Arcebispo de Évora quer “discípulos e missionários da esperança” na Quaresma

A Quaresma tem início hoje, quarta-feira, dia 17, no dia a seguir ao Carnaval. Este é um período de quarenta dias de conversão e de preparação para a festa de Páscoa, a grande celebração da ressurreição de Cristo.

O arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, lembra que este tempo de quaresma significa quarentena, que se assume como “a preparação de 40 dias para a grande festa cristã: a Páscoa”.

“Este tempo exige preparação, com cuidado e esmero neste tempo de quaresma”, relembra o arcebispo. Este, “é um tempo em que se ouve mais a palavra de Deus na leitura da bíblia, tempo em que é feito um jejum ao supérfluo, ao excesso que uma sociedade de consumo nos propõe, através de consumismos, muitas vezes insensatos e que nos criam dependência e nos fazem esquecer de outros que não tem o mínimo para viver, tudo o que significa excesso, luxo, dependência deve ser na quaresma cortado por nós, o jejum também para as atitudes intolerantes, irritabilidade ou racismo, e o jejum também e abstinência de nos alimentarmos com carne em todas as sextas-feiras da quaresma”.

O terceiro elemento da quaresma “é a fraternidade, a partilha e solidariedade”. D. Francisco Senra Coelho explica que a quaresma deve ser celebrada “escutando mais a palavra de Deus e rezando com mais profundidade, nomeadamente pedindo perdão pelos pecados, pela purificação de consciência e colocando a nossa vida ao serviço dos grandes valores”.

Normalmente, todos os anos, por esta altura é proposta uma renúncia quaresmal dirigida “a uma nação mais pobre, a uma causa ligada a situações de grande aflição e pobreza”, que são propostas pelas paróquias.

O arcebispo de Évora espera que esta grande quaresma que é a pandemia nos ensine algumas coisas, “que deixe em nós um olhar renovado e nos dê uma dimensão ecológica e de defesa da vida, em todos os momentos da vida humana, e ainda um novo humanismo em que no centro esteja o homem, porque pelo homem o próprio Cristo morreu”. Que seja uma quaresma de pés na terra e menos mística, apenas, da oração.

Este ano a Arquidiocese definiu um lema: “que sejamos todos discípulos, missionários da esperança”. Esta esperança faz-se pelo acolhimento de cada pessoa, sem discriminar, pela procura dos que estão mais sós e abandonados, para os trazer para a nossa amizade”. D. Francisco Senra Coelho deseja que todos “vivam uma quaresma fecunda para que a Páscoa seja vivida em alegria.

Ainda sem saber, se este ano, será possível celebrar a Páscoa, de forma comunitária, o Arcebispo acredita que sim, mas que tudo está nas mãos de Deus e nosso coração está a esperança.

A Quaresma tem início hoje, Quarta-Feira de Cinzas, e estende-se até à quinta-feira Santa, antecedente à Páscoa. Este ano a Páscoa celebra-se dia 4 de abril