Projeto Maternidade +Próxima medalhado pela Ordem dos Enfermeiros

O projeto Maternidade +Próxima, uma iniciativa que nasceu para aproximar cuidados, promover segurança e humanização no acompanhamento das grávidas e recém-nascidos pelos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia da ULS Alto Alentejo, recebeu a Medalha de Mérito da Ordem dos Enfermeiros.

Este reconhecimento, atribuído na Convenção da Ordem dos Enfermeiros 2025, reforça a importância da inovação e da colaboração multidisciplinar na saúde materna e neonatal.

O projeto Maternidade +Próxima é um exemplo de como a dedicação das equipas e a aposta em soluções centradas na pessoa podem transformar experiências, acesso e resultados.

Município do Crato adquire maquinaria nova

Na sequência de um procedimento de consulta prévia, o Município do Crato, adquiriu um limpa bermas e um destroçador descentrável, pelos valores de 45.400,00€ e 13.180,00€ + IVA, respetivamente.

Estes equipamentos vêm por um lado substituir um limpa bermas obsoleto e com avarias sistemáticas e por outro reforçar a capacidade de execução de trabalhos de silvicultura preventiva, garantindo a defesa da floresta contra incêndios.

“A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”: livro infantil com mensagem importante para todas as idades

Depois do lançamento oficial a 18 de dezembro, a Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas deu esta segunda-feira, dia 29, a conhecer, na Fábrica dos Brinquedos do “Elvas Cidade Natal”, na Praça da República, o livro “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”, que tem por base a temática do uso abusivo das tecnologias por parte dos mais novos.

Como explica uma das autoras, Ana Sofia Gaspar, esta obra nasceu no seguimento de uma peça de teatro, sobre o mesmo tema, que a equipa apresentou, no ano passado, às crianças do pré-escolar do Agrupamento de Santa Luzia. “Nós desenvolvemos um teatro para as crianças, já abordando aqui o tema do uso abusivo das novas tecnologias e a forma como isso influencia negativamente os nossos laços familiares, a nossa dinâmica, e muito mais nas crianças que estão em fase de desenvolvimento”, começa por revelar. Perante uma “tão grande e positiva” aceitação dos mais novos ao espetáculo, rapidamente a equipa percebeu que não podia ficar por ali. “Achámos que seria importante chegarmos a mais crianças, a mais jovens, a mais adultos, a mais cuidadores, a mais pessoas. E pensámos: e porque não a possibilidade de criar um livro infantil e editá-lo”, recorda.

Mas até se conseguir chegar ao momento da edição do livro, foi preciso ultrapassar algumas questões de financiamento. A equipa ainda tentou candidatar-se a diferentes projetos, mas sem sucesso. “Mas como a ideia parecia bem a tanta gente, a direcção da APPACDM assumiu o financiamento, entrámos em contacto com a editora e pronto, avançámos e hoje em dia temos o livro da ‘Fantabulástica Família da Alice Barbuda’ para quem quiser ler”, adianta.

A obra conta a história de “uma família comum, que podia ser a nossa, e em que no Dia da Criança os pais oferecem uma prendinha aos filhos. Um dos filhos é a Alice e a Alice recebe duas prendas: uma Barbie, que era uma prenda que ela queria muito, sendo que os pais optam também por lhe oferecer um tablet. E a história desenvolve-se com um isolamento da Alice quase em prol daquele tablet, a forma como isso influenciou aquela família e a forma como eles depois deram a volta por cima e reverteram aqui um bocadinho a situação”, revela Ana Sofia.

Por mais que se trate de um livro infantil, a mensagem da obra é destinada a pessoas de diferentes idades, com uma “lição” válida para todos. “Quem ainda não sabe ler tem um irmão mais velho que pode ler, tem um pai, tem um avô. Os mais velhinhos podem ler e tirar dali alguma mensagem que não esteja tão explícita, mas que conseguem perceber. E os mais velhos, porque também nós pais, muitas vezes, tentamos que os nossos filhos não estejam agarrados ao telemóvel ou ao tablet, mas a primeira coisa que fazemos quando acabamos de comer é pegar no telemóvel”, lembra.

Desde o lançamento da obra, a equipa já obteve algum feedback, até porque o livro foi adquirido por algumas pessoas, logo no dia 18, para oferecer neste Natal. Recordando alguns elogios, como de uma história “gira e bem conseguida”, Ana Sofia Gaspar assegura que esta é uma obra que “dá vontade de ir lendo até ao fim, até porque é um livro infantil, é um livro pequeno, que não é maçador”.  

