Badajoz volta a ganhar destaque no panorama do futebol espanhol com a ascensão de Julián López de Lerma, técnico natural da cidade, que está apontado como o próximo treinador do Real Madrid Castilla. A mudança surge na sequência da promoção de Álvaro Arbeloa à equipa principal dos merengues, após a saída de Xabi Alonso, obrigando o clube a reorganizar a liderança da sua equipa B.
Com 38 anos, López de Lerma construiu um percurso sólido nos escalões de formação, primeiro no Espanyol e, mais recentemente, no Real Madrid, onde se destacou ao serviço do Juvenil A. O seu trabalho, assente no rigor tático e no desenvolvimento de jovens talentos, terá convencido a direção madrilena a confiar-lhe o comando do Castilla, um passo decisivo numa carreira em clara ascensão.
Curiosamente, um dos momentos simbólicos do seu percurso recente foi a deslocação da equipa à sua cidade natal, Badajoz, para um jogo realizado em novembro passado — um regresso às origens que agora poderá anteceder a maior oportunidade da sua carreira nos bancos.
Uma colisão entre dois veículos ligeiros ocorreu esta tarde na Estrada Nacional 371, no troço que liga Arronches a Degolados, no concelho de Campo Maior.
De acordo com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, o acidente resultou em cinco feridos ligeiros, que foram encaminhados para o Hospital de Portalegre. O alerta foi registado às 14h32, tendo sido mobilizados para o local 16 operacionais, apoiados por oito viaturas.
A Associação Desportiva IALBAX teve mais um fim de semana desportivo repleto de atividade, com atletas presentes em várias provas nacionais e internacionais.
No dia 10 de janeiro, o atleta Eduardo Lagareiro deslocou-se até Talavera, em Espanha, para participar na 8.ª San Silvestre Talaverana, onde alcançou um brilhante 1.º lugar no escalão Master E.
No dia 11 de janeiro, a AD IALBAX marcou presença na corrida “Viana a Par de Alvito”, com o atleta Carlos Pimenta.
No mesmo dia, mas em diferentes paragens, foi em Portalegre que se concentrou o maior número de atletas da associação, que participaram no Trilho dos Reis. Na distância de 48 klm participaram Ana Duarte e Daniel Zerpa. Nos 31 klm correram Cristina Canário, Manuel Mexia, Bernardo Dias, Jorge Chaves e Carlos Carola. Já nos 18 klm foi a vez de Alexandra Rodrigues, Alexandre Leal, Ana Santos, Edgar Monho, Fátima Pimenta, José Russo, Luís Carranca, Luís Velez, Marco Santos, Nuno Veiga, Pedro Afonso, Sérgio Cacheirinha e Vanda Valente entrarem em prova. Destaque ainda para o atleta Luís Velez, que no escalão júnior alcançou o 1.º lugar da classificação.
Coletivamente, na distância dos 18 km, a AD IALBAX classificou-se em 3.º lugar por equipas, reforçando o excelente desempenho do clube neste fim de semana competitivo.
Os alunos do Colégio Luso-Britânico de Elvas estiveram ontem, terça-feira, dia 13, no salão nobre dos Paços do Concelho, para cantar as janeiras ao executivo.
As crianças, cerca de três dezenas, foram recebidas pelo vereador da Câmara Municipal de Elvas, Sérgio Ventura e do Chefe de Gabinete Cláudio Monteiro, que agradeceu esta bonita iniciativa e o trabalho desenvolvido pelas professoras e educadoras neste âmbito
Os técnicos de turismo dos Municípios do Alto Alentejo e a Entidade Regional de Turismo marcaram presença ontem, dia 13 de janeiro, no auditório da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), onde decorreu a apresentação de uma formação na área do Birdwatching, um dos 13 produtos turísticos que se consideram prioritários no Alto Alentejo.
Destinada aos técnicos dos Municípios e aos demais agentes turísticos do território, esta formação está inserida no Programa Formação +Próxima e tem como objetivos: a divulgação do birdwatching no Alto Alentejo, disponibilizar conhecimentos atualizados sobre os melhores roteiros para observação de aves neste território específico, capacitar os profissionais de turismo nesta atividade, acrescentar valor aos percursos pedestres já existentes, promover a diversificação da oferta de turismo de natureza e, por último, sensibilizar para um turismo de natureza sustentável.
