Associações e entidades defendem coelho bravo

A Associação de Caçadores e Pescadores de São Vicente e Ventosa, no concelho de Elvas, apresentou uma candidatura, ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), com o intuito de promover a criação de coelhos bravo na região.

A preocupante situação populacional do coelho-bravo e a tendência de declínio que esta espécie tem registado nos últimos anos, levaram à união de esforços entre entidades portuguesas e espanholas para evitar o progressivo declínio desta espécie e inverter os respetivos impactes ambientais e socioeconómicos.

José Lagarto, presidente da associação, explica que cada “vez se notam menos espécies cinegéticas na região. Nós temos feito algumas coisas para evitar o desaparecimento da espécie e, nesse sentido, vamos adquirir alguns animais e colocá-los dentro de uma cerca para que eles possam reproduzir”. O presidente dos Caçadores de São Vicente e Ventosa explica a gravidade da situação referindo que, nesta época cinegética que termina no próximo domingo, na associação “foram apenas caçados 57 coelhos”, ao invés dos mais de mil caçados aquando da criação da associação.

Com o intuito de proteger o coelho bravo, foi produzida uma candidatura LIFE que deu origem ao projeto Life Iberconejo com conclusão prevista para o final de 2024 e um orçamento total de 2,1 milhões de euros.

O projeto atua na zona sul da Península Ibérica e tem 14 entidades beneficiárias – cinco das quais portuguesas, entre elas o ICNF.