O objetivo é continuar a apostar na divulgação da obra, como aquela que aconteceu na Fábrica dos Brinquedos, com o objetivo de “chegar um bocadinho mais além”. Em aberto fica a possibilidade de, no futuro, a equipa apostar numa segunda obra literária.

Na produção deste livro, num projeto iniciado em maio de 2024, esteve envolvida mais de uma dezena de profissionais: alguns deles que já não estão ao serviço da Equipa de Intervenção Precoce e outros que, entretanto, se juntaram a ela.

Editado pela Betweein, o livro “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda” tem um custo de 14 euros e pode ser adquirido na APPACDM ou através do site da editora (aqui).

Iberócio com atividades para miúdos e graúdos

A 35.ª edição da Iberócio – Feira Ibérica da Infância e Juventude está a decorrer nos pavilhões da Institución Ferial de Badajoz (IFEBA), e é um dos mais esperados eventos familiares da época natalícia na região ibérica.

A cerimónia de abertura contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, que representou o município português nesta iniciativa transfronteiriça de grande alcance cultural e educativo.

A Iberócio 2025 decorre até 30 de dezembro, com um vasto programa de atividades pensadas para crianças, jovens e famílias. O evento combina espaços lúdicos, educativos, desportivos e culturais, distribuídos por zonas temáticas adaptadas a diferentes idades, e oferece uma programação que inclui oficinas, jogos, espetáculos, competições e experiências inovadoras como a Iberocio Manga Zone — um espaço dedicado à cultura japonesa com concursos de cosplay, encontros de K-pop e torneios de videojogos.

Organizada pelo Município de Badajoz através da Feria Badajoz.IFEBA, esta feira é já considerada um dos principais planos familiares de Natal na Extremadura, atraindo milhares de visitantes de ambos os lados da fronteira com atividades que promovem a inclusão, a criatividade e hábitos de vida saudáveis.

ULS Alto Alentejo desafia crianças do distrito e o resultado foi brilhante

A ULS Alto Alentejo promoveu uma iniciativa junto de todos os agrupamentos de Escolas e Instituições com crianças, do distrito de Portalegre, desafiando-as para a criação de postais de Natal para distribuir pelos utentes.

O resultado foram milhares de contribuições de luz e cor, com mensagens de amor, carinho e amizade que farão os dias de quem está doente um pouco mais quentes e emotivos. A veia criativa, solidária e humanista das escolas e das crianças representa o espírito desta quadra em todo o seu esplendor.

Bi Gonçalves escreve sobre “O amigo Carlos Cardoso”

José Eduardo Gonçalves era presidente de “O Elvas” quando o clube subiu à 1ª Divisão, sob o comando do treinador Carlos Cardoso. Bi Gonçalves enviou nos um texto sobre Cardoso que deixamos de seguida:

“CARLOS ALBERTO LOURENÇO CARDOSO, nasceu no dia 25 de Dezembro de 1944 (apesar de apenas o terem registado a 29/12), deixou-nos a 25 de Dezembro de 2025.

Um Grande e Bom HOMEM que morreu no mesmo dia que nasceu, há 81 anos atrás.

De origens humildes, mas de Família séria, trabalhadora e honesta (tal qual como era), nasceu em Setúbal, um Grande Jogador de Futebol, que Jogou sempre no seu CLUBE de CORAÇÃO, o VITÓRIA DE SETÚBAL, mas que fez História em ELVAS, a sua segunda Terra (como dizia), onde foi o único TREINADOR que até hoje, subiu o nosso “O ELVAS” CAD (nos seus 78 anos de história) à 1.ª Divisão do Futebol Nacional, na época 85/86.

O MISTER CARLOS CARDOSO, foi sem dúvida, pelos anos e pelas épocas que por aqui passou, o mais marcante, emblemático, prestigioso TREINADOR de sempre  donosso “O ELVAS” CAD.

Inteligente, amigo, sério, trabalhador, simpático, quem não gostava do Mister Cardoso?

Com as Idas e Vindas, já nem sei quantos épocas desportivas esteve Carlos Cardoso em Elvas, mas foi de certeza o Treinador que mais tempo esteve ao leme do nosso emblema AZUL e OURO.

Infelizmente teve um fim de Vida muito complicado e triste. Vivia há muito sozinho.

