“Poderemos estar perante um problema em Pavia”, diz autarca de Mora

A situação epidemiológica no concelho de Mora, no que à Covid-19 diz respeito, é muito complexa. No lar de Cabeção, há 34 utentes infetados, no interior da instituição, dois internados no hospital de Évora, 28 funcionários com Covid-19 e registaram-se já 16 óbitos, de acordo com o presidente da câmara de Mora, Luís Simão de Matos (na foto).

A situação que agora está também a preocupar a autarquia “é um possível surto no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Pavia onde dois funcionários já testaram positivo.” Luís Simão de Matos revela que “se os resultados dos testes rápidos se confirmarem, através de testes PCR, poderão enfrentar mais um problema grave”.

Vacinação arranca em três lares do concelho

A vacinação anticovid arranca “amanhã, terça-feira, dia 5, em três lares do concelho de Mora: Santa Casa da Misericórdia de Mora, Associação de Reformados de Brotas e o lar da Nossa Senhora da Purificação, em Cabeção, que teve um surto há algum tempo mas que não tem casos positivos há mais de um mês. O lar de Pavia morreu na praia. A dois ou três dias de começar a vacinação surgiram casos”. Luís Simão mostra-se “satisfeito pelo início da vacinação mas triste pela situação vivida no concelho”.

Tal como noticiámos anteriormente, o Hospital do Espirito Santo de Évora, onde estão internados dois doentes do concelho de Mora, devido ao aumento de afluxo de doentes na Área Dedicada aos Doentes Respiratórios do Serviço de Urgência Geral, deu a indicação ao CODU, de que os doentes Covid ou suspeitos Covid, transportados de ambulância, não deverão ser encaminhados para a unidade hospitalar do distrito.

“Está na altura do Governo responder”

O presidente da câmara de Mora considera que “o distrito de Évora está em situação de rotura”. Para Luís Simão de Matos, “o país teve quase nove meses para preparar tudo. Toda a gente falava na segunda vaga, na terceira vaga, que tudo seria pior. No entanto, pouco ou nada se fez. No distrito, vivemos uma situação complicadíssima. Quando se chega ao ponto de um hospital não dar resposta, então é muito mau. É necessário que se criem rapidamente algumas estruturas para dar resposta. No entanto, há que ter atenção aos profissionais de saúde porque não me parece que haja pessoal suficiente para prestar apoio nessas estruturas. Talvez esteja na altura do próprio Governo responder a deslocar para Évora gente que possa dar um apoio”.

Concelho de Mora vive situação bastante preocupante com cerca de 124 casos ativos de Covid-19 e 16 óbitos registados. Situação do Hospital de Évora preocupa autarca que considera que o Governo deve intervir e deslocar profissionais de saúde para a região.