Atrasos na etiquetagem energética no “Ambiente em FM”

Os atrasos na implementação dos regulamentos de etiquetagem energética e conceção ecológica impedem poupanças significativas para o ambiente e para os consumidores.

De facto, são responsáveis pela emissão adicional de dez milhões de toneladas de CO2 até 2030, o equivalente a ter mais cinco milhões de automóveis a circular nas estradas, e uma despesa média extra, por família, de 110 euros.

Um estudo recente da coligação Coolproducts/ECOS/EEB, da qual a Quercus é membro, garante que “a etiquetagem energética permite reduzir as emissões para 2030 e alerta para o facto da Comissão ainda não ter terminado o seu Plano de Trabalho para 2020-2024, que deverá ser adotado com um atraso de pelo menos dois anos”, segundo José Janela

De acordo com José Janela, para compensar o tempo já perdido, “a Quercus junta-se no apelo à Comissão Europeia para afetar mais pessoal; acelerar a adoção legal dos regulamentos pendentes; antecipar os desenvolvimentos tecnológicos para evitar a rápida desatualização dos regulamentos; adotar rapidamente um Plano de Trabalho para 2020-2024 e estabelecer prazos mais claros para a entrada em vigor das medidas legais”.

A etiquetagem energética é o tema da edição desta semana do programa “Ambiente em FM”, na Rádio ELVAS, com José Janela da Quercus.