Um ano de Covid: “Dou mais valor ao essencial”

O último ano foi completamente atípico no país e no mundo. A Covid-19 já fez milhões de mortos a nível mundial e, em Portugal, o impacto no Serviço Nacional de Saúde foi brutal.

Além da saúde, o setor do turismo foi um dos que se viu bastante afetado pela pandemia. Encerramento de fronteiras, voos cancelados e proibição de circulação entre concelhos impediu a chegada de turistas, quer internacionais quer nacionais, ao interior do país.

Lisa Serrachino (na foto) é gestora de Enoturismo numa adega do Alentejo e referiu-nos que “o último ano veio potenciar bastante o turismo interno. Devido aos confinamentos obrigatórios, estados de emergência e fronteiras encerradas houve uma grande quebra de turismo estrangeiro. Como nós trabalhamos também com a área comercial, aproveitámos para explorar os mercados exteriores, de outros países e continentes”.

Amante de viagens, um pouco por todo o mundo, Lisa viu-se impedida de desfrutar desse hobbie. “Os convívios acabaram, as festas acabaram e isso acaba por mexer com o psicológico das pessoas porque nós estávamos habituados a uma qualidade de vida que, de repente, nos foi retirado. No meu caso, eu costumava viajar muito para fora do país e automaticamente fui proibida de o fazer. Atualmente, ainda não me sinto segura de o fazer. A nível pessoal, passei a dar mais atenção aos animais, à leitura e à arrumação. Com este confinamento, acabei por estar mais tempo com o meu marido uma vez que ele trabalha no ramo da hotelaria e restauração e acabamos por conseguir conciliar mais os horários”.

O novo dia a dia dos portugueses veio, em alguns casos, alterar por completo o estilo de vida de cada um. Lisa Serrachino garante que passou a dar “mais valor aos aspetos essenciais, como a família e amigos, e deixou de parte alguns gastos supérfluos”.

O ano de 2020 ficou mesmo marcado pela pandemia. Vidas perdidas, famílias incompletas e um país que não se sabe como vai recuperar do impacto económico. Os sucessivos encerramentos dos estabelecimentos de hotelaria e restauração deixaram muitos empresários sem hipóteses de seguir com os seus negócios.