Muito difícil e comovente o final dos seus últimos dias, mas não queremos falar da sua VIDA PRIVADA, que só a ELE e à sua FAMÍLIA dizem respeito. 

Sofria por isso, mas era assunto que não gostava de falar.

Morreu sozinho, numa noite de NATAL, numa qualquer cama do Hospital de Setúbal.

Fui seu Presidente em 1984 (com apenas 29 anos, tinha ele 40), fui seu Amigo durante muitos anos, mas tínhamos um respeito e uma admiração muito grande e mútua um pelo outro, por isso tratávamo-nos sempre por Mister e Presidente.

As nossas relações pessoais eram cordiais, salutares, educadas, mas quase todas as 6.ª feiras, depois do treino, íamos acompanhados da maior parte da minha Direção (e que grande equipa eu tive), para um lanche ajantarado, geralmente no Clube de Tiro e Caça, ali mesmo ao pé do Estádio Municipal.

Falámos sempre muito de Futebol, aprendi muito com Carlos Cardoso, que me serviu sempre como um exemplo e uma BÍBLIA para os 30 anos interruptos que estive como Dirigente de “O ELVAS” CAD (1984/2014).

Tenho uma História muito BONITA, que define o que Carlos Cardoso foi e no fundo o que fomos um para o outro, que ficou muito tempo guardada e em segredo entre nós. Passa-se nesse longínquo ano de 1986, que como os mais velhos se recordam, houve um problema de Secretaria na FPF entre duas equipas da nossa Zona Centro e “O ELVAS” sabia, se ganhasse o último Jogo em Mangualde, que subiríamos à 1.ª Divisão.

Para além de Mangualde ter sido invadida por Elvenses que vieram de todos os pontos do País, tivemos um Comboio AzuL e Ouro, oferecido pela CME, com milhares de Elvenses, que saiu de Elvas ainda no Sábado e só chegou na madrugada de 2.ª feira.

A história tem a ver com o que aconteceu na semana anterior ao celebérrimo Jogo de MANGUALDE. Estamos a falar há quase 40 anos atrás, em que as comunicações não são aquilo que são hoje e as verdades não se conseguiam ver nem saber se o eram.

Tratava-se de uma Subida Histórica de um Clube do interior, que já tinha andado na 1.ª Divisão, (herdou o lugar do Sport Lisboa Elvas, que com a fusão com o Sporting Clube Elvenses, deu origem a 15 de Agosto de 1947 ao O ELVAS C.A.D), mas que nunca tinha subido por si, ao patamar máximo do Futebol Nacional.

Foi uma semana louca de conversas, de contactos, de protagonismo e de falatórios.

Seria 4.ª ou 5.ª feira da semana do Jogo. Carlos Cardoso queria falar comigo.

Achei-o nervoso, quase que tremia e preocupado. Só me dizia “Comigo NÃO.”

Tinha recebido um telefonema, não sabia de quem, com propostas provocadoras para termos um bom resultado. Pensou que podia ser, também só para desestabilizar.

Apenas lhe disse, faça o seu trabalho como se não tivesse havido nenhum telefonema.

Eu também tive telefonemas e vou fazer o mesmo, como se nada tivesse ouvido.

Foram para Oliveira do Bairro (onde sempre ficávamos) no Sábado muito cedo, ainda a horas de chegar e almoçar. Um ligeiríssimo treino à tarde, mesmo onde ficávamos.

Cheguei da parte da tarde e no final do Treino quis falar com Carlos Cardoso.

Na presença do Presidente Adjunto, Tesoureiro, Chefe Departamento Futebol (todos já falecidos) e do Vice-Presidente do Futebol, mostrei a Carlos Cardoso, uma mala com algum dinheiro em notas, que tinha levantado na véspera da nossa conta de “O ELVAS”.

Seria mais ou menos o equivalente ao total do custo mensal para todo o Futebol Sénior do Clube. Era muito dinheiro na altura. Não interessa o valor!!!!

Carlos Cardoso, quando viu tanto dinheiro, pôs as mãos à cabeça e disse:

Não me diga Presidente????? Comigo NÃO!!!!!

MISTER, como sabe os ordenados e todos os compromissos de “O ELVAS” estão completamente pagos e todos em dia.

O que está aqui é o PRÉMIO DE JOGO para amanhã, para todo o Plantel, Técnicos, Roupeiro, Massagistas, Motorista, etc….. Vamos pagar no fim do Jogo.

