
Na sequência da reunião de ontem, 8 de abril, da Câmara Municipal de Elvas, num comunicado conjunto, Movimento Cívico por Elvas (MCPE) e Partido Socialista (PS) dizem que os eleitos do partido CHEGA mantiveram, no decorrer da sessão, em que “um conjunto de matérias de enorme relevância” esteve em cima da mesa, uma “postura preocupante, marcada por posições de caráter populista e desprovidas de visão estratégica para o desenvolvimento do concelho”.
Em causa estão os votos de José Eurico Malhado e Elsa Dourado, os dois eleitos do CHEGA, “contra o aumento das bolsas de estudo, contra o investimento de 150 mil euros no comércio local, contra o procedimento de entrega de 60 casas de Renda Acessível” e o “não apoio à redução do IMI para reformados e pensionistas”.
O comunicado para ler na íntegra:
“A Câmara Municipal de Elvas, reunida ontem, dia 8 de abril de 2026, em sessão ordinária, deliberou sobre um conjunto de matérias de enorme relevância para o concelho, cujas decisões justificam uma posição pública clara e responsável.
Num contexto em que aos eleitos se exige sentido de missão, responsabilidade e rigor, é essencial que as decisões sejam tomadas com independência, livres de orientações político-partidárias ou de tentações demagógicas, centradas exclusivamente no interesse de Elvas e dos elvenses. Este é o princípio que orienta, de forma firme e consistente, a atuação dos eleitos do atual executivo.
Importa, por isso, assinalar que, nesta reunião, os eleitos do partido CHEGA mantiveram uma postura preocupante, marcada por posições de caráter populista e desprovidas de visão estratégica para o desenvolvimento do concelho.
CHEGA votou contra o aumento das bolsas de estudo.
É, desde logo, incompreensível o voto contra a alteração do Regulamento Municipal de Apoios Sociais, uma medida que reforça o apoio às famílias, através da atualização do valor das bolsas de estudo. Num contexto de reconhecidas dificuldades económicas, esta posição revela um afastamento das reais necessidades da população.
CHEGA votou contra o investimento de 150 mil euros no comércio local.
Relativamente ao programa “Elvas, Comprar É Ganhar”, sublinhamos o seu impacto direto na dinamização do comércio local. Apesar de não ter sido possível a sua concretização na Páscoa, a iniciativa avançará, com uma primeira fase em junho, subordinada ao tema “Património Mundial”, e uma segunda em dezembro, no âmbito da época natalícia. Votar contra este programa é rejeitar uma medida concreta de estímulo à economia local.
CHEGA votou contra o procedimento de entrega de 60 casas de Renda Acessível.
Particularmente grave foi também o voto contra o procedimento de atribuição de 60 fogos habitacionais no âmbito do Programa de Renda Acessível, num momento em que o país enfrenta uma grave crise no acesso à habitação. Importa esclarecer que estes programas assentam em critérios legais, objetivos e transparentes, definidos no quadro das políticas públicas de habitação. A invocação de falta de transparência demonstra desconhecimento sobre o funcionamento destes instrumentos e desconsideração pelas entidades envolvidas.
CHEGA não apoiou redução do IMI para reformados e pensionistas.
Registamos ainda a incoerência na votação relativa à redução da taxa de IMI para reformados e pensionistas. Quem anteriormente defendia a isenção deste imposto votou agora contra uma proposta de redução, evidenciando uma clara contradição entre o discurso político e a prática.
Perante estes factos, reafirmamos o nosso compromisso com políticas responsáveis, coerentes e orientadas para o bem-estar das famílias, o apoio às gerações mais idosas, a valorização dos jovens, a promoção do acesso à habitação, o desenvolvimento económico do concelho.
O Partido Socialista e o Movimento Cívico Por Elvas reiteram o seu apoio ao atual executivo camarário, que continuará a trabalhar diariamente por Elvas e pelos Elvenses, com responsabilidade, dedicação e visão de futuro.”















