Desemprego recua há vários meses comparado com o período pré-pandemia

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego recuou em novembro, a nível nacional, pelo oitavo mês consecutivo. Uma tendência acompanhada também a nível regional.

Arnaldo Frade, delegado Regional do Alentejo do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) explica que “estamos a viver uma situação que é favorável e positiva, na medida em que, na região, há 15.139 desempregados, o que totaliza o segundo valor mais baixo desde 2011, e comparando com o ano anterior (2020) há menos 12%, já comparando com outubro a diminuição é de 95 desempregados”.

Já no que diz respeito ao Alto Alentejo o desemprego aumentou comparando com 2020, havendo em novembro 13.707 desempregados, havendo uma pequena subida, mas comparando com o ano pré pandemia (2019) há apenas mais 36 desempregados, no entanto, comparativamente com outubro de 2021 há uma descida de cerca de 2%.

Já a nível nacional, o concelho de Arronches surge em segundo lugar com a maior descida de desempregados, comparativamente com o período pré pandemia, ou seja, entre fevereiro de 2020 e novembro de 2021, apresentando um decréscimo de 48%. Arnaldo Frade explica que, neste caso, e tendo em conta a fraca densidade populacional deste concelho, a análise não pode ser feita apenas com recurso a percentagens, porque qualquer redução de desempregados provoca desde logo uma grande descida. “O que acontece no concelho de Arronches é que não podemos fazer uma análise apenas relativamente aos valores percentuais, porque falamos de um número de desempregados muito reduzido, e qualquer variação em termos absolutos pode provocar uma variação percentual significativa”.

Em novembro de 2019 havia 64 desempregados em Arronches, em novembro de 2020 eram 69, em outubro do ano passado 45 e em novembro de 2021 eram 40, pelo que “há de facto uma variação de novembro de 2021 comparativamente com o mesmo mês 2020, é um valor percentual grande, mas o valor absoluto é pequeno, pelo que qualquer movimentação é fácil, provoca subida percentual muito significativa”, revela Arnaldo Frade.

A descida de desemprego na região é para o delegado regional do Alentejo do IEFP uma boa notícia, o que demonstra a recuperação da economia, ainda que em fase de pandemia, “tem-se refletido na criação de emprego”, admitindo que tem “expectativas positivas”, e adianta que “o Instituto continua a fazer uma forte aposta na formação das pessoas de forma a qualificá-las para que estas entrem mais facilmente no mercado de trabalho”.

Desemprego que tem vindo a diminuir um pouco por todo o país, uma situação que se verifica também no Alentejo.