Nesta sessão de apresentação, os presentes ficaram a conhecer os principais temas e ainda o programa da formação, que contará com um modelo misto, entre online e presencial, com saídas de campo.
O Centro Artístico Elvense (CAE), a mais antiga coletividade do concelho de Elvas em atividade, celebra o seu 148º aniversário nesta quarta-feira, feriado municipal de 14 de janeiro.
A comemoração de mais um ano de vida do popular “Grémio” aconteceu ao início da tarde no Salão Vladimiro Lascas “Pepone”, da sede da associação.
Em nome do CAE falou o presidente da Assembleia Geral, Camilo Santos, que referiu o facto de estarem agendadas para 24 de janeiro eleições para os órgãos sociais da coletividade, face à recente renúncia da Direção Administrativa líderada por Gil Dores.
Na sua intervenção, o dirigente associativo desejou um rápido restabelecimento ao presidente da Câmara Municipal, comendador José Rondão Almeida.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, destacou a disponibilidade para continuar a apoiar o Centro Artístico Elvense no que estiver ao alcance da autarquia.
Foram entregues lembranças do Município e da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova à coletividade aniversariante, num momento de convívio que contou com a presença do sócio número 1 do “Grémio”, Aristides Chinita.
O coronel Nuno Duarte, diretor do Museu Militar de Elvas, recordou esta quarta-feira, 14 de janeiro, em feriado municipal, a história da Batalha das Linhas de Elvas, no decorrer da cerimónia militar do 367º aniversário daquele que foi um dos “momentos mais marcantes da história de Portugal”.
Para além disto, o coronel garantiu que Portugal, e apesar da sua dimensão, “orgulha-se de possuir um exército moderno, profissional e motivado, que honra e cumpre com os seus compromissos internacionais e se faz presente em missões humanitárias e de paz, sob a égide das Nações Unidas, da NATO e da União Europeia”.
Para Nuno Duarte, “o que é verdadeiramente determinante não são os equipamentos ou os povos que servem nas fileiras: são os homens e as mulheres feitos da mesma estirpe, da mesma fibra moral dos heróis das Linhas de Elvas. É essa resiliência inquebrável, essa determinação, esse espírito de sacrifício e essa lealdade incondicional que nos define como nação”.
“Emanados dessa vontade férrea, hoje, aqui em Elvas, onde a história foi escrita com sangue e glória, podemos garantir solenemente que o Exército continuará sempre, em todas as circunstâncias, a servir o povo português e a dignificar Portugal”, disse, ao concluir o seu discurso.
O discurso completo de Nuno Duarte para ouvir no podcast abaixo:
Foi a descrever a Batalha das Linhas de Elvas como “um dos momentos mais decisivos da história de Portugal” que o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, iniciou, esta quarta-feira, 14 de janeiro, o seu discurso nas comemorações do feriado municipal, na Praça da República.
Em representação do presidente Rondão Almeida, que não esteve presente por se encontrar a recuperar de um problema de saúde, Mocinha lembrou que este é, acima de tudo, um dia de “memória e de compromisso”, não sendo, por outro lado, “apenas mais uma cerimónia no calendário”. “Foi aqui, nestes campos que nos rodeiam, que homens simples, mas movidos por uma coragem extraordinária, defenderam a liberdade, a independência e o futuro de um país inteiro”, dizia a todos que se encontravam na Praça da República a assistir à cerimónia.
Ao longo do discurso, o autarca procurou, não só recordar o passado, mas dar conta daquilo que é o compromisso da Câmara Municipal de Elvas para com o futuro. “As batalhas de hoje são diferentes. Não se travam com armas, mas com decisões. Não se vencem com canhões, mas com visão, trabalho e união. São batalhas pela dignidade, pela justiça social, pelo direito a viver melhor na nossa terra”, garantia.
Nesse sentido, Mocinha destacou a grande prioridade do Município de Elvas, para este mandato: a habitação. “A habitação é hoje uma das maiores angústias das famílias, dos jovens, dos idosos, de quem trabalha e quer viver com dignidade em Elvas. E por isso assumimos um compromisso claro e inequívoco. Ninguém deve ser afastado da sua terra por não conseguir ter uma casa. Estamos a realizar um investimento superior a 30 milhões de euros em habitação, o maior de sempre no nosso concelho: habitação no centro histórico, reabilitação de edifícios devolutos, novos fogos com renda acessível, novos loteamentos nas freguesias rurais”.
