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Comer borrego no campo em Domingo de Páscoa: tradição ainda se cumpre entre algumas famílias de Campo Maior

A romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara, que chega esta segunda-feira, 6 de abril ao fim, conta, neste Domingo de Páscoa, com momentos de muita animação: uma garraiada, durante a tarde, e um baile, à noite, com os Bellota Trompetera.

Para quem faz, por estes dias, do campo a sua segunda habitação, o importante é conviver e desfrutar do ar puro do campo.

Fátima Fonseca, que revela que o marido, sendo elvense, gosta tanto ou mais do que ela destes dias na Exanra, cumpre a tradição de se mudar de “armas e bagagens” para junto da ermida, por esta altura do ano, desde sempre. “Há 56 anos, que é a idade que eu tenho: toda a vida viemos para aqui nesta semana”, garante.

Quando questionada sobre aquilo que acabou por ter de levar para o campo, para poder, com a família, passar estes dias da melhor forma possível, Fátima garante levar basicamente tudo aquilo que tem em sua casa: “temos máquina de café, fogão, braseiras debaixo das mesas, para não termos frio à noite, temos camas, temos lençóis, temos casa de banho, temos tudo”.

Hoje, e como manda a tradição, o borrego não falta à mesa da família de Fátima, confeccionado até das mais diversas formas possíveis: caldeirada, ensopado e assado de borrego. “O borrego é o que sabe bem no domingo de Páscoa”, garante.

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