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UmColetivo dá voz à poesia de Rita Olivaes: espetáculo passa por São Vicente, Terrugem e Elvas

O UmColetivo apresenta, entre quinta-feira e sábado, de 29 a 31 de outubro, o espetáculo “Doçura, Fundura, Sepultura”, uma criação de homenagem à cantora, poetisa e cronista portuguesa Rita Olivaes, em São Vicente, Terrugem e Elvas.

O espetáculo propõe uma reflexão sobre a obra da autora, cuja escrita e intervenção artística estiveram ligadas aos movimentos de música de intervenção em Portugal nos anos 60. Segundo Cátia Terrinca (na imagem), diretora artística do UmColetivo, o espetáculo procura dar a conhecer uma dimensão menos explorada dessa obra, centrada numa revolução interior, espiritual e filosófica.

“Não é a revolução que nós imediatamente temos na nossa cabeça quando pensamos no 25 de Abril”, explica a responsável, sublinhando que a mensagem de Rita Olivaes se distingue da imagem mais coletiva e combativa habitualmente associada à Revolução dos Cravos.

A criação destaca, em particular, a importância da infância, da capacidade de acreditar nos outros e da possibilidade de construir em conjunto. Para Cátia Terrinca, trata-se de uma obra marcada pela subtileza e pela poesia, que o coletivo procurou transportar para um formato intimista, com o público “muito próximo da cena”.

O espetáculo conta ainda com a colaboração das Roncas d’Elvas em alguns momentos corais, reforçando a ligação entre a criação teatral e as expressões musicais do território.

As apresentações de “Doçura, Fundura, Sepultura”, que integram o Mês do Teatro em Elvas, arrancam na quinta-feira, no Salão da Junta de Freguesia de São Vicente, seguindo-se, na sexta, a Sociedade Recreativa da Terrugem. O ciclo termina no sábado, na Igreja das Domínicas, em Elvas.

Em cada local estão previstas duas sessões, às 19h e às 21h. Devido ao formato intimista da criação, a lotação será reduzida.

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