras, entre as 18h30 e as 23h30, aos sábados, das 9 às 14 horas e entre as 15 e as 20 horas, e aos domingos entre as 9 e as 14 horas.

Os interessados em frequentar o curso devem fazer a sua pré-inscrição através do email piscinascobertas@cm-campo-maior.pt.

Município de Elvas prepara alargamento da zona industrial e intervenções em todas as escolas do concelho

Ainda que a habitação seja a grande prioridade do Município de Elvas para este mandato (ver aqui), há outras áreas em quais a autarquia pretende, até 2029, fazer fortes investimentos.

Uma delas, tal como refere o vice-presidente Nuno Mocinha, diz respeito à zona industrial da cidade: “vamos avançar com a ampliação da zona industrial de Elvas, criando novas condições para que empresas se instalem, cresçam e criem emprego”.

Assegurando que cada empresa que escolhe Elvas “é uma vitória coletiva”, Mocinha diz que cada posto de trabalho criado traduz-se em “uma família com mais segurança” ou num “jovem que não precisa de partir”. O crescimento da zona industrial “será acompanhado pela valorização do espaço urbano, pela requalificação das zonas comerciais, pela melhoria da mobilidade, da segurança e da qualidade do espaço público”.

Já na área da educação, a Câmara Municipal prevê intervir em todas as escolas do concelho. “Estamos a desenvolver projetos para intervir em todas as escolas do nosso concelho, sem exceção, do pré-escolar ao ensino superior”, assegura o vice-presidente do Município de Elvas, que garante que o objetivo é ter-se “escolas mais modernas, mais seguras, mais inclusivas e mais preparadas para os desafios do presente e do futuro”.

Quanto ao Hospital de Santa Luzia, o autarca diz que não se pode aceitar o seu “esvaziamento”, a perda de especialidades e a saída de profissionais, lembrando que este não é apenas um mero edifício, mas um “pilar essencial da dignidade de quem aqui vive”. “Continuaremos firmes, exigentes e determinados na defesa de um hospital com respostas, com médicos, com enfermeiros e com serviços de qualidade”, garante.

Por outro lado, Mocinha realça que afirmar a força económica de Elvas, tendo em conta a sua localização estratégica, é outra das prioridades do município. “Estamos na fronteira, somos porta de entrada, ponto de ligação entre territórios, mercados e pessoas. Essa posição é uma oportunidade que estamos a transformar em estratégia, para atrair investimento, criar emprego, reforçar a competitividade e projetar Elvas como um território de oportunidades capaz de crescer sem perder a sua identidade. Ao mesmo tempo, continuamos a investir na ação social, no apoio às associações, nas freguesias rurais, no ambiente e na eficiência energética”, adianta.

Relativamente ao património, Nuno Mocinha recorda o investimento que a autarquia tem vindo a fazer, entre outros, na reabilitação do Aqueduto da Amoreira. “Estamos a investir fortemente na recuperação e valorização do nosso património histórico e arquitetónico. É disso o exemplo a reabilitação do aqueduto da Amoreira, a valorização de espaços históricos, a criação de novos equipamentos culturais e museológicos. São investimentos que ligam gerações, que educam, que potenciam o turismo e reforçam o orgulho em sermos elvenses”, remata.

Colisão de comboios provoca pelo menos 39 mortos em Córdoba

Pelo menos 39 pessoas morreram e centenas ficaram feridas, 24 em estado grave e cinco muito graves, na sequência do descarrilamento de dois comboios de alta velocidade na zona de Adamuz, na província de Córdova, de acordo com a Rádio Cadena SER. As autoridades ativaram todos os hospitais da província, incluindo os de gestão privada, para prestar assistência às vítimas.

O acidente ocorreu cerca das 19h45 de domingo (hora de Madrid) quando os últimos vagões de um comboio da Iryo, que seguia de Málaga para Madrid, descarrilaram e invadiram a via contrária. Nesse momento circulava nessa linha um comboio Alvia, que fazia o percurso Madrid–Huelva. Com o impacto, os dois primeiros vagões deste comboio foram projetados e caíram por um talude de vários metros. Até ao momento, contabilizam-se 39 mortos, cinco feridos muito graves, 24 feridos graves e 123 feridos de menor gravidade, que não necessitaram de hospitalização.

Os trabalhos de resgate prolongaram-se durante toda a noite, na tentativa de localizar eventuais pessoas presas nos comboios sinistrados, embora as autoridades não tenham avançado um número de desaparecidos. A circulação ferroviária entre Madrid e a Andaluzia permanece interrompida e deverá manter-se assim pelo menos durante toda esta segunda-feira, dia 19 de janeiro.

As empresas ferroviárias disponibilizaram um número para apoio aos familiares das vítimas, tendo sido igualmente ativados três pontos de apoio psicológico em Madrid, Huelva e Córdova. No local foi instalado um Hospital de Campanha, com profissionais de toda a Andaluzia, Extremadura e Castela, estando no terreno bombeiros de toda a Andaluzia e uma unidade especial do Exército.

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, classificou o impacto como “terrível” e considerou o acidente “muito estranho”, por ter ocorrido numa reta, num troço recentemente renovado e envolvendo um comboio moderno. Já o presidente da Junta da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla, previu uma “noite muito complicada” para as operações de socorro, admitindo que o número de vítimas mortais possa ainda aumentar.

Segundo as primeiras informações, viajavam cerca de 300 pessoas no comboio da Iryo e 186 no Alvia, entre passageiros e trabalhadores, das duas primeiras carruagens, as mais afetadas pelo impacto, havia 56 passageiros. O chefe do Governo espanhol Pedro Sánchez expressou, numa mensagem na rede social X, as suas condolências às famílias e amigos das vítimas, sublinhando que “todo o país está convosco neste momento tão difícil”.

Para dar resposta à emergência, foi mobilizado pessoal de saúde de toda a província de Córdoba, mantendo todos os blocos operatórios disponíveis em funcionamento. A rede de centros de transfusão procedeu ainda à redistribuição de sangue para Córdova e Jaén, tendo sido pré-avisados o Hospital de Andújar e o Hospital Universitário Virgen del Rocío, para eventual transferência de doentes.

A Conselharia de Justiça, Administração Local e Função Pública da Junta da Andaluzia ativou o Plano de Atuação Territorial médico-forense do Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses, mobilizando 32 profissionais, entre os quais 16 médicos-legistas, quatro psicólogos e dois assistentes sociais. Equipas de Sevilha e Granada foram igualmente colocadas em alerta para apoiar os procedimentos de remoção, identificação e autópsia, face à gravidade excecional do acidente ocorrido em Adamuz.