Elvenses reclamam a falta de estacionamento no centro histórico da cidade

Nos últimos tempos têm sido algumas as queixas que têm chegado à Rádio ELVAS relacionadas com a falta de estacionamento no centro histórico da cidade.

Desde março, por exemplo, que não é possível estacionar no Largo do Colégio, depois de a Câmara Municipal ter instalado alguns pinos, que impedem esse mesmo estacionamento. Saímos à rua para perceber o que a população tem a dizer sobre o assunto.

Rui Painho considera que neste momento o estacionamento no centro histórico “não está adequado às necessidades da população, tendo em conta por exemplo, as obras que decorrem no Fosso, junto ao Mercado Municipal”. E diz que “infelizmente não há alternativa para estacionar o carro e torna-se complicado, uma vez que trabalha no centro histórico e quando vem trabalhar é difícil estacionar nesta zona da cidade”, considerando ainda que “deveriam ser criados mais locais para estacionamento”.

Sónia Latas afirma que “é muito complicado estacionar no Centro Histórico, e que quem trabalha ou reside nesta zona deveria ter estacionamento próprio”. Também o facto de o estacionamento subterrâneo ser pago não é vantajoso para quem trabalha e muitas vezes sente que “quase que tem de deixar a sua viatura à porta de casa para vir trabalhar para o centro histórico, porque é complicado conseguir um lugar de estacionamento”.

Já Licínio refere que o estacionamento nesta zona da cidade “é péssimo e cada vez está pior, tem que se pagar e é limitado”. Quanto à questão dos pinos “atrapalha, não só para manobras, mas também para cargas e descargas”. Também “quem mora na cidade não tem lugar para estacionar e está tudo limitado, e as zonas destinadas a estacionamento cada vez são menos”.

Há quem também tenha opinião de que para além da falta de estacionamento, “os parques e locais destinados para o efeito deveriam ter mais condições e mais segurança”.

Noutra zona da cidade, perto do largo de São Domingos o estacionamento “é péssimo”, considera uma moradora desta zona que afirma que inclusive já foi “multada porque não tem lugar para estacionar a sua viatura”.

Fernando Carona, com um estabelecimento comercial nesta zona da cidade afirma que “a falta de estacionamento é prejudicial para o comércio, uma vez que as pessoas acabam por ir a grandes superfícies comerciais, porque são gratuitos e é mais fácil estacionar”. Este comerciante considera que “há falta de parques devido à quantidade de carros e com os turistas é ainda pior, há que na realidade providenciar mais estacionamento”. Fernando demonstra ainda preocupação com os pinos, e com os moradores que não têm lugar no lugar perto de onde trabalham porque é tudo proibido”.

A Rádio ELVAS sobre este assunto falou com o vereador na Câmara de Elvas Tiago Afonso que refere que existe, no centro histórico “vários parques de estacionamento gratuitos”, e  fala por exemplo, “no parque da antiga shell, onde quem estaciona tem de fazer cinco minutos a pé para chegar ao centro, no subterrâneo a primeira hora é gratuita e está próximo de tudo”. Também refere as obras que decorrem no fosso, em frente ao mercado casa das barcas, que “terá ótimas condições e será gratuito, e estará concluído em março”.

Relativamente à colocação de pinos em alguns locais da cidade, Tiago Afonso diz que “são algumas correções de estacionamento que a Câmara pode fazer por vários motivos”, por exemplo na Rua da Cadeia, que “provocava diariamente muito trânsito naquela zona, foram criados lugares para cargas e descargas e estacionamento para quem se desloca À farmácia”, portanto foi “requalificar o estacionamento nessa zona”.

A colocação de pinos em outros locais da cidade está relacionada com “o facto de Elvas ser património da Humanidade, e não se pode querer o melhor de dois mundos há que fazer algum caminho para preservar o património”, afirmando que “não fácil atingir o equilíbrio nestas situações, mas a Câmara quer o melhor para as pessoas e para o concelho”.

Relativamente ao facto de os moradores ou trabalhadores poderem ter um cartão que permitisse ter lugar fixo, Tiago Afonso refere que “existe um regulamento, que está a ser implementado aos poucos, para que os residentes no centro histórico, requeiram um selo que se coloca no veículo e a partir de um determinado período do dia podem estacionar na sua rua ou zona de residência”.