Disse-lhe quanto era, o que daria para cada um e para ser ele a anunciar aos Jogadores e Restantes Membros, no pequeno almoço do dia do Jogo.

Como sabe, o seu Prémio, como sempre tem sido, é a Dobrar.

O Jogo todos sabem a HISTÓRIA:   MANGUALDE – 1     O ELVAS – 2.

Um dia chuvoso, um campo enlameado, uma ventania danada, um jogo emocionante, 90 minutos de verdadeira loucura, os nervos à flor da pele, com um público que mais parecia estarmos a jogar em Elvas.

Um árbitro de Categoria Nacional, que apitou como pôde, na dúvida sempre contra O ELVAS, um penálti contra nós, este quase escandaloso, mas o nosso Guarda-Redes, o Grande Domingos, defendia tudo o que aparecia e ganhámos Historicamente, com muita Dignidade e principalmente com muita Honra.

SUBIMOS  À  1.ª DIVISÃO DO CAMPEONATO PORTUGUÊS DE FUTEBOL

Para terminar, o PRÉMIO DO JOGO.

Depois dos banhos, dos festejos, das comemorações, do champanhe, a distribuição do prémio, pois ali estavam todos, os que jogaram, os convocados, os que não foram e os lesionados.

Mister CARLOS CARDOSO, chegou ao pé de mim, contente, feliz, emocionado, alegre, orgulhoso, sorridente e disse-me:

PRESIDENTE, hoje voltei a sentir-me JOGADOR, por isso o meu prémio é igual ao deles.

A outra metade vai dar e disse-me para quem era esse dinheiro, iria distribuir por duas pessoas, que tinham ido no COMBOIO AZUL e OURO, mas que ele sabia que no dia seguinte iam ter dificuldades para comer. Assim foi feito.

Esta História verdadeira, define o que foi o HOMEM CARLOS CARDOSO, que tinha um grande coração, que era amigo do seu amigo, que não podia ver pessoas a passar mal.

Este HOMEM, que foi o meu MISTER, das primeiras coisas que me pediu quando eu fui o seu Presidente, foi para pôr a comer na Sede um Jogador do Plantel, que ele achava que tinha um grande futuro e que se andava mal a alimentar mal. Assim foi feito.

ASSIM ERA CARLOS CARDOSO

QUE DESCANSE EM PAZ

GRANDE ABRAÇO AMIGO

Elvas, 29 de Dezembro de 2025

José Eduardo Gonçalves”

Miguel Azevedo anima noite de passagem de ano em Montemor-o-Novo

A última noite do ano de 2025 promete música, alegria e muita gente reunida no Rossio, em Montemor-o-Novo.

Num evento promovido pelas Juntas de Freguesia de Nossa Senhora da Vila e de Nossa Senhora do Bispo, com o apoio do Município de Montemor-o-Novo, é Miguel Azevedo quem sobe ao palco, pelas 23 horas, para aquecer a noite e levar o público até à contagem decrescente, para a entrada no novo ano, com a sua habitual energia contagiante.

“Este ano, na passagem de ano, vamos contar novamente com diversão e esperamos contar com um Rossio cheio de gente a passar o ano connosco. A programação está preparada para isso. Temos Miguel Azevedo e também o DJ Hottuna que vão dar aqui um aquecimento”, refere o presidente da Junta de de Freguesia de Nossa Senhora da Vila, André Banha.

Já Joana Gingão, presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Bispo, refere que “qualquer pessoa pode e deve participar” nestas comemorações. “Nós, que reclamamos sempre que não se faz nada na nossa terra, temos uma passagem de ano dentro de Montemor, com artistas bem conhecidos, dentro das limitações que o tempo também nos permitiu. O que apelamos é que se juntem a nós, porque é para a população que nós trabalhamos”, diz ainda.

Em caso de mau tempo, o evento terá lugar, não no Rossio, mas no Parque de Exposições Municipal de Montemor-o-Novo.

“Ambiente em FM”: lince-ibérico regista o maior número de nascimentos de crias em 2025

O ano de 2025 terminou com resultados muito positivos para a conservação do lince-ibérico, um dos animais mais emblemáticos e ameaçados da Península Ibérica. Os programas de reprodução e conservação desta espécie, que esteve à beira da extinção, trouxeram um forte sinal de recuperação na reta final do ano.

