Empresa da obra da residência da ESAE quer suspender trabalhos

A empresa responsável pela empreitada de adaptação do antigo Lagar dos Lopes a Residência de Estudantes da Escola Superior Agrária de Elvas (ESAE) fez chegar à Câmara Municipal um pedido de suspensão dos trabalhos, assunto que esteve em cima da mesa na última reunião do executivo elvense.

O presidente da Câmara Municipal de Elvas, José Rondão Almeida, que diz não gostar muito de falar no assunto, até porque sempre foi contra este investimento, revela que a empresa está a enfrentar grandes dificuldades para dar continuidade à execução da obra.

“Eu impus-me sempre contra este tipo de investimento, uma vez que é um investimento da responsabilidade do Poder Central, mas a Câmara de Elvas quis logo fazê-lo, de uma forma direta, por um ajuste direto, com a empresa que, atualmente, está com grandes problemas e sacrifícios para poder continuar a execução da obra”, revela o autarca. Daí, adianta, a apresentação deste pedido de suspensão.

“Sei que a empresa teria todo o interesse em deixar a obra”, diz ainda Rondão Almeida. Quantos às razões, “por detrás de tudo isso, possivelmente o executivo, que adjudicou a obra, saberá”, remata.

A obra teve início no final de junho do ano passado, depois do auto de consignação da empreitada assinado entre o presidente da Câmara, na altura, Nuno Mocinha, e o responsável da empresa.

Num investimento de cerca de quatro milhões de euros, o prazo de execução da obra do Lagar dos Lopes, na Rua Mouzinho de Albuquerque, perto do Largo de São Domingos, em Elvas, era de dois anos. De acordo com o projeto, a residência será constituída por quartos individuais, quartos duplos e estúdios, com um total de 81 camas, salas de estudo e de convívio, refeitório, cozinha, lavandaria e logradouros.