Bombeiros reclamam atrasos no pagamento de verbas

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) teve início em maio deste ano, sendo que foi prolongado até dia 31 deste mês, devido às condições propícias para a ocorrência de incêndios.

Durante os últimos cinco meses, as corporações de bombeiros têm apoiado na parte logística que envolve o combate aos incêndios, como é o caso da alimentação dos bombeiros e o combustível das viaturas.

Amadeu Martins, presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas, denuncia o facto da associação ainda não ter sido ressarcida das despesas que tiveram, por exemplo, com “o incêndio de Vila Boim, que deflagrou em julho deste ano. Este incêndio movimentou muitos meios e toda essa logística foi montada pela associação. Posso dizer-lhe que, neste preciso momento, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas recebeu, da Autoridade Nacional de Proteção Civil, zero cêntimos”.

O responsável explica que as despesas do DECIR têm sido pagas pela associação. Só no que diz respeito ao combustível, “a associação tem uma despesa mensal de cerca de 13 mil euros. É verdade que a despesa inclui todas as viaturas da associação, mas grande parte diz respeito ao combate a incêndios”.

O presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas denuncia atrasos nos pagamentos, por parte do Governo, relacionados com o financiamento do dispositivo especial de combate a incêndios.