Os dados mais recentes revelam que 2025 registou o maior número de crias de lince-ibérico nascidas em cativeiro dos últimos anos. Foram contabilizadas 62 crias no total, das quais 48 sobreviveram. Este sucesso demonstra a eficácia dos esforços de conservação que têm sido desenvolvidos para proteger a espécie.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus, no programa “Ambiente em FM” desta semana. Para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Próximo presidente da CCDRAlentejo, Ricardo Pinheiro, assume-se como um “entusiasta do desenvolvimento regional”

De regresso à vida política ativa, Ricardo Pinheiro é candidato à presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. Em entrevista exclusiva, Ricardo Pinheiro, assume-se como um “entusiasta do desenvolvimento regional”, justifica este passo após um período de preparação de mais de dois meses, sublinhando que “as CCDR sofreram uma mutação profunda, deixando de ser apenas gestoras de fundos para incorporarem competências vastas em setores como a agricultura, saúde, educação e cultura”.

Um dos pilares centrais desta visão é “o setor agrícola”, que Pinheiro considera “vital para o Alentejo Global, defendendo a urgência em dinamizar o “Pilar 2 da PAC” para promover a inovação e o investimento”. Na área da saúde, “a prioridade passa por uma perceção clara das necessidades das várias Unidades Locais de Saúde (ULS) e, sobretudo, pela captação e atração de profissionais para a região”, um tema que considera dever ser abordado com maior caráter prospetivo no próximo ciclo de governação.

No que toca à educação e cultura, Ricardo Pinheiro foca-se “na requalificação profissional — o chamado reskilling — especialmente necessária em polos como Sines devido à transição energética, e na formação contínua dos adultos”. Para o antigo presidente da Câmara de Campo Maior, “a cultura é transversal a todos os setores e está diretamente ligada à promoção do Alentejo enquanto destino turístico”, afirma o campomaiorense, que propõe “uma maior interligação entre a dinamização do património e a atração de investimento para colocar valor no território” em cada uma das suas sub-regiões.

A entrevista completa para ouvir aqui:

Faleceu José Santos

António José Conceição Santos, de 85 anos, faleceu na madrugada desta segunda-feira, dia 29 de dezembro, no Hospital de Santa Luzia, em Elvas, onde se encontrava há uma semana.

Zé Santos, como era conhecido na cidade, foi dirigente e associado muito dedicado a “O Elvas” Clube Alentejano de Desportos, em especial nas décadas de 70 e 80 do século passado, em acções relacionadas com a sede da Rua dos Chilões.

António José Santos era pai e sogro, respetivamente, de Isabel Santos e Manuel Carvalho, colaboradores da Rádio ELVAS.

À família, neste momento de luto, apresentamos sinceras condolências.

O corpo encontra-se em câmara ardente no Complexo Funerário de Elvas. O funeral realiza-se amanhã, terça-feira, dia 30 de dezembro, pelas 15 horas.

UÉ participa em projeto artístico no âmbito da candidatura de Cáceres a Capital Europeia da Cultura 2031

A Universidade de Évora (UÉ) marcou presença em Cáceres, no passado dia 13 de dezembro, no âmbito das iniciativas culturais associadas à candidatura daquela cidade espanhola a Capital Europeia da Cultura 2031, através da participação de estudantes do Departamento de Música da Escola de Artes num projeto artístico de forte simbolismo europeu, centrado na desconstrução e reconstrução da 9.ª Sinfonia de Beethoven.

A participação da Universidade de Évora foi avaliada de forma muito positiva por todos os intervenientes, tendo Ana Telles, Vice-Reitora para a Cultura e Comunidade da Universidade de Évora, que coordenou esta parceria e marcou presença em representação da instituição nesta ação, destacado que “a participação correu muitíssimo bem. Vários estudantes do Departamento de Música da Escola de Artes da Universidade de Évora prepararam, sob a orientação da maestrina e docente convidada Renata Oliveira, o 1º andamento da 9ª Sinfonia de Beethoven, num arranjo para ensemble de sopros. Tocaram por duas vezes, no dia 13/12, na Iglesia de San Juan, em Cáceres, perante públicos numerosos que preencheram por completo o espaço disponível. A direção musical foi do maestro espanhol Jorge García Cuenllas, que se deslocou previamente à Universidade de Évora para ensaiar com os estudantes; a avaliação que este maestro fez da participação dos nossos estudantes foi excelente, coincidindo também com a que me foi transmitida pela chefe da equipa de missão de Cáceres 2031 – Capital europeia da Cultura (cidade candidata), Iris Jugo”.

