Bloco de Esquerda analisa crise pandémica no distrito

O Secretariado da Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Portalegre emitiu um comunicado onde faz referência à “ao agravamento continuado da crise pandémica provocada pelo covid19, que agrava a já de si bastante difícil situação económica de grande parte da população pobre do distrito. As situações de lay-off onde os trabalhadores são mantidos em casa com uma percentagem diminuta de salário, o fecho e deslocação de empresas. A precariedade no emprego onde os trabalhadores entram e saem consecutivamente dos seus postos de trabalhos, com salários muito baixos. O aumento constante do desemprego a par de uma população envelhecida com baixas reformas. O continuado fecho de muitos pequenos negócios. A realidade indica-nos que a situação está muito longe de começar a reverter, antes pelo contrário tudo se vai agrava: Restauração, comércio local, trabalhadores independentes”.

A Comissão distrital destaca “a falência para muitos milhares de pequenos e médios negócios, o lançar consecutivo de trabalhadores no desemprego e a população envelhecida, com meios de subsistência reduzidos, devido às reformas e apoios sociais de baixo valor”.

“Desde o início da pandemia tem merecido a atenção e preocupação a situação dos lares de idosos e dos cuidados aí ministrados. São centenas de lares, que têm aumentado um pouco por todo o lado, sem e, muitos dos casos estejam criadas todas as condições de bom funcionamento. Prestando todos os cuidados aos seus utentes. Torna-se necessário uma revisão profunda de práticas e de métodos praticados nos lares para idosos. Merece também preocupação os idosos que vivem nas suas residências sem o mínimo de apoio. Não podemos esquecer que o nosso distrito é um dos mais envelhecidos do país, exigem-se mais uma vez medidas urgentes por parte da tutela no sentido do reforço de pessoal técnico e auxiliar, a saúde, o bem-estar e o apoio à velhice não são um negócio, mas sim um direito dos cidadãos. Basta do correr constante contra o prejuízo! Só depois de acontecer é que se age.

As autarquias são continuamente chamadas as desempenhar um papel único do ponto de vista social, através dos mais variados apoios:

– Não aumento do preço da água e suspensão o pagamento,

– Exigência de redução do preço da eletricidade e suspensão durante o Inverno para os mais carenciados (desempregos, reformados, que ficaram sem pequenos negócios familiares),

– Apoio no todo ou em parte ao pagamento de rendas de casas a quem necessitar,

– Medicamentos e transportes gratuitos para quem necessite fazer exames e consultas em outras localidades.

O Secretariado reconhece como positivo o papel de algumas Camaras Municipais, mas é preciso ir mais longe e que seja um esforço de todas e não só de algumas”.