Agrária veio “abrir mercado” a donos de casas degradadas em Elvas

Chegam, por estes dias, a Elvas, vindos de toda a parte do país, estudantes que escolheram estudar e tirar o seu curso na Escola Superior Agrária (ESAE). Mas chegados à cidade, enfrentam, tal como tem vindo a acontecer nos últimos anos, o problema da falta de oferta de alojamento.

Ainda assim, o objetivo da ESAE passa por receber, cada vez mais e a cada ano que passa, sempre “mais e mais alunos”. José Manuel Rato Nunes, diretor desta instituição de ensino, revela que, na última década, o número de estudantes praticamente duplicou e que só assim é possível a Agrária “estabelecer-se e tornar-se importante para a cidade e para a região”. “Uma escola com 200 alunos é uma escola que, se desparecer, pouca gente sente falta. Uma escola com 450 ou 500 alunos é uma conversa totalmente diferente”, acrescenta, assegurando que, com o PRR, há planos de “forte crescimento”. “É essa a nossa ambição e é por aí o nosso caminho”, diz ainda.

Rato Nunes, contudo, lembra que a pandemia veio dificultar a vida dos estudantes, uma vez que a lotação da residência foi reduzida para metade, sendo que, por outro lado, foram estabelecidos acordos com vários hostels da cidade, que são para manter, mesmo no período pós-Covid. “Os alunos estão lá muito bem, muito satisfeitos”, garante.

A verdade é que, e segundo o diretor, a Agrária veio abrir um mercado de negócio a pessoas que tinham casas degradas no centro histórico de Elvas, e que as procuraram reabilitar, dando assim mais oferta de alojamento aos estudantes. “Mais quartos apareceram no mercado, quartos com condições adequadas para os nossos alunos. Portanto, é a situação que temos hoje em dia: mais alunos, vai haver mais pressão, mais procura e esperemos que a oferta também saiba responder”, comenta.

A nova residência de estudantes, cuja obra se prevê que comece dentro em breve, garante Rato Nunes, irá resolver todos estes problemas de alojamento dos alunos. “Já foi assinado o auto de consignação e que vem nos resolver esses problemas que temos, porque vai ter cerca de 80 camas, e eu arrisco-me a dizer que aí seremos a instituição de ensino superior do país com melhores condições do país, com melhores condições de acolhimento dos alunos, ímpares a nível nacional, certamente, para os receber e para os alojar na nossa cidade”, remata.

O novo letivo começou já na semana passada para todos os alunos da Escola Agrária de Elvas, à exceção dos estudantes de primeiro ano.