Do ponto de vista formativo, a Vice-Reitora sublinha que os próprios estudantes “consideraram a iniciativa de grande relevo na sua formação e percurso pré-profissional”. A visibilidade do evento foi ainda reforçada por uma extensa cobertura mediática em Espanha, permitindo “levar o nome da Universidade de Évora a públicos diversificados”, tanto presencialmente como através dos órgãos de comunicação social e plataformas digitais.

No plano artístico e conceptual, a Universidade de Évora contribuiu para um projeto que teve como base uma obra maior da cultura musical europeia. Conforme explica Ana Telles, a instituição participou “na desconstrução e reconstrução da 9.ª Sinfonia de Beethoven, obra icónica da cultura musical erudita europeia e símbolo da União Europeia”, sendo o saber adquirido pelos estudantes ao longo da sua formação universitária determinante para uma integração “plena e digna” num projeto de elevada exigência artística. Essa formação tem igualmente permitido aos jovens músicos desenvolver projetos culturais site-specific em espaços do património material e natural da região de Évora, experiência que se revelou fundamental num projeto concebido para vários espaços patrimoniais da cidade de Cáceres.

Para além da dimensão artística, a presença da Universidade de Évora refletiu também a experiência acumulada no cruzamento entre cultura, património e academia, nomeadamente no contexto de Évora_2027 – Capital Europeia da Cultura, bem como a “solidariedade transfronteiriça de que projetos como estes beneficiam”, reforçando a cooperação cultural entre territórios vizinhos.

A escolha da Nona Sinfonia de Beethoven, associada a valores como humanidade, união e cultura europeia, conferiu um forte enquadramento simbólico à iniciativa. Na leitura da Vice-Reitora, este projeto surge num contexto em que “a Europa se encontra num período de crise a vários níveis: identitária, ideológica, democrática, demográfica e económica”, convidando à reflexão sobre os valores fundamentais da construção europeia. A desconstrução e reconstrução da obra de Beethoven permite, assim, uma leitura que abrange os últimos dois séculos e se projeta no futuro, em linha com o desígnio central do conceito de Capital Europeia da Cultura.

Neste sentido, a presença da Universidade de Évora, enquanto membro ativo da Associação Évora_2027, assumiu um significado que ultrapassa a dimensão local. Como refere Ana Telles, simbolizou “não apenas a união de dois países vizinhos, mas também a própria solidariedade e irmandade europeias”, expressas através “da criatividade, da energia e do saber dos jovens, em cujas mãos está desde já o futuro do continente europeu”.

Esta participação insere-se numa estratégia mais ampla da Universidade de Évora enquanto agente ativo na criação, mediação e internacionalização cultural. De acordo com a Vice-Reitora, esse caminho tem vindo a ser consolidado através da integração de estudantes e docentes em redes internacionais de referência nas áreas artísticas e culturais, como são exemplos a European Association for Architectural Education – EAAE, a European League of Institutes of the Arts – ELIA ou até a Enhancing Quality in the Arts – EQ Arts, bem como pela organização de conferências e eventos internacionais na Universidade de Évora e pelo reforço de parcerias em projetos financiados nas áreas criativas e artísticas. Uma dinâmica que confirma o posicionamento da instituição no espaço europeu do ensino superior, da cultura e da criação artística.

Tarde animada entre elvenses e campomaiorenses na Praça da República

A ContraTempo Street Band e o Ensemble Milhões foram os projetos que se apresentaram ontem, domingo, 28 de dezembro, na Feira de Natal.

Neste penúltimo domingo do certame Elvas Cidade Natal, o programa de animação abriu com a ContraTempo, da Banda 14 de Janeiro, que depois da apresentação na Praça da República percorreu as ruas do Centro Histórico com o seu repertório de temas natalícios adaptados ao ritmo de street band.

Foi depois a vez do Ensemble Milhões atuar junto à Árvore de Natal da Praça da República. A apresentação do quarteto formado por jovens elvenses e campomaiorenses esteve integrada na iniciativa “As Mais Belas Canções de Natal”, promovida pela associação Arkus.

Jardim de Natal encerra o ano com talento, desporto e o Natal de Antigamente

No último fim de semana do ano, o “Jardim de Natal” continuou a promover atividades em Campo Maior.

