Pandemia gera grandes prejuízos para negócios do setor do casamento

Com a pandemia, as cerimónias, como os casamentos, foram adiadas para mais tarde. Com isso, há negócios que, inevitavelmente, se ressentem e enfrentam as graves consequências, sobretudo financeiras, da situação. A loja “Noivos & Detalhes”, de Paula Aparício, em Elvas, não foge à regra.

Paula Aparício explica que recebe as coleções de vestidos de noiva, na sua loja, sempre com um ano de avanço. Em junho de 2019, recebeu a coleção para o ano seguinte, sendo que, com a pandemia, só vendeu roupa e vestidos de noivas para dois ou três casamentos, em 2020. Outros casamentos foram adiados para este ano e outros para 2022.

“Em 2020 quase ninguém casou, ou ninguém mesmo. As noivas de 2020 adiaram para 2021 e houve outras que já adiaram para 2022, o que quer dizer que são três anos de prejuízo, em que estamos aqui quase em banho-maria”, garante, lembrando que, para além disso, há despesas que continuaram a ter de ser pagas, como as rendas e as faturas mensais.

Ainda assim, Paula Aparício diz-se com “um bocadinho de sorte”, pois as noivas que a têm procurado, apesar de adiarem os seus casamentos, não desistiram de realizar a cerimónia. “Esta ano, tenho noivas novas que vieram, em plena pandemia, para casar em 2021 e já tenho mais noivas que querem casar em 2022”, revela. “Eu quero crer que tanto as noivas, como os noivos, querem casar e querem celebrar, mesmo com algumas restrições. Isto vai ter de mudar, porque nós vamos ter de viver com a pandemia e este vírus, as regras mudaram, não há casamentos como antigamente. Vai ter de haver uma reestruturação em relação à festa em si”, diz ainda.

A juntar ao prejuízo com os vestidos de noiva, Paula Aparício debateu-se com outro problema: os bailes de finalistas. Em Elvas, muitas jovens gostam de comprar os seus vestidos, para a ocasião, nesta loja, mas, desta feita, a coleção inteira de festa não saiu das prateleiras.

O casamento e o setor associado a esta cerimónia enfrentam uma crise sem precedentes há já mais de um ano, com os matrimónios adiados para este ano e para o próximo, muitos porque os noivos preferem fazer a festa de sonho sem desconvidar dezenas de pessoas.