O vice-presidente da Câmara de Elvas garantiu ainda que “este não é apenas um investimento em betão e paredes”, mas sim “em pessoas, em famílias e no futuro”. “Queremos que os nossos jovens aqui fiquem, que regressem os que um dia foram tentar a sua sorte noutros lugares, que aqui construam a sua vida. Queremos que os nossos idosos vivam em conforto e segurança. Queremos uma cidade viva, habitada e humana”, rematou.
A vice-presidente da Câmara Municipal de Borba, Helena Caldeira, marcou presença na apresentação do projeto “MARMOSAICO: Escola de Futuro”, desenvolvida pelo Centro de Estudos de Cultura, História, Artes e Património (CECHAP).
A MARMOSAICO assume-se como uma iniciativa de inovação social orientada para a inclusão, capacitação e valorização de cidadãos em situação de vulnerabilidade.
O seminário decorreu na passada segunda-feira, dia 12 de janeiro, no Cineteatro Florbela Espanca, em Vila Viçosa, e contou com um painel de oradores especialistas e convidados, ligados às áreas das políticas de apoio, integração e inovação social virada para o desenvolvimento de ecossistema.
Aproveitando a importância do mármore na região, o projeto MARMOSAICO visa reforçar a colaboração entre os diversos setores e potenciar o desenvolvimento sustentável da indústria cultural.
O projeto enquadra-se no programa Portugal Inovação Social, promovendo respostas inovadoras a desafios sociais, com impacto nas comunidades locais e nos territórios ligados à cultura do mármore.
É neste dia tão importante para Elvas, de celebração do feriado municipal e dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, que chegam à cidade dois novos padres.
O padre Ricardo Lameira, que apela à população para que contribua para a boa integração destes dois jovens párocos, de 25 anos, revela que será ele quem os receberá no aeroporto. “Eles vão estar na nossa diocese cinco anos e, pelo menos durante cinco anos, teremos que os proteger e acolher”, começa por dizer.
“Eu não quero que eles sejam tratados como eu fui, nos meus primeiros anos de padre. Os primeiros anos de padre marcam a vida inteira. Eu quero que eles levem a alegria do sacerdócio e o sonho para a vida inteira. Eu, ao fim de uma semana, já os tinha perdido por muitas coisas e, infelizmente, por muitas guerrilhas de cristãos e de padres. Estes miúdos não vão passar por isto”, garante Ricardo Lameira, assegurando que poderá até vir a deixar Elvas, para que isso aconteça, caso seja necessário. “É um dos projetos que está em cima da minha secretária, porque o importante é o bem da Igreja, não é o meu bem”, acrescenta.
Todas as mudanças na Igreja, em Elvas, na sequência da chegada destes dois novos padres, diz ainda o pároco, serão anunciadas em fevereiro. “Chegando eles dia 14, temos 15 dias para, com eles, irmos preparando o ano. Sendo vigários paroquiais e canonicamente dependentes do pároco, na decisão e na opinião, têm os mesmos direitos que o pároco. Não são fazedores daquilo que eu mando. São irmãos que partilham, com a sua juventude, aquilo que eu, pela minha velhice, já não tenho capacidades”, remata.
A Praça da República de Elvas foi, ao final da manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro, o palco do momento alto das comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas.
A cerimónia iniciou-se com a intervenção do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, que para além da homenagem feita aos heróis de 14 de janeiro 1659, destacou as batalhas de hoje e do futuro para o concelho. Habitação, saúde, criação de emprego e educação foram os principais vetores enunciados por Nuno Mocinha, em representação do presidente da Câmara, comendador José Rondão Almeida, ausente por motivo de doença
Seguiu-se a incorporação das forças militares e militarizadas na parada da Praça da República. Dela fizeram parte a Banda Sinfónica do Exército, Regimento de Cavalaria nº 3 de Estremoz, Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana a pé e a cavalo, Bombeiros Voluntários de Elvas e a estrutura local da Cruz Vermelha Portuguesa.
O contingente, que desfilou depois pela Rua da Cadeia, contou ainda com viaturas militares do Regime de Cavalaria de Estremoz e veículos pertencentes ao espólio do Museu Militar de Elvas.
A última parte da cerimónia foi preenchida com as intervenções das autoridades militares, a cargo do diretor do Museu Militar, Coronel Nuno Duarte, e do diretor de História e Cultura do Exército, Major-General António Cavaleiro. O primeiro fez uma evocação histórica dos antecedentes e consequências da Batalha das Linhas de Elvas e o segundo deixou a garantia de reforço da importância do Museu Militar no contexto nacional.
