UGT de Portalegre “atenta” ao Plano de Recuperação e Resiliência

Depois do Governo submeter a consulta pública a nova versão do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência a União Geral de Trabalhadores (UGT) de Portalegre decidiu dar o seu contributo e garante que vai estar “atenta aos investimentos previstos”.

No caso da “transição digital”, de acordo com a UGR, “diz que se pretende promover uma economia mais inclusiva, onde todos tenham lugar e ninguém seja deixado para trás, e, nesse sentido, tendo em conta também as iniciativas emblemáticas da União identificadas pela Comissão, fomenta-se a “interligação”, garantindo “que, até 2025, haja a cobertura 5G ininterrupta mais ampla possível para todas as áreas, incluindo áreas rurais e remotas”. A UGT Portalegre aguarda com expectativa que assim se concretize.

Ao nível da saúde, no que se refere aos “cuidados de saúde primários com mais respostas”, a UGT destaca o objetivo de “construir novas unidades/ polos de saúde, para substituir edifícios desadequados”, já após o início recente de funcionamento dos novos Centros de Saúde de Nisa e Crato, e da evolução da construção do Hospital Central do Alentejo, em Évora.

A UGT Portalegre evidencia a preocupação também na área da educação, como a que se pretende “modernização da oferta e dos estabelecimentos de ensino e da formação profissional”, assim como o “reequipar e robustecer a infraestrutura tecnológica dos estabelecimentos educativos com oferta de ensino profissional ”, mas que na realidade “poderá não refletir algo mais do que demasiado vago”.

Quanto à componente relativa a “infraestruturas”, a UGT vê de bom grado o alavancar do desenvolvimento da mobilidade transfronteiriça e a redução dos custos de contexto, nomeadamente através da construção da Ponte Internacional sobre o Rio Sever, ligando o concelho de Nisa a Cedillo, município raiano da província de Cáceres, o que trará mais um acesso transfronteiriço ao Alto Alentejo, impulsionador de maiores relações de vária índole, mobilidade laboral e desenvolvimento regional. Salientamos que “o Regulamento do Instrumento de Recuperação e Resiliência dispõe no seu artigo 15.º que os Planos nacionais devem indicar se incluem projetos transfronteiriços ou de cooperação multi-países”, o que compromete garantidamente a vizinha Espanha.

Destacamos ainda a construção de “rotunda na EN246 para acesso à zona industrial de Portalegre”, o que será realizado, com certeza, tendo como antevisão e em atenção a constante reivindicação da necessidade de aproximação da estação de caminho-de-ferro da capital de distrito, Portalegre, à própria cidade, assim como da ligação, finalmente, a uma grande infraestrutura rodoviária, algo que se mantém inexistente.

Assinalamos também que “não devia ser descurada a oportunidade de aproximar a capital de distrito à cidade de Elvas e fronteira do Caia, resolvendo o estrangulamento de Santa Eulália que impede a circulação de veículos pesados, construindo uma variante a esta localidade que permita a circulação de todos os tipos de veículos rodoviários”.

Damos ainda nota, com êxtase, dos 171 milhões euros previstos para o “aproveitamento hidráulico de fins múltiplos do Crato”, que contempla a construção da tão ambicionada Barragem do Pisão, assim como a “diversificação da atividade agrícola, bem como uma evolução qualitativa da atividade económica, particularmente nos sectores da agroindústria e turismo.”

Este plano, “acreditamos que também deveria incluir um apoio significativo a todas as empresas do sector privado que apresentaram uma resiliência face à atual situação, mantendo os empregos, principalmente nas regiões em que a demografia é penalizadora face à ausência de investimentos, facilitando acesso às verbas disponíveis e a programas de inovação, que potenciassem o emprego e o desenvolvimento regional”.

Por fim, a UGT Portalegre regista que “esta nova versão apresenta algumas alterações face à versão inicial, como são investimentos fulcrais para o desenvolvimento desta vasta área de interior, mais concretamente o prometido tornar o comboio como principal meio de transporte nacional e concretizar a existência de comboios entre todas as capitais de distrito; assim como os previstos contractos de desenvolvimento territorial, ou uma nova política fiscal para o interior do país, ao nível do IRC; e evidenciamos ainda que o elevado índice de pobreza não existe só nas áreas metropolitanas do país”.