A Praça da República foi o centro do Concurso de Talentos, patrocinado por duas empresas campomaiorenses, ORIGEM e CUT, com o apoio do Município de Campo Maior e da Associação de Empresários e Jovens Empreendedores do concelho. O evento levou a palco 16 participantes a mostrar os seus talentos perante um público vibrante e cheio de energia e uma mesa composta por três jurados, Mariana Guerra, Filipe Cabral e Alexandre Gomes.

Os três primeiros classificados, Ainara Paredes, Rodrigo Vieira e Raquel Clemente, respetivamente, ganharam prémios monetários de 150 e 50 euros, para além um voucher a usar na CUT. A Joana Capelas e o Alexandre Gomes ficaram para animar quem por ali ficou com um repertório conhecido de todos.

Para além do concurso, todos os que passavam pela Praça da República podiam experimentar a parede de Escalada do Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura e, de maneira divertida, transformavam estes dias num verdadeiro desafio.

A Praça Multimodal foi transformada no Natal de Antigamente, pelos atletas da Ginástica Galguinni Gym, do Sporting Clube Campomaiorense, que com os trajes adequados à época tornaram o espaço verdadeiramente aconchegante.

Requalificação total do jardim de São Vicente: o grande objetivo de João Charruadas para este seu último mandato

João Charruadas, presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, tem “um grande objetivo” traçado para este seu último mandato: a recuperação total do jardim público da aldeia.

“É uma coisa que todas as pessoas pedem e que eu não quero deixar para o último ano do mandato, e não é por eu não me poder recandidatar, é porque faz falta. As crianças, que são a faixa etária que mais utiliza o jardim, precisam de novos equipamentos”, começa por dizer o autarca. Os atuais equipamentos, em madeira, “já estão obsoletos”. Com uma “vida útil de 12 anos”, muitos deles já “têm mais de 20”. “Ao sol, à chuva, à rega, vão-se degradando”, revela.

A verdade é que só com o apoio da Câmara Municipal será possível realizar a obra necessária, por se tratar de um investimento superior a 300 mil euros, tendo a junta, em 2026, um orçamento de 208 mil euros. “São equipamentos muito caros. A junta tem reposto alguns, mas qualquer equipamento que a junta lá coloca são para cima sempre dos mil euros. Uma intervenção total é 300 ou 400 mil euros e se for também revisto o sistema de rega, aí teremos que estudar com os engenheiros, para fazer o desenho daquilo”, acrescenta.

Por outro lado, foi já levada a cabo a intervenção de reparação do relógio do edifício Junta de Freguesia, danificado pelas trovoadas. Em causa está um valor de 3.100 euros. “Também já pedimos orçamento para um sino automático para a igreja, que ronda entre os cinco e os seis mil euros. As pessoas já têm dificuldade em subir, o sistema já está obsoleto e com esse sino automatizado, até com uma aplicação móvel, eu mesmo, estando em Elvas ou em Lisboa, consigo pôr o sino a tocar. Estamos à espera dos orçamentos, para ver se vai para a frente ou não”, adianta. Do mandato anterior, “transita” uma prioridade antiga que, até então, não se concretizou: a instalação de um posto de carregamento de viaturas na aldeia.

A Junta de Freguesia prevê ainda construir umas casas de banho, junto à praça de touros, e adquirir nova iluminação para as festas de verão. “Já experimentámos e já temos aí duas peças de iluminação para comprarmos, para as festas de agosto, para termos uma iluminação nova. Em conjunto com a outra (a antiga), conseguimos ter a nossa freguesia iluminada, nessa altura do ano, que é quando nos visitam muitas pessoas, como as que são de cá e vivem fora”, justifica João Charruadas.

Por outro lado, a Junta de Freguesia continua também a ser um apoio importante para as várias associações locais, até porque, diz o autarca, quando se sente que as associações funcionam, a junta “só tem de colaborar, dar apoio e confiança”. “Agora, neste mês de dezembro, apoiámos a Associação Vicentina, com o passeio de motos de Pai Natal. Apoiámos a Associação de Caçadores com uma televisão e umas latas de tinta, que foi o que pediram. Temos também a Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Juventude de São Vicente, que pediu um ar condicionado; a associação das festas, que já também vai pedindo apoio e nós temos ajudado; o Carnaval, que também ajudamos; e depois também apoiamos o lar, a nível financeiro e logístico”, remata.