Seguiu-se, já na Rua da Cadeia, o habitual desfile das forças em parada.
Ainda que a organização das Festas do Povo de Campo Maior espere a visita de meio milhão de pessoas à vila, entre os dias 8 e 16 de agosto, o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo acredita que o certame receberá mais público que na sua última edição, realizada em 2015.
Atualmente, garante José Manuel Santos, “há mais pessoas a viajar para Portugal, há mais pessoas a viajar para o Alentejo e estamos muito mais abertos ao mercado de Espanha do que estávamos há 11 anos”.
Por outro lado, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo assegura que as Festas do Povo, no ano em que se realizam, são “o maior cartaz turístico do Alentejo” e dos “maiores de Portugal” e que, por isso, “não se podem realizar todos os anos”. “Nós agora falamos sempre em turismo transformador, turismo regenerador, turismo com as populações e dificilmente encontramos em Portugal um evento que tenha esta ligação tão forte às comunidades e ao povo. É um evento que brota da força, da consciência, do carinho, da autenticidade de Campo Maior. É um evento que nasce das pessoas. E eu creio que hoje, no turismo, há uma maior sensibilidade do público para este tipo de dimensões do turismo”, acrescenta.
Realizando-se em época alta, o evento vai acabar por colocar “ainda mais pressão” sobre a hotelaria, a restauração e o alojamento. Dizendo que este é um evento que vai “extravasar os limites do Alentejo”, José Manuel Santos não tem dúvidas de que, de alguma forma, as Festas do Povo vão chegar a Évora, Portalegre, a Espanha e, “provavelmente”, a Lisboa.
E uma vez que se pretende que este venha a ser um evento ibérico, será apresentado em Madrid, na FITUR, “uma das grandes feiras de turismo da Europa”, que arranca já no próximo dia 21 de janeiro. “Nós vamos ter, no stand do Turismo de Portugal, um vídeo a promover as Festas do Povo de Campo Maior e, na nossa área, no nosso stand do Alentejo, vamos ter em destaque as Festas do Povo. Vamos ter também uma apresentação, no dia 24, com a Associação das Festas do Povo, para a imprensa e para o público de Espanha”, revela ainda o responsável.
De recordar que a contagem decrescente para o arranque das Festas do Povo começou no passado domingo, com uma cerimónia que teve lugar no Centro Cultural da vila (ver aqui).
O episódio desta quarta-feira, 14 de janeiro, do programa “Crescer com Voz”, do CLDS 5G de Elvas, é dedicado à intervenção nas escolas com crianças e jovens diabéticos, com a enfermeira Maria José Pestana, da UCCElvas.com, a equipa de cuidados na comunidade do Centro de Saúde de Elvas.
A boa gestão da diabetes assenta em três eixos fundamentais: administração de insulina, alimentação e atividade física. Na escola, a gestão da doença e o compromisso de todos os intervenientes são cruciais para a minimização do impacto da Diabetes Tipo 1 no desempenho escolar dos alunos.
Neste âmbito, à Equipa de Saúde Escolar é atribuída a responsabilidade de capacitar os profissionais, designados pelos diretores dos Agrupamentos de Escolas, para o acompanhamento da criança ou jovem e elaborar, monitorizar e avaliar o Plano de Saúde Individual.
O programa “Crescer com Voz” desta semana para ouvir no podcast abaixo:
Na manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro, no âmbito das comemorações do feriado municipal de Elvas, e após o içar das Bandeiras, nos Paços do Concelho, realizou-se a tradicional romagem ao Padrão Comemorativo da Batalha das Linhas de Elvas e a cerimónia de homenagem aos mortos, no Sítio dos Murtais.
Para além da habitual deposição de flores, por parte das mais diversas entidades, o capelão do Exército, Coronel Leonel Marques de Castro, através de uma prece, procurou honrar a memória daqueles que perderam a vida nesta batalha.
De seguida, e já no Convento de São Francisco, junto ao cemitério de Elvas, foi prestada homenagem ao General André de Albuquerque Riba-Fria, o grande herói da Batalha das Linhas de Elvas.
Elvas celebra esta quarta-feira, 14 de janeiro, um dos momentos mais emblemáticos da sua história: a Batalha das Linhas de Elvas, travada há precisamente 367 anos e que garantiu a liberdade e a soberania de Portugal.
Dando conta que o feito de 1659 só é comemorado, desde o primeiro momento, em Elvas, o historiador elvense e cronista oficial da cidade, Rui Jesuíno, lembra que esta foi a principal batalha da Guerra da Restauração. “Mesmo só sendo feriado municipal, como é óbvio, a partir do século XX, não houve um ano em que, em Elvas, não houvesse comemorações, desde religiosas a outras”, assegura.
“Esta batalha advém de algo que correu mal: a tentativa de conquista falhada de Badajoz, pensada por João Mendes de Vasconcelos. Há depois uma fuga de todos aqueles que estavam em Badajoz para Elvas e um exército castelhano que vem socorrer Badajoz e que acaba por cercar a cidade de Elvas”, recorda o historiador.
A cidade esteve cercada desde outubro de 1658 até 14 de janeiro de 1659, “até que depois veio o exército de socorro português, vindo de Lisboa, e especialmente depois ali de Estremoz e Vila Viçosa, formado por muitos alentejanos, que veio socorrer a cidade”, avança Rui Jesuíno
Abertas as linhas, é travada a batalha no dia 14, “que só terminou na manhã de dia 15”. É precisamente no dia 15 que acaba por falecer “o grande herói da batalha”, André de Albuquerque Riba-Fria, “num ataque a um fortim que existia onde está hoje o Forte da Graça”.
A verdade é que travar o exército castelhano, em Elvas, era essencial para que não pudesse chegar a Lisboa. “Como diziam muitos reis castelhanos, ao longo da história, para conquistar Portugal era necessário conquistar Elvas, porque de Elvas a Lisboa era um passeio. E, se pensarmos bem, assim era, porque não há nenhum acidente orográfico, não há nenhuma serra, nem nenhum grande rio até ao Tejo. Portanto, era aqui que era necessário travar o exército castelhano e assim se fez, felizmente, no dia 14 de janeiro de 1659, e ainda bem que mais um ano estamos a festejar esta grande vitória”, remata Rui Jesuíno.
Elvas está a celebrar esta quarta-feira, 14 de janeiro, em feriado municipal, os 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, confronto que, travado em 1659, ditou e garantiu a liberdade e a soberania de Portugal.
Como habitualmente, o programa das comemorações arrancou com o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, ao som do Hino Nacional, interpretado pela Banda 14 de Janeiro.
Neste momento do içar das bandeiras marcaram presença o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, os vereadores Hermenegildo Rodrigues, Sérgio Ventura e Margarida Paiva, a presidente da Assembleia Municipal, Graça Luna Pais, e o chefe de gabinete, Cláudio Monteiro.
O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, não esteve presente nestas cerimónias, por estar ainda a recuperar de um problema de saúde.
Assegurando que o momento alto das comemorações deste dia é a cerimónia militar, Nuno Mocinha, recordou que é com o içar da bandeira que se inicia sempre este dia de celebrações na cidade. “Na praça, teremos, digamos assim, um dos momentos altos, porque é a cerimónia militar e que, como nós sabemos, aquilo que comemoramos é uma batalha, ou seja, é a passagem por essa batalha e a forma como os elvenses conseguiram, no fundo, assegurar a nossa independência e chegarmos aos dias de hoje como portugueses. Daí ser um dia especial não só para Elvas, mas também para Portugal”, disse o autarca à nossa reportagem.
Os 148 anos de fundação do Centro Artístico Elvense, o popular “Grémio”, são celebrados neste feriado municipal de 14 de janeiro, com um beberete, destinado a sócios e convidados, a partir das 15 horas, depois de hasteada a bandeira da coletividade, ao som do hino da Banda 14 de Janeiro.
Este aniversário é celebrado numa altura em que a coletividade está sem direção, depois de Gil Dores ter decidido, no final de dezembro, a par de outros dois membros dos corpos sociais, apresentar a sua demissão do cargo (ver aqui).
Ainda assim, o presidente da Assembleia-Geral da coletividade garante que as comemorações realizam-se exatamente da mesma forma. “Vamos fazer tudo igual. As pessoas saem, mas a sociedade continua. As pessoas abandonaram o barco, quiseram-se ir embora e ali ninguém é preso por ninguém”, diz Camilo Santos. “Eu costumo dizer que as pessoas passam, mas a sociedade continua. Em 148 anos já passou por lá muita gente e a sociedade nunca fechou a porta. E não vai fechar, pelo menos enquanto eu puder”, acrescenta.
Com vista à eleição de uma nova direção, está já marcada uma Assembleia-Geral para o próximo dia 24. Não avançando com nomes, Camilo Santos assegura que há já pessoas que demonstraram o seu interesse em assumir a liderança da coletividade. “Mas mesmo que não se forme a direção no dia 24, todos os projetos que a sociedade tinha em mãos seguirão para a frente. Continua-se a fazer tudo, inclusivamente, eu até agora tive uma reunião com uns senhores do cinema, para fazerem lá três demonstrações e já ficou assente para março”, remata.
A Banda 14 de Janeiro celebra esta quarta-feira, em feriado municipal de Elvas, o seu 71º aniversário.
À semelhança daquilo que tem vindo a acontecer nos últimos anos, os músicos participam, durante a manhã, no momento do içar das bandeiras, nos Paços do Concelho, realizando, de seguida, uma arruada no centro histórico da cidade, com paragem junto à sede do Centro Artístico Elvense, o popular “Grémio”, que também festeja o seu aniversário neste dia. “Eles (Grémio) também fazem aniversário e nós temos sempre esse carinho com eles, de tocar ali o hino. Como eles não têm hino, nós tocamos o nosso para que possam içar a bandeira”, explica o presidente da direção da banda, Vicente Grenho.
“Iremos à missa e depois os músicos costumam almoçar juntos na sede. À tarde faremos então a mega feijoada, que costumamos fazer, para todos os sócios e amigos da Banda 14 de Janeiro”, adianta o dirigente. A feijoada será servida a todos a partir das 19h30.
As comemorações do 71º aniversário da Banda estendem-se ao próximo dia 31, dia em que os músicos irão presentear o público com um concerto dedicado ao fado, no Auditório São Mateus.
Vicente Grenho perspetiva ainda um bom ano para a banda, depois dos sucessos de 2025. “Tivemos a sorte de ter ganho o Orçamento Participativo para comprarmos instrumentos. Os instrumentos que temos, a maioria, está tudo já passado de moda quase e então, este ano, vamos comprar novos instrumentos para que os músicos se sintam também motivados”, assegura. Por outro lado, o presidente da banda destaca a formação do Grupo Coral Infantil de Elvas, que tem a sua “casa” na sede da filarmónica.
“Estamos a tentar que, a pouco e pouco, as coisas vão chegando a bom porto, ou seja, que tenhamos movimento e que consigamos mostrar que, apesar de ser uma instituição pobrezinha, vai andando”, remata Vicente Grenho.
Nenhum apostador acertou na chave vencedora do sorteio desta terça-feira, 13 de janeiro, do Euromilhões, sendo que, na sexta-feira, dia 16, estará em jogo um jackpot de 77 milhões de euros.
O melhor valor atribuído em Portugal foi para um apostador, que conquistou um quarto prémio, com o valor de 1.856,81 euros.
Três apostadores no estrangeiro venceram o segundo prémio, de 187.049,94 euros, e outros seis o terceiro, de 21.858,32 euros.
A chave vencedora era composta pelos números 6, 10, 18, 44 e 47e pelas estrelas 2 e 10.
Elvas assinala hoje, 14 de janeiro, os 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas.
As comemorações do feriado municipal iniciam-se às 9h30, com o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, com a participação da Banda 14 de Janeiro.
Meia hora depois, no Sítio dos Murtais, decorre a romagem ao Padrão Comemorativo da Batalha das Linhas de Elvas e a cerimónia de Homenagem aos Mortos, e, pelas 10h30, a romagem ao Túmulo do General André de Albuquerque Riba-Fria, no Convento de São Francisco.
As cerimónias militares e militarizadas, na Praça da República, têm início pelas 11h30, seguindo-se ao meio-dia, o desfile das Forças em Parada, na Rua da Cadeia.
À tarde, na Igreja da Sé acontece um Te Deum de Ação de Graças, com a participação do Coro Beato Aleixo Delgado, e presidido pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, a partir das 18 horas.
O programa comemorativo deste dia termina com o já tradicional Concerto da Orquestra Ligeira do Exército, no Auditório São Mateus, pelas 21h30.
Neste dia é ainda assinalado o 148º aniversário do Centro Artístico Elvense, a partir das 15 horas, assim como o 71.º aniversário da Banda 14 de Janeiro, a partir das 19h30, na sede da coletividade, na Rua Sá da Bandeira.