
O Regimento de Cavalaria N.º 3 (RC3), em Estremoz, acolheu no dia 25 de fevereiro uma conferência-debate dedicada às operações militares de 25 de novembro de 1975, integrada nas comemorações oficiais do cinquentenário da data. Durante o evento, que contou com a presença do Tenente-General Tomé Pinto, foi enaltecido o contributo fundamental do Esquadrão de Reconhecimento de Estremoz e das forças de Comandos nas ações que ligaram o Alentejo a Lisboa. Os oradores sublinharam que o empenhamento operacional destas unidades foi o fator crítico para a reposição da legalidade e para a estabilização do regime democrático em Portugal, transformando esta evocação num tributo à coragem dos militares que “cumpriram o dever” num momento decisivo da história contemporânea.

A sessão, marcada pela exibição de um documentário com testemunhos históricos, como o do General Ramalho Eanes, serviu também de alerta para as gerações mais jovens sobre a importância da memória institucional. O Comandante do RC3, Coronel Luís Pimenta, reforçou que a liberdade e a democracia não são garantias eternas, exigindo responsabilidade contínua na sua preservação. Ao reunir especialistas e protagonistas para analisar a articulação estratégica no terreno, a conferência reafirmou o papel central do Exército Português e, especificamente, da guarnição de Estremoz, na consolidação definitiva do Estado de Direito em Portugal, encerrando um ciclo de instabilidade e garantindo o rumo constitucional do país.















