Rastreio do cancro da mama ajuda a detetar lesões

Por ano, surgem mais de seis mil novos casos de Cancro da Mama em Portugal. O diagnóstico precoce é de extrema importância, uma vez que a deteção da doença numa fase inicial eleva para 95% as hipóteses de um bom prognóstico.

Segundo a Direção-Geral da Saúde, o Cancro da Mama é a segunda causa de morte no género feminino a nível nacional, sendo que a probabilidade indica que uma em oito mulheres tem esta doença.

No distrito de Évora encontra-se a decorrer o rastreio do cancro da mama até dia 26 de Maio. Marta Pojo, investigadora no Instituto Português de Oncologia de Lisboa apela a que as mulheres façam este rastreio em tempos de pandemia. “De facto há uma participação menor no rastreio. As senhoras estão com algum medo de se deslocar para fazer este tipo de exame, mas não deve haver este receio, porque nós tomamos todas as precauções, todas as medidas de segurança para evitar que haja a propagação do vírus nas nossas unidades. Estamos a usar todos os EPI recomendados e a seguir todas as normas de segurança”.

O objetivo do rastreio é “detetar lesões numa fase inicial de forma a aumentar a sobrevivência. Quando os cancros são detetados numa fase inicial a probabilidade de sobrevivência é muito maior, por isso, faz-se rastreio às mulheres entre os 50 e os 69 anos, porque é o pico da incidência deste cancro, de forma a detetar lesões num estado inicial e conseguir salvar vidas”, remata a investigadora.

Atualmente em Portugal com uma população feminina de 5 milhões, surgem 6000 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, morrendo diariamente 4 mulheres com esta doença.