“Javalis são uma praga”, defende José Eduardo Gonçalves

Os prejuízos provocados pelos javalis na destruição de plantações como o milho e sorgo já ultrapassam o milhão de euros em Portugal.

O crescimento descontrolado do número de javalis existente, leva a que os agricultores tenham prejuízos elevados nas suas produções. De acordo com José Eduardo Gonçalves (na foto), vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, “a população do javali tem crescido bastante. A sua incidência maior é na cultura do milho, onde pelo tamanho desta cultura, se escondem, fazem criações e quando dali saem já têm algum peso e dimensão. Por vezes é mais o que estragam do que o que comem, sendo que a única forma de controlar esta praga é através da caça”.

“Com poucos cães os javalis brincam”

Este ano, de acordo com o vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, o ICNF “reduziu o número de cães e caçadores que podem estar dentro da seara. Os javalis, dentro do milho, com poucos cães brincam com os cães. Aqui falo da cultura de milho, sorgo e outras culturas relevantes. Em vez de se aumentar a caça ao javali, proíbe-se ou diminui-se o valor da caça o que prejudica gravemente os produtores e agricultores de Portugal porque não temos forma de combater os javalis. É um animal selvagem, que destrói e prejudica imenso as culturas em Portugal”.

Quando questionado sobre os apoios que os agricultores recebem para fazer face aos prejuízos, José Eduardo Gonçalves garante que “não há qualquer tipo de apoio”.