Preço dos cereais aumentou 26 por cento

O preço dos cereais subiu consideravelmente, desde o passado mês de Outubro, o que cria fundadas expectativas aos produtores nacionais. A redução de stocks de milho na China, os problemas nos portos argentinos, a seca na América do Sul e as estimativas de baixa produção na América do Norte estão na origem da redução dos stocks mundiais de cereais.

No entanto, “é necessário fazer um equilíbrio entre o preço dos cereais e o consumo de rações uma vez que se o valor dos cereais for muito elevado, não se torna sustentável para a pecuária. O aumento é bom para os produtores de cereais. No entanto, se percebermos que na região Alentejo 50 por cento da alimentação que damos aos animais é cereais ou restos de cereais, não é bom este aumento”, de acordo com o vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, José Eduardo Gonçalves.

José Eduardo Gonçalves considera que “os preços irão estabilizar no futuro após esta subida”. No entanto, o engenheiro apela à calma e para que os produtores de cereais “não se entusiasmem em demasia”.

O ano de 2020 terminou com um aumento de preços de cereais e oleaginosas como o trigo, milho, soja e colza. O índice de preços da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) registou uma subida de preço dos cereais na ordem dos 26%, o nível mais alto nos últimos seis anos.