Estremadura espanhola lidera em energia fotovoltaica

A Estremadura espanhola lidera na energia fotovoltaica, em Espanha, com 3.337 megawatts, 24% do total. A proliferação de grandes parques de painéis auxilia na transição energética, mas também aumenta o impacto ambiental e condiciona o modelo de geração deste tipo de energia.

A Estremadura espanhola é a comunidade autónoma líder, em energia fotovoltaica instalada, com 3.336,9 megawatts (MW) colocados em serviço, quase um quarto do total em Espanha, distribuídos por 626 parques. Destes, 1.320,9 MW foram conectados à rede no ano passado, um em cada dois instalados em todo o país. Segundo dados do Ministério da Transição Ecológica e Sustentabilidade, existem atualmente outros 28 empreendimentos em construção, com 1.820 MW, e 157 em andamento, com 5.127,2 MW (praticamente todos, com autorização administrativa ou projeto apresentado).

Centenas de milhares de painéis solares, colocados em extensões que cobrem uma área equivalente a centenas e centenas de campos de futebol, localizados uns depois dos outros. Grandes parques solares, alguns deles com dimensões tão espetaculares como os investimentos que os acompanham, estão a tornar-se cada vez mais comuns nas paisagens de muitas regiões espanholas, incluindo, e especialmente na Estremadura espanhola, uma das que melhores condições oferece para rentabilizar esta tecnologia renovável.

Em processo de encerramento das centrais térmicas de carbono e com um calendário definido, para fazer o mesmo com as nucleares em poucos anos, combater as mudanças climáticas e garantir ao mesmo tempo o fornecimento de energia elétrica, parece tornar essas instalações imprescindíveis, que evitam a emissão de grandes quantidades de CO2 na atmosfera. O emprego que se cria durante a sua construção, e o dinheiro que prevê para os cofres dos municípios as taxas e impostos pelos quais pagam, aumentam a atratividade dessas instalações.

No entanto, questiona-se se o número de projetos e as dimensões alcançadas por alguns não estão a ser excessivos, uma vez que, também têm impactos na paisagem e na avifauna e às vezes podem colidir com a agropecuária. Por outro lado, a proliferação dessas iniciativas dificulta a entrada no negócio de geração de energia elétrica, de pequenos e médios produtores.