Bombeiros de Elvas com mais dois mil euros de subsídio para compra de ambulância INEM

O financiamento do INEM às corporações de bombeiros aumentou, recentemente, em cerca de 30 por cento, segundo as novas regras previstas no acordo de cooperação para a atividade de emergência médica pré-hospitalar, assinado no início do mês passado.

Com isto, e de acordo com Amadeu Martins, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas, a corporação passa agora a receber um total de 52 mil euros, mais dois mil que antes da assinatura deste acordo, para a aquisição de uma viatura, para além de um subsídio, nos primeiros oito anos, após a sua compra, num valor anual que varia entre os 2.500 e 3.500 euros.

“Até aqui, o protocolo contemplava só uma viatura, em que o INEM dava um subsídio, para aquisição dessa viatura, que rondava os 50 mil euros”, explica o presidente. O valor que é pago, durante os oito primeiros anos da viatura, serve, sobretudo, adianta Amadeu Martins, para o pagamento do seguro de risco, que o INEM obriga a ter, e que faz sair, dos cofres da associação, por ano, cerca de 2.500 euros. Para além do seguro, o subsídio serve ainda para o pagamento da própria manutenção da viatura.

Até 2020, toda a manutenção das viaturas do INEM era paga pelo próprio Instituto Nacional de Emergência Médica, adianta Amadeu Martins, sendo que, desde então, é atribuído às corporações um subsídio mensal de quatro mil euros para esse fim. “É um valor que vem compensar o gasto que a associação possa ter. Não é o ideal, mas já é bom”, acrescenta.

A corporação elvense pretende agora adquirir uma segunda viatura INEM, dado que não tem uma de reserva. “Para ter esta viatura INEM, temos de ter sempre uma outra de reserva, porque se a viatura sai para um serviço, e temos uma segunda emergência, temos de fazer sair outra. Isso está tudo previsto no protocolo que assinámos com o INEM, mas, neste momento, as viaturas de reserva são todas da associação”, remata Amadeu Martins.

De acordo com o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, há muito que este protocolo de financiamento não era atualizado, obrigando as corporações a suportar boa parte dos custos do socorro, sem serem ressarcidas. Segundo a liga, cerca de 90 por cento de todo o serviço de emergência pré-hospitalar em Portugal é feito pelos bombeiros.