Elvenses concordam com novo confinamento

As novas medidas que Governo vai adotar, para tentar controlar a propagação da Covid-19, terão “o horizonte de um mês”, o que se traduz num confinamento muito semelhante ao de março a abril.

Desta feita, contudo, e segundo o primeiro-ministro, António Costa, “nada justifica o encerramento das escolas até aos 12 anos”, pelo que, ao que tudo indica, apenas os alunos do 3º ciclo e ensino secundário ficarão em casa.

A Rádio ELVAS saiu à rua para, junto dos elvenses, perceber o que a população pensa sobre este segundo confinamento, dez meses depois do primeiro, em março do ano passado.

Cláudia Luz, por exemplo, considera que, para que se consiga “recuperar a normalidade”, é necessário enfrentar mais este confinamento, lembrando as consequências que a pandemia tem acarretado para alguns dos setores da sociedade: “o meu pai trabalhava na área da restauração e agora está desempregado. Temos de tentar ao máximo controlar isto ao máximo, porque se não conseguirmos, a restauração vai ter muitos mais problemas no futuro”.

Já António Lourenço é da opinião que “se for para melhorar a situação do país”, faz todo o sentido Portugal entrar num novo confinamento, tendo sido as festas de Natal e Ano Novo as responsáveis pelo aumento do número de casos de infeção. “Gostamos de estar com a família mas, nesta altura, temos de evitar certas coisas”, lembra. “Isto assim é que já não pode continuar. As pessoas andam com medo na rua, isto está um descalabro”, comenta ainda.

Mónica Reis partilha da opinião de António, considerando que o aumento de casos no país é resultado da “liberdade” dada à população, por altura do Natal e Ano Novo. Por isso, concorda com este novo confinamento. Quanto ao facto das escolas se manterem abertas, esta jovem não concorda com a decisão do Governo. “Não faz muito sentido, porque é onde os alunos se juntam todos e onde há uma grande probabilidade da expansão do vírus”, explica.

Uma outra elvense, Cristina Espírito Santo, diz também não compreender a decisão do Governo em manter as escolas abertas. “Fecham tudo, mas as crianças vão para a escola. As crianças não têm noção do perigo de um abraço, de que têm de se manter distantes. As crianças na escola e os adultos em casa, porque fecha tudo. Qual é a lógica?”, questiona-se.