35 anos do acidente nuclear de Chernobil no Ambiente em FM

Hoje, dia 26 de abril, assinalam-se os 35 anos do acidente nuclear de Chernobil, na Ucrânia. De recordar que em 1979 tinha existido um acidente grave na Central Nuclear de Three Mile Island, nos Estados Unidos da América, e mais recentemente, em 2011, outro grave acidente ocorreu, desta vez na Central Nuclear de Fukoshima no Japão.

Sendo assim, os três maiores acidentes nucleares ocorreram em três dos países mais avançados nas tecnologias da indústria nuclear e é importante pois, reflectir sobre os problemas de segurança inerentes a este tipo de centrais.

José Janela, da Quercus, recorda que “Portugal está a apenas 100 quilómetros da Central Nuclear de Almaraz. Esta central continua a revelar-se como um potencial perigo para toda a região transfronteiriça dado que já ultrapassou o seu período normal de funcionamento e, não obstante, viu prolongado em 10 anos o seu período de actividade, até 2020 e agora pretendem ainda mais 8 anos”.

“A opção pela fissão nuclear é contrária ao princípio da precaução e põe em causa a norma ética da equidade transgeracional, não sendo uma solução energética aceitável”, sublinhou.

A história tem mostrado que é muito difícil prever o desenrolar de acontecimentos como os ocorridos no grave acidente nuclear de Chernobil e que a gestão das centrais nucleares e dos resíduos aí produzidos é uma herança com futuro incerto legada às gerações vindouras.

O impacto das centrais nucleares é o tema da edição desta semana do programa Ambiente em FM, com José Janela da Quercus.