
A cidade de Montemor-o-Novo foi palco, esta quarta-feira, dia 2 de abril, do encontro para o Desenvolvimento Urbano Sustentável no Alentejo, uma iniciativa promovida pelo Programa Regional Alentejo 2030, em parceria com a Direção-Geral do Território (DGT). O evento, realizado no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Faria, reuniu autarcas, técnicos municipais e especialistas para debater as oportunidades de financiamento europeu e partilhar boas práticas na área do desenvolvimento urbano sustentável.
A transição para um modelo integrado e territorializado coloca, cada vez mais, os centros urbanos no centro da inovação, inclusão social e resiliência climática. Nesse contexto, o encontro procurou aprofundar a reflexão sobre três grandes desafios estratégicos: O futuro da Política de Coesão e a necessidade de uma abordagem territorializada, garantindo que os fundos europeus respondam de forma eficaz às especificidades locais; a coesão interna do Alentejo e a necessidade de estratégias urbanas adaptadas a cada território, promovendo um desenvolvimento equilibrado entre as diferentes realidades da região e a ligação entre desenvolvimento urbano e especialização inteligente, reforçando o papel das cidades como motores da inovação e da competitividade.
A sessão de abertura contou com a participação de Olímpio Galvão, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Ana Seixas, subdiretora da Direção-Geral do Território, e Tiago Teotónio Pereira, vogal Executivo do Programa Regional Alentejo 2030.
Os intervenientes destacaram a importância dos fundos europeus como ferramenta essencial para o desenvolvimento sustentável dos municípios alentejanos, reforçando a necessidade de uma gestão estratégica e colaborativa dos recursos disponíveis.
Durante a manhã, especialistas apresentaram diferentes oportunidades europeias de financiamento, incluindo: iniciativa Urbana Europeia (EUI) – apresentada por Marta Magalhães; programa URBACT IV – apresentado por Maria João Matos; rede Europeia de Observação para o Desenvolvimento Territorial e Coesão (ESPON), Driving Urban Transitions e Missão Cidades – apresentadas por Miguel Fonseca.
Estas ferramentas permitem aos municípios desenvolver projetos inovadores e sustentáveis, garantindo melhor qualidade de vida para as populações.
Seguiu-se uma mesa-redonda com representantes da: Câmara Municipal de Beja – Goreti Margalha (Gabinete de Gestão de Mobilidade); Câmara Municipal de Mértola – Rosinda Pimenta (vice-presidente); Câmara Municipal de Serpa – Carlos Janeiro e Miguel Serra (coordenadores da Rede Hydro-heritage Cities) CIMBAL – Fernando Romba (primeiro secretário).
Os participantes partilharam a sua experiência na participação em projetos europeus, debatendo desafios e benefícios dessas iniciativas. Destacou-se a importância da cooperação regional para potenciar os investimentos e maximizar os impactos locais. A sessão foi moderada por Susana Matos, do Programa Regional Alentejo 2030.
A sessão da tarde foi dedicada à Iniciativa Nacional Cidades Circulares (InC2), que visa promover estratégias de economia circular nos territórios. Maria José Efigénio apresentou a segunda edição do programa, destacando as oportunidades para os municípios alentejanos.
Seguiu-se uma mesa-redonda com representantes da: Câmara Municipal de Moura – Ana Poeiras; Câmara Municipal de Monforte – Gonçalo Lagem (presidente); Câmara Municipal de Mértola – Rosinda Pimenta (vice-presidente); Câmara Municipal de Ponte de Sor – Eduardo Alves (vereador) e Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz – Paulo Chaveiro.
Os intervenientes partilharam as suas experiências na primeira edição da InC2, evidenciando os impactos positivos do programa e a importância da adoção de práticas mais sustentáveis. A mesa foi moderada por João Loureiro, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
O encontro terminou com uma intervenção de Tiago Teotónio Pereira, que sublinhou a importância da continuidade destas iniciativas e da mobilização dos municípios para captar investimento europeu, assegurando um desenvolvimento sustentável e coeso da região.
O Encontro para o Desenvolvimento Urbano Sustentável no Alentejo afirmou-se como um espaço privilegiado de troca de conhecimento e experiências, reforçando a necessidade de cooperação e inovação na gestão dos territórios.












