CDS mantém confiança em Paula Calado mas aguarda execução de condições

O Plenário Concelhio do CDS-PP, composto por todos os militantes do concelho de Elvas, reuniu no passado dia 14, para analisar os resultados das eleições autárquicas e, principalmente, para discutir a entrega de pelouros a tempo inteiro à vereadora eleita pela coligação PPD-PSD/CDS-PP, Paula Calado, por parte do presidente Rondão Almeida.

Sendo o “CDS-PP um partido institucional e democrático, aceita incondicionalmente os resultados obtidos pelas diversas forças políticas que agora ocupam lugar no executivo da Câmara Municipal de Elvas. Reconhecendo que a vontade coletiva dos elvenses atribuiu três mandatos ao MCPE (Movimento Cívico por Elvas) – vencedor das eleições –, três mandatos ao Partido Socialista e um mandato à coligação PPD-PSD/CDS-PP, nunca concordaria com a ingovernabilidade da Câmara Municipal. A nossa posição foi e será sempre pela estabilidade governativa que melhor beneficie Elvas e os elvenses, pelo que a aceitação de pelouros por um autarca eleito com o apoio do CDS-PP seria naturalmente uma hipótese a considerar, no caso de nenhum dos três eleitos pelo Partido Socialista aceitar pelouros.

Esta postura independente, mas profundamente democrática e em serviço à causa pública, foi desde logo assumida pelos eleitos do CDS-PP na Assembleia Municipal e na Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso, tendo sido unânime entre os autarcas destes órgãos não realizar nenhuma coligação com os restantes partidos e movimentos nem aceitar quaisquer lugares nas mesas da Assembleia Municipal, nem da Assembleia e/ou executivo da Junta de Freguesia, mas sim votar sempre no melhor interesse dos elvenses, as propostas que sejam apresentadas à consideração dos eleitos, garantindo desta forma a total isenção dos autarcas face às outras forças políticas.

Ainda que não tenha sido esta a posição da vereadora eleita pela coligação PPD/PSD.CDS-PP, o Plenário Concelhio do CDS-PP considera ser seu dever apoiar Paula Calado para que possa demonstrar o seu trabalho e, sobretudo, a sua independência, neste mandato que só agora começa. Assim sendo, foi deliberação do Plenário Concelhio do CDS-PP aguardar por um período de tempo razoável para que sejam cumpridas as duas únicas condições estabelecidas pela vereadora eleita pela coligação com Rondão Almeida para a aceitação de pelouros, a saber-se: a revisão do contrato entre o Município e a Aquaelvas para obtenção de tarifas mais justas para os elvenses e a realização de uma feira agropecuária internacional. Aliás, existindo atualmente uma maioria na Câmara Municipal de eleitos pelo MCPE e da coligação PPD-PSD/CDS-PP, em que ambos os programas defenderam a revisão (e até reversão) do contrato com a Aquaelvas, estamos convictos de que os quatro autarcas farão cumprir o prometido durante as campanhas eleitorais”.

De acordo com nota enviada, “o CDS-PP encontra-se totalmente disponível para apoiar a vereadora eleita pela coligação, em tudo o que for necessário para o bom e integral cumprimento do presente mandato autárquico, para o que naturalmente contará com o apoio da Comissão Política Concelhia do CDS-PP, na análise prévia das ordens de trabalho das reuniões camarárias.

Apenas no caso de não se verificar a concretização destas medidas, ou da inexistência de condições que assegurassem a independência política de Paula Calado em relação ao restante executivo municipal, é que a Comissão Política Concelhia se veria obrigada a retirar a sua confiança política à vereadora eleita pela coligação PPD/PSD.CDS-PP. Esta proposta, em alternativa à retirada imediata da confiança política da vereadora eleita pela coligação, foi aprovada por 55% dos militantes presentes no Plenário Concelhio do CDS-